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Mangroovee

Ouça a mixtape em homenagem aos 25 anos do disco Mecca & The Soul Brother, do Pete Rock & CL Smoth

Sempre escalado pela revista Wax Poetics para criar mixtapes comemorativas quando alguns clássicos do rap completam datas simbólicas, o DJ Chris Read ligou os toca-discos novamente e atendeu mais um chamado da publicação estadunidense. Depois de prestar homenagens para obras assinadas por totens da história de De La Soul, Notorius BIG, A Tribe Called Quest e Pharcyde, agora, o deejay presta tributo ao cabuloso disco Mecca & The Soul Brother, da dupla Pete Rock & CL Smoth. Versões alternativas, sampleadas, edits e clássicos são alguns plays mixados com maestria pelo londrino em exatos 57 minutos e 7 segundos de sessão. O mano também liberou a tracklist completa, que ainda detalha o nome do sample original e em qual faixa Pedro Pedra e Mista Suave utilizaram o recorte. Chega mais, gente boa!

Wax Poetics | DJ Chris Read

O coletivo Reticência tá de volta. Ouça o single Instinto

É com grande satisfação que colamos no endereço virtual do mangue para avisar vossa senhoria sobre a volta dos nossos conterrâneos e amigos do Reticência. Formado pelos camaradas Andino, Benfa, Coleti, Drop, Fabião e Haruan e , o coletivo de São José do Rio Preto voltou às atividades na semana passada com a faixa Instinto, que coloca fim no hiato de dois anos sem lançamento da banca. Assinado pelo Projeto Sinestesia, o instrumental chega bem sujo e faz a cama perfeita para Drop, Andino, Coleti e Benfa deslizarem a levada com a categoria de sempre. Você só precisa apertar o player abaixo para se ligar na nova faixa disparada pelo estúdio Três Pontos Records e, de quebra, valorizar a música rio-pretense.

Reticência | Três Pontos Records

Trocando Ideia #18: Red Lion estreia com o excelente EP De Onde Eu Vim

Retirado do forno da Família Macaroni no final do último mês de abril, o EP De Onde Eu Vim marca a estreia do MC Red Lion em um trabalho de estúdio. O registro apresenta o leão vermelho oriundo do Jardim Zaíra, bairro da cidade de Mauá, deslizando a levada em cinco instrumentais assinados por DJ B8 (ProjetoNave), Jeff Botto, Fya Sound e Amanajé Riddims. Se você já teve a chance de ver o mano comandando o baile ao lado de equipes de som como J*Z Sound System e Paz & Dub Seletores, vossa senhoria deve ter percebido que Red Lion é um dos mestres de cerimonias mais originais da cena. Nós já tínhamos feito contato com os manos, mas, devido ao corre diário dos dois lados, conseguimos subir somente agora a entrevista aqui na matriz do Mangroovee. Sem mais delongas, aperte o play abaixo e boa leitura.

1 – Fica bem claro no título do EP De Onde Eu Vim que você tem bastante orgulho aí da sua área, o Jardim Zaíra, em Mauá. Como foi crescer por aí e, falando especificamente do bairro, quais foram suas primeiras influencias e experiencias musicais no JZ?

Red Lion: De Onde Eu vim é a vida no Jardim Zaíra, é a cultura SoundSystem Reggae aqui do Brasil. Essas são as maiores referências para esse trabalho em matéria de geografia e sonoridade. Sou filho de nordestinos e cresci no Zaíra nos anos 90. Tinham poucas favelas nessa época e algumas ruas de barro, que eram onde eu brincava com meus primos. Também nos reuníamos muito na casa da minha avó. Era muita correria para os meus pais, mas a gente não sentia isso. Primeiro veio o Reggae. Meu tio João me levou em um show do Tribo de Jah quanto eu tinha uns 14 anos. Depois veio Bob Marley e toda linhagem roots da Jamaica. O rap estava caminhando lado a lado, com vários grupos nacionais e as coletâneas do Dinamite. E logo após isso vieram os artistas do bairro, caras que admirava e queria colar, como o Fumaça e o Fyahman do J*Z SoundSysytem, Dj Voddo e Beto Malfatti, do Triplex, entre outros. Só tinha monstro. Uma banca muito pesada e talentosa.

2 – Quão importante foi para sua formação como artista fazer parte do J*Z Sounds? E, na sua opinião, qual a importância da cultura sound system em meio ao cenário do reggae?

Red Lion: No J*Z SoundSystem eu aprendi a ser MC. Conduzir o cerimonial dos bailes, rimar em diversos estilos de riddims e gravar dubplates. O J*Z é uma grande escola pra mim. Esses dias eu estava pensando como o sistema de som é parecido com a fundação do Hip-Hop. Na minha opinião, o estilo DJ/MC SoundSystem significa liberdade. As pessoas colam nos eventos de rua exatamente pelo ambiente proporcionar isso, entende? Claro que também tem a música. O reggae ecoado pelas equipes de som é mais extenso, mais denso, tem mais amplitude.

3 – Antes do lançamento do EP, o single Quem é Essa Menina? e o som Novos Tempos, onde você chega em cima do beat do BIG, já estavam nas ruas. A gente ainda não tinha escutado você rimando em cima de boom bap e gostamos bastante do resultado. Em matéria de rap, quais são suas maiores influências e o que você anda escutando ultimamente?

Red Lion: Sempre escutei muito rap. Comecei com os nacionais, ouvindo as trilhas do Espaço Rap com meu primo Dudu. Ele também me apresentou muita coisa como Planet Hemp, Tupac, Nação Zumbi, as coletâneas do Dinamite eram dele. Depois veio a febre do Wu-Tang no Zaíra. Muito rap com o Voddo, o Edel e o Chavão. Me levaram no Indie Hip-Hop, onde conheci muita gente realmente envolvida com a cultura. Os artistas favoritos foram mudando. Hoje em dia os que mais ouço são Bryson Tiller, Russ, Drake e Travis Scott Aqui do Braza eu gosto de Flora Matos, Mano Brown, Rael e Cacife Clandestino.

4 – O EP De Onde Eu Vim é o primeiro lançamento da Família Macaroni. Conta mai como surgiu a ideia da FM e quais são os próximos planos do coletivo?

Red Lion: Família Macaroni nasceu de uma brincadeira num baile do Paz & Dub, em Franca. Acho que foi um tune do Ganja Groove que falava “HolyHoly Macaroni” e essa fita virou meio que o grito de guerra, saca? Mas parece que está se tornando algo maior. Todo mundo precisa de uma Família. Então Julio Polo e eu decidimos criar a nossa, baseada nos princípios de Lealdade, Unidade e Fraternidade. Além de ser uma fraternidade, a Família Macaroni trabalha como produtora e selo. Estamos trabalhando no lançamento do meu próximo EP e vamos anunciar muita coisa nova até o final do ano.

5 – Queríamos te dar parabéns pelo trampo. Achamos o resultado muito bom, bem original. Como foi o processo criativo do trabalho e qual a sensação de colocar o EP nas ruas?

Red Lion:  Sou muito grato pelo carinho de todos que ouvem as músicas e mandam um salve. Foi muito bom todo processo de gravação com meu mano Jeff Botto. Aprendi bastante. O dia do lançamento foi foda. Os amigos colaram aqui no estúdio. Meu primeiro disco, né? Então é muito loco ver a capa, seu nome no bagulho e tudo mais. Quero aproveitar e deixar um salve para o Premier King, que é o responsável por assinar a capa e a identidade visual do EP.

6 – Existe a possibilidade do registro sair em algum formato físico? Agora é com você, Red. Deixa seus contatos para quem quiser levar a apresentação até outras áreas do país, baixar o EP e tudo mais…

Red Lion:  O EP sai na primeira semana de agosto no formato tradicional de CD. Um salve para todo mundo do Jardim Zaíra, Mauá e todos da cultura SoundSystem, Reggae e Rap. Seguimos trabalhando. Fiquem sintonizados que muito em breve tem trabalho novo a caminho. Tamo junto Mangroovee. Muito obrigado pela oportunidade!

Red Lion | Download EP De Onde Eu Vim

Mangroovee no Ar #57: Indica Dubs, Illa J, Alienação Afrofuturista, Bixiga 70 e Onra

O Mangroovee no Ar entrou pelo seu rádio no último dia 19 com o episódio de número 57, mas, se por acaso, você não conseguiu escutar a transmissão da Educativa FM, encostamos aqui na matriz para resolver essa questão de maneira rápida. É só ficar à vontade aí na sua área e apertar o play na sessão trilhada por Illa J, Onra, Dr. Drumah, Bixiga 70, Ikebe Shakedown, The Black Seeds, Mykal Rose, Koning, Indica Dubs, Sista Mary, Alienação AfroFuturista, LIL STYLA, Intruso, D Rima, Fabricio Fbc, Atentado Napalm, Ramiro Mart, Rincon Sapiência, Sant, XAMÃ, Rashid e Coruja BC1. Se gostar, compartilhe nosso trabalho aí na sua área. Só agradece!

Os produtores Abud, Sacolão, SonoTWS e Tiago Frúgoli participam do doc BEAT. Assista

Produzido, entre agosto de 2016 e junho de 2017, por Rodrigo Tamassia, o filme BEAT: Um Documentário apresenta entrevistas e acompanha o processo criativo de quatro produtores do estado de São Paulo. Representante da cidade de Jundiaí, o amigo Sono TWS (Tired Of People) aparece ao lado dos paulistanos Tiago Frúgoli (Ukiyo Beat Tapes), Sacolão Beats e Abud (Beatwise Recordings). O diretor ainda aproveitou as sessões de gravações e deixou a trilha sonora da produção na conta do quarteto em questão. Indicamos que vossa senhoria não deixe de apertar o play abaixo para fortalecer a cultura e, de quebra, conhecer melhor o trabalho dos caras. Quatro nomes independentes que criaram o próprio mercado e trabalham pesado na distribuição da boa música. Filme altamente recomendado pelo mangue.

Abud | Rodrigo Tamassia | Sacolão | Sono TWS | Tiago Frúgoli

Escute a mixtape do Digital Dubs em homenagem aos 40 anos do selo Greensleeves Records

Não é novidade pra ninguém que o Digital Dubs é um dos nossos sistemas de som preferidos. Já colamos algumas vezes no baile dos cariocas, éramos frequentadores de carteirinha do Muzamba.com e sempre ficamos de olho nos lançamentos prensados pelos manos. O último release disparado pelo sound system pioneiro na cidade do Rio de Janeiro foi uma mixtape em tributo aos 40 anos da lendária gravadora inglesa Greensleeves Records. O seletor/produtor Marcus Menezes, o MPC, tirou os discos do case e girou várias faixas produzidas pelo selo da terra da rainha. Nomes como Barrington Levy, Augustos Pablo, Dr. Alimantado, Alborosie, Yellowman, John Holt e Eek A Mouse comprovam que o label vai muito bem do roots ao rub a dub, passando pelo dancehall e fechando a conta no new roots. Se vossa senhoria também gosta da música jamaicana e suas vertentes, não deixe de apertar o play. O mangue recomenda!

Digital Dubs | Greensleeves Records

Escute a nova mixtape de reggae assinada pela equipe de som Paz & Dub Seletores

Selecionada e mixada pelo nosso amigo Don Polo, que faz um corre de responsa ao lado de Cauê Irie e Júlio Randi à frente do Paz & Dub Seletores, a mixtape de número #4 da equipe de som apresenta vários nomes da nova escola do reggae mundial. Caso você queira conferir um pouco do que costuma girar nos bailes comandados pelos manos na cidade de Franca, aperte o play abaixo e embale vossa quinta-feira com 45 minutos de puro fogo. A arte da capa fica na conta das ilustrações de King Zulu Arts. Muito respeito ao corre dos amigos que também fazem acontecer no interior de São Paulo.

Paz & Dub Seletores

Drumahmental é a nova beat tape do produtor baiano Dr. Drumah. Ouça na íntegra

Nosso camarada Jorge Dubman, também conhecido pela alcunha de Dr. Drumah na hora de dropar os beats, despachou no final de maio mais um trabalho de alta qualidade. O registro Drumahmental, lançado dois meses depois da excelente beat tape 90´s Mindz, trilha vossa manhã de quarta-feira com 12 instrumentais que apresentam a faceta jazzística do produtor. Gravado no estúdio Kzah 04 Records, em Salvador, na Bahia, o trampo foi distribuído pelos quatro cantos do mundão pelo selo holandês IBMCs.

Preparado com recortes milimétricos, vários samples de jazz, além de caixa e bumbo embalados em baixos bpm´s, o novo release do bom baiano ainda traz os riscos do DJ Beatchukaz, que chegou diretamente da cidade de Novi Sad, na Sérvia, para colaborar em 5 temas. Batidas brasileiras e riscos sérvios lançados por uma gravadora de Amsterdam. Só mais uma prova de como a música do amigo Dubman é global e segue quebrando barreiras. Não deixe de apertar o play e fortalecer o corre baixando o release, que tem a capa no melhor estilo Blue Note Records assinada pela italiana Ilaria Di Stani. Link para download ao final do post.

Dr. Drumah | Download Drumahmental

Assista ao show completo do Bixiga 70 no Festival Jazz a Vienne, na França

O super combo Bixiga 70, que lançou no mês passado o excelente single Primeiramente, está neste exato momento representando o Brasil em terras europeias. A banda paulistana segue ministrando verdadeiras aulas em matéria de música africana e todas suas vertentes pelos palcos do velho continente. Países como Espanha, Alemanha e Bélgica são alguns dos destinos do grupo, que vem deixando os gringos cada vez mais chapados no groove brasileiro. Se você quiser conferir como não estamos falando besteira, é só apertar o player abaixo para assistir, na íntegra, o show dos manos no último dia 13 no Festival Jazz a Vienne, na França. Mil Vidas, Kalimba, Deixa a Gira Girá, 100% 13, Balboa Dub, Morte do Vaqueiro e muito mais no repertório. Aproveita!

Bixiga 70

Mangroovee no Ar #56: DV Tribo, Don L, Sampa The Great, Chronnix, Jay Z e Dow Raíz

Depois de quase um mês sem postagens aqui na matriz, é hora do mangue voltar à ativa no melhor estilo. Nosso diretor de artes Eduardo Falcão, o Acervo Canhoto, colocou o cerebelo para trabalhar e bolou a nova arte da nossa saga em parceria com a Rádio Educativa FM. A edição de número 56 do Mangroovee no Ar embalou a estação rio-pretense com lançamentos de Don L, DV Tribo, Djonga, Eloy Polemico, Joey Badass, Jay Z, Chronixx, L’Entourloop, Nomade Orquestra, Chillhop Music, além de sons assinados por Sampa The Great, Grayboy, Sharon Jones, Quantic, Dow Raiz e Johnny Clark. O nome mudou, mas a qualidade continua a mesma, gente boa. Aperte o play. Se gostar, mostre nosso trabalho para xs amigxs. O mangue agradece de coração.