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Mangroovee

Família a serviço da boa música. João Donato e Donatinho lançam o disco Sintetizamor. Ouça

No comando da nave com o caçula Donatinho de copiloto, o toten João Donato continua incansável e, aos 82 anos de idade, segue encontrando tempo e inspiração para despachar música da melhor qualidade. O pianista deixou a sexta-feira bem melhor com o lançamento do disco Sintetizamor, que saiu hoje pelo selo brazuca Deck Disc. Retirado do forno um ano depois do excelente registro Donato Elétrico, o novo trabalho do mestre comprova que a boa música é passada de geração em geração na família. Gravado no estúdio Sinth Love, no Rio de Janeiro, a trilha tem a produção musical e os arranjos assinados por Donatinho. Enquanto o pai apresenta um currículo impecável, onde você encontra obras do peso de Quem É Quem e Lugar Comum, o filho vem trilhando o mesmo caminho no super combo Abayomy Afrobeat Orquestra e em colaborações ao lado de Sly & Robbie, Gilberto Gil, Djavan, entre outras lendas.

Depois de misturar boogie e funk no primeiro single da trilha, Lei do Amor, que segundo Donatinho sintetiza o disco, a dupla acabou de liberar no YouTube todas as músicas do repertório. Além de temas instrumentais como Clima de Paquera e Hao Chi, o álbum também embala sua tarde com referências latinas na canção Vamos Sair à Francesa e ainda apresenta vários elementos da disco music. Você só precisa apertar o cinto – e o play – para embarcar em uma viagem na astronave da família Donato pelo futurista universo dos sintetizadores.

João Donato | Donatinho

Muita ideia pra trocar. Confira a entrevista de duas horas dos Racionais MC´s na RBMA

Brasil colônia, início do grupo, treta na Praça da Sé, discografia, próximos planos e o trabalho desenvolvido nos bastidores do rap nacional foram alguns dos temas debatidos na ideia trocada entre os Racionais MC´s e o jornalista André Caramante (Ponte Jornalismo) na Red Bull Music Academy, em São Paulo. Mano Brown, Ice Blue, Edi Rock e KL Jay abriram uma rara exceção para o festival idealizado pela marca de energético e concederam uma entrevista histórica, que foi transmitida ao vivo na página do evento no Facebook. Se você não conseguiu assistir na oportunidade em questão, pode ficar tranquilx porque já deram um jeito de colocar toda a conversa no famigerado YouTube. Então pode passar o café aí desse lado e aperte o play abaixo para conferir a visão dos quatro pretos mais perigosos do Brasil. Caso você esteja na capital paulista, não deixe de prestigiar o RBMA e, de quebra, visitar a exposição Três Décadas de História, que celebra 30 anos do maior fenômeno do rap tupiniquim.

*a entrevista começa aos 10 minutos e 37 segundos de vídeo.

Racionais MC´s | Red Bull Music Academy

Navegue pelas águas do jazz no novo disco da trompetista Yazz Ahmed, La Saboteuse

Dona de um currículo que traz trabalhos ao lado de nomes como Radiohead, Jazz Jamaica, Toshiko Akiyoshi, Max Romeo e Lee Perry, a trompetista e compositora Yazz Ahmed estreia aqui no modesto endereço virtual do mangue com o disco La Saboteuse – O Sabotador, em francês. Natural do Bahrein, no Oriente Médio, mas radicada desde os nove anos de idade em Londres, a mana despachou o álbum em questão no mês passado pelo selo Naim Jazz. Prensado naquele enxuto modelo de 180g e disponível em apenas 500 cópias – todas esgotadas, por sinal – o álbum embala vossa segunda com música de primeira ao som das 13 faixas do repertório.

Retirado do forno seis anos depois do long play Finding My Way Home, o novo registro de Yazz foi dividido em quatro capítulos, onde cada um deles traz uma ilustração diferente da talentosa artista britânica Sophie Bass. “Ninguém nunca tinha criado arte a partir da minha música. Foi muito especial a colaboração dela”, disse Ahmed em entrevista no Reino Unido.

Se você também gostou da capa, pode botar uma fé na indicação do Mangroovee e apertar o play porque o instrumental mantém a mesma qualidade do desenho. É só aumentar o volume e embarcar numa longa viagem pautada pelo jazz experimental, mas que também apresenta bastante psicodélia e várias referências sonoras do mundo árabe. Encosta aí, vai…

Yazz Ahmed

Mangroovee no Ar #55: Luiz Melodia, Reflection Eternal, Pancho, Chosen Few e Coleti

Disparada pela antena da Rádio Educativa 106,7 no dia 5 de abril, a edição de número 55 da nossa saga radiofónica embalou o município de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, com música brasileira, reggae, rap, funk e muito mais. Prestamos uma homenagem ao mestre Luiz Melodia, que segue firme e forte na batalha contra o câncer, e também selecionamos Flora Matos, Reflection Eternal, Pancho, Coleti, Richard Ace, Chosen Few, Froid, Riddle, Mood, Pete Rock, Blu e Alton Ellis. A essa altura do campeonato, você já deve saber que embalamos a sessão com uma hora de muita música, sem intervalos comerciais. Então aperte o play e escute mais um capítulo do mangue pelas ondas das frequências moduladas. Não deixe de mostrar nosso trabalho para o(a)s amigx(a)s. Muito obrigado!

Trocando Ideia #17: Sono TWS e Laylah Arruda lançam o single Pequenos Templos

Dois grandes nomes da música independente tupiniquim que passam direto aqui no mangue e sempre atendem nossa equipe na maior camaradagem acabaram de soltar um excelente trampo na rede. Estamos falando do nosso amigo Sono TWS e da cantora Laylah Arruda, que trincaram a parceria e soltaram hoje pelo selo Tired Of People o single Pequenos Templos. Se você acompanha nossas atualizações, com certeza já escutou alguma das beat tapes do produtor oriundo de Jundiaí, no interior de São Paulo, e também conferiu o trabalho da paulistana no coletivo Feminine Hi-Fi ou ao lado da banda Santa Groovee. Trocamos uma ideia bem dahora com a dupla sobre a música em questão e vossa senhoria só precisa apertar o play abaixo enquanto confere a entrevista. Caso goste do resultado, acesse o link ao final do post e abençoe sua HD com a faixa.

1 – Você lançou muito mais beat tapes do que instrumentais em parceria com cantore(a)s. A faixa O Mundo é Música, que saiu no disco Jah Bless Ventura, do Jamés Ventura, foi uma exceção. Qual a diferença entre criar a batida para uma tape e fazer um trabalho com alguém cantando em cima da base?

Sono TWS: A diferença é que o processo criativo de uma beat tape é bem individual, diferente do trabalho feito em parceria com alguém. Tenho um arsenal de beats e procuro escolher as produções que tem a ver com cada pessoa. Quando rola a identificação, o trabalho flui. Ainda não tive oportunidade de criar um instrumental feito especialmente para determinado artista.

2 – Como aconteceu o encontro entre o trampo de vocês?

Sono TWS: Já éramos amigos e tínhamos conhecimento do trabalho de cada um. Até que certo dia conversamos sobre fazer algo em parceria e mostrei algumas batidas que tinha por aqui. Depois ela me mandou uma guia e começamos a desenrolar todo o processo. Gravamos as vozes no estúdio Dubatak Records, do Jeff Boto, e mixamos a música com o Tiago Frúgoli. Ficou tudo entre amigos e acredito que isso tenha colaborado bastante para o resultado final do som.

3 – Existe a possibilidade do trampo sair em compacto ou em algum outro formato?

Sono TWS: Vamos soltar esse som na rua e esperar a repercursão. Acreditamos que nesse momento não sairá em formato físico, mas no futuro quem sabe. Talvez cortar uns dubplates para experimentar nas festas. Temos interesse em manter essa parceria, acredito que quem ouvir a faixa vai perceber a sintonia do nosso trabalho. Mostrei vários beats para a Laylah, já separamos alguns e estamos deixando a natureza ditar o tempo, sem pressa.



4 – Depois do lançamento do single, quais são os próximos passos do selo Tired Of People?

Sono TWS: Entre julho e agosto vou lançar minha próxima beat tape, We Can Get Along, em cassete e pretendo soltar em vinil. Conversei com o pessoal de fora e estou pesquisando por aqui para ver se é viável ou não. O corre é independente, tudo tem um custo para sair do papel mas teremos novidades nos próximos meses.

5 – Já tínhamos escutado você cantando em várias vertentes ao lado da banda Santa Groove e em alguns riddims, mas nunca em um boom bap cheio de referências do jazz. Como foi soltar a voz no beat do Sono e, na sua opinião, quão importante é para o artista sair da zona de conforto e transitar por diferente vertentes musicais?

Laylah Arruda: A música jamaicana é o universo onde tenho mais experiência para plantar minhas composições. Já são 12 anos de atividade no cenário Sound System e isso cria uma familiaridade cada vez maior com o reggae e todas suas vertentes. O trabalho com meus irmãos do Santa Groove me ajuda muito a explorar outras vertentes que tanto gosto, mas ainda não tinha rolado a oportunidade de realizar oficialmente.

A cultura reggae de sistemas de som é uma grande escola porque apresenta um modus operandi em que o Toaster ou Singjay (meu caso, que é a emcee melódica) precisa se virar para encaixar a voz nos riddims que o seletor toca. Nada combinado, sempre no estilo livre. Além disso, quando falamos de dubplates (músicas exclusivas encomendadas por equipes ou seletores), a demanda é alta e fazemos vários temas em um único dia de estúdio. Isso exercita a capacidade de compor na hora e ser rápida no gatilho quando apertam o REC.

Acredito que essa bagagem me possibilite navegar por outros mares de um jeito mais massa. De fato, Pequenos Templos é uma saída da zona de conforto, mas eu encaro como um revival em certo aspecto. Meu primeiro mergulho real na música, como apreciadora e arriscando pequeníssimas gravações, foi fazendo Rap. Sinto esse trabalho como uma imensa realização de sonho. Algo que devaneava na adolescência e hoje posso concretizar exatamente com a sonoridade que sempre imaginei.

6 – A letra do som fala sobre relações afetivas, que é um tema bastante discutido nos dias atuais, onde tudo vira muito instantâneo e passageiro. Qual a mensagem que você tentou passar para quem escutar a faixa?

Laylah Arruda: Que não precisamos de muito para amar, mas devemos nos permitir. Em tempos de consumo, status e egos inflados, a gente parece mais correr atrás de legitimar o nosso avatar do que dedicar espaço e energia pra amar alguém. Então Pequenos Templos cria um universo do particular, de como cada pequena e delicada atitude cria castelos de emoção. E, pelo menos pra mim, isso é amar. Sem medos, sem rodeios, simples.

Laylah Arruda | SonoTWS | Tired Of People

Rolê Mixtape é a nova trilha assinada pelo DJ Formiga. Ouça e faça o download

Responsável por realizar uma excelente pesquisa em matéria de música brasileira e outros grooves mundiais, o paulistano DJ Formiga subiu recentemente no Mixcloud a mixtape Rolê, que surgiu a partir de uma sessão dele no projeto Jazz nos Fundos, de São Paulo. Integrante do coletivo Vinil é Arte, o deejay colocou no menu iguarias de chefes como Curtis Mayfield, Chali 2na, The Quantic Soul Orchestra e Xanadu, apertou o REC no estúdio Poeira & Pó e serviu o banquete sonoro no player abaixo. Aproveitamos o gancho da postagem e também colocamos aqui no mangue outra trilha assinada por ele, no caso, a Poeira Mixtape. Os dois registros são embalados somente com vinil e apresentam boas referências garimpadas pelo Formiga. Se tiver afim de começar a segunda com música de primeira, é só chegar no play. Download disponível ao final do post. Aproveita!


DJ Formiga | DL Rolê Mixtape | DL Poeira Mixtape

Mangroovee no Ar #54: Marvin Gaye, Marku Ribas, Digitaldubs, Marcelo Fragoso e Cornel Campbell

Ecoada pela antena da Rádio Educativa FM no dia 29 de março, a edição de número 54 do Mangroovee no Ar disparou para os quatro cantos de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, uma seleção pautada por soul, funk, samba rock, dub, reggae e rap. Caso você não conseguiu escutar o episódio pela transmissão da estação, pode ficar tranquilx aí desse lado porque nosso Mixcloud acabou de ser atualizado com a sessão em questão. Então garanta vosso café preto e aperte o play abaixo para embalar a quinta-feira com Gil Scott-Heron, Brian Jackson, Donny Hathaway, Marvin Gaye, Marku Ribas, Marcelo Fragoso, Paulinho Boca de Cantor, Augustus Pablo, Al Campbell, Cornell Campbell, Digitaldubs, Cedric “Congo” Myton, RZO, Rincon Sapiência e Froid. Compartilhe nossa saga radiofónica na sua área e ajude a firma a continuar propagando a boa música.

Ouça e faça o donwload da excelente mixtape Boom Bap Vol. 4, do DJ Dennon

Camarada de longa data do Mangroovee, o amigo DJ Dennon sempre comandou o som nos bailes realizados pela firma em nossa cidade natal, São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Representante de peso da cultura do turntablism, onde o deejay apresenta a verdadeira arte dos toca-discos, nosso parceiro pilota a nave com maestria e ainda é dono de um faro altamente apurado na pesquisa da boa música. Você pode confirmar que não estamos falando besteira chegando no play do quarto volume da série Boom Bap, liberada ontem por ele no canal do Mixcloud. Caso vossa senhoria ache a trilha dahora, sugerimos que faça o download – link ao final do post – e escute os outros três capítulos da saga, além de todos os players assinados pelo Dennon. O nível é alto em qualquer um dos trabalhos do DJ residente da cidade de Mirassol.

DJ Dennon | Download Boom Bap Vol. 4

Ouça a faixa Boca de Groselha, primeiro single do próximo disco do Curumin, Boca

Ao lado de nomes como Chico Science, Jorge Ben, A Tribe, Bob Marley e Contra Fluxo, o mestre Curumin está fácil entre as maiores referências aqui do Mangroovee. Acompanhamos o trabalho dele desde os tempos do MySpace e estamos ansiosos para conferir o próximo registro do músico, o álbum Boca, que vai sair em maio e traz as participações de Russo Passapusso e Rico Dalasam. Enquanto a produção ajusta os últimos detalhes do lançamento, o paulistano acabou de soltar a primeira pista do que vem por aí. Estamos falando sobre o single Boca de Groselha, que acabou de ser liberado pelo selo Natura Musical e está a um clique do alcance de vossos ouvidos. Link disponível logo depois do retrato. Aproveita!

Clique aqui para escutar o single Boca de Groselha

Curumin

Escute na íntegra o álbum Return To The 37th Chamber, novo disco do projeto El Michels Affair

Firma responsável por distribuir trabalhos da qualidade de Lee Fields & The Expression e Bacao Rythm & Steel Band, o selo Big Crown Records lançou recentemente, mais especificamente no dia 14 de abril, o disco Return To The 37th Chamber,do El Michels Affair. Como o próprio nome já da a letra, o álbum é a continuidade do registro Enter The 37th Chamber, de 2009, e marca a volta do multi-instrumentista Leon Michels à frente do projeto. Integrante do grupo Menahan Street Band e acostumado a colaborar com artistas do calibre de Sharon Jones e Aloe Blacc, o músico entrega novamente outro excelente registro pautado por versões inéditas para instrumentais do Wu-Tang Clan. 

Disponível em quatro opções diferentes de artes, o vinil traz participações de Lee Fields e Lady Wray , e ainda embala a viagem com metais, guitarras e, é claro, tradicionais instrumentos chineses, que é marca registrada na sonoridade do WU.  Entre as 13 canções do repertório, destacamos as novas interpretações para Snake, do Ol Dirty Bastard, e Verbal Intercourse, do Raekwon, Pork Chop Express e 4th Chambers, além do vídeo do single Iron Man – disponível no player abaixo.  Você pode – e deve –  conferir o trabalho na íntegra e assistir ao trailer da trilha. Se quiser ter o material na sua coleção, é só escolher vosso formato preferido e correr pro abraço.



El Michels Affair | Big Crow Records