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Mangroovee

Mangroovee no Ar #48: DowRaiz, Pedra Branca, Dona Onete, The Dynamics e Rael

Um pouco antes da última virada de ano, mais precisamento no dia 21 de dezembro, comandamos os controles da Rádio Educativa FM em nossa sessão de número 48 e selecionamos faixas de DowRaiz, Pedra Branca, Thievery Corporation, THE DYNAMICS, The Wailing Souls, Planet Hemp, Leões de Israel, Rael, Black Alien, Daniel Yorubá, Dona Onete, Gilberto Gil, Gerson King Combo e Neguedmundo. Fique atento porque logo mais vamos chegar até o episódio #50 e tem novidade a caminho. Mostre nosso trabalho para sua família e amigos aí na sua área. O mangue agradece!

Programa Mangroovee

Vídeos da semana: BaianaSystem, Siba, Rato & Ralph, Sono TWS e Chinese Man

Ontem foi uma data especial. Além de ser dia de Iemanjá, o saudoso mestre Chico Science completou 20 anos longe do plano terrestre e o BaianaSystem ainda deixou a quinta-feira bem melhor lançando o cabuloso vídeo do single Invisível. Aproveitamos a parada pelas férteis terras nordestinas e também selecionamos o trampo O Inimigo Dorme, do pernambucano Siba.

Embarcamos pelas estradas tupiniquins até o interior de São Paulo, na cidade de Taubaté, onde garimpamos o clipe RapFlowJazz, da dupla Rato & Ralph. Esticamos mais algumas horas de carro para estacionar em Jundiaí e sair de lá com o audiovisual do instrumental Látex, presente na beat tape Street Talk, do nosso camarada Sono TWS.

Depois de todo esse rolê, quando finalmente chegamos na firma, tinha um PAX despachado pelos franceses do projeto Chinese Man com o filme da produção Escape, que faz parte do repertório do novo release Shikantaza. É só chegar nos players e entrar no clima do final de semana.





BaianaSystem | Siba | Rato & Ralph | Sono TWS | Chinese Man

Trocando ideia #13: O MC Pok Sombra lançou o disco Cartão Postal

No finalzinho de 2016, mais precisamente no dia 24 de dezembro, o MC Pok Sombra e o produtor Dario somaram forças e retiraram do forno o disco Cartão Postal. Já acompanhamos o trabalho dos dois há algum tempo e deixamos uma entrevista engatilhada com o rapper da cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Porém, como o início de 2017 tem sido bastante corrido, só conseguimos atualizar o mangue agora. Então, sem mais delongas, aperte o play abaixo e deixe o álbum climatizar o ambiente enquanto vossa senhoria lê a primeira entrevista do ano no Mangroovee.

1 – A faixa 100 Rap, do Zero Grau Kingz, foi seu primeiro som com o Dario? Como surgiu a ideia de fazer o álbum inteiro com ele?

Pok Sombra: Esse foi o primeiro som lançado na rua, mas já tínhamos outras guias gravadas que ainda estavam na gaveta. Eu estava trabalhando em algumas faixas com ele lá em Curitiba na mesma época que rolou a sessão com o ZGK e o Shaw. Então acabou dando certo juntar todo mundo e gravar o som. A ideia de fazer o disco veio a partir de umas músicas que bolamos pensando inicialmente para um EP com o nome de Da Água ao Vinho. Mas aí a parada rolou de forma tão natural que ele falou sobre gravar o álbum.

2 – Você mora em Pelotas, no RS, e o Dario na capital paranense. As gravações foram feitas à distância ou você passou um tempo em CWB

Pok Sombra: Fiquei alguns dias em Curitiba. Foram três sessões em um total de nove horas, onde trabalhamos pesado e gravamos 14 faixas. Uma delas acabou sendo retirada por motivos pessoais, ideias que eu não concordava mais em passar adiante. A faixa Rua 11, gravada em Pelotas, entrou no lugar dela e ainda ajustamos alguns detalhes lá na sweet home, como as vozes da Juliana Costa e a introdução feita pelo Zudizilla. A distância entre as duas cidades – 992 km – foi um fator que dificultou um pouco, mas a internet também ajudou bastante o processo. Recebi cerca de 40 instrumentais assinados pelo Dario e tive total liberdade para desenvolver meu rap.

3 – Na faixa Rua 11 você fala sobre o inicio da sua caminhada e relata influências musicais que rolavam na sua casa. O que mais você escuta fora do universo do rap?

Pok Sombra: Eu retrato o rolê pelo meu bairro na época de guri. Falo sobre grupos e artistas como Senzala, Cor Brasil, Tim Maia, Gal Costa, Gilberto Gil e muito mais. Sou fissurado em Roy Ayers, Dexter Wanzel, FunkadelicMilton NascimentoArthur Verocai, Max de Castro, Kool and The Gang e José Mauro. Todo mundo deveria conhecer a obra da minha conterrânea Giamarê, uma das pessoas mais especiais que já conheci. Se eu ficar citando, vou falar mil coisas e a lista nunca vai ter fim. Mas esses são alguns  que não canso de ouvir.

4 – O disco tem uma estética bem anos 90, com o Dario assinando produções no original estilo boom bap. O que você acha da onda do trap no cenário do rap atualmente? E, na sua opinião, quais artistas fazem bonito na hora de deslizar a levada sobre as bases de trap?

Pok Sombra: O disco saiu com essa sonoridade de maneira natural porque acabei usando os beats que conversavam melhor com minhas ideias. Acho legal o trap, mas penso que a galera ainda tá descobrindo qual a melhor maneira de encaixar o flow, criar os instrumentais e tudo mais. Independente de qual seja o estilo, só espero maturidade da galera envolvida nas músicas. Gosto de MC´s como Makalister, Nome Santo, ambos de Santa Catarina, além do BK e meus manos do Outro Nível. O Rincón Sapiência chegou passando por cima de todo mundo no single Ponta de Lança e o Zudizilla faz trap de um jeito que ainda não vi ninguém fazer.

Na verdade não sou especialista sobre o tema. Eu era meio chato com o lance de fazer barulho demais e não falar porra nenhuma. Tem mano falando merda somente para se manter na cena. Isso é feio demais com quem se preocupa em ser honesto com o público e consigo mesmo. Tenho vergonha de muita coisa que fiz e aos 28 anos não posso mais errar. Agora é hora de aproveitar esse momento hype e disparar uma porrada de ideia certa na cabeça da gurizada.

5 – O que mais a gente pode esperar do Pok Sombra

Pok Sombra: Tem clipe finalizado e um EP quase pronto. Acabamos de encerrar o vídeo da música Reconstruir, feito pelo Julian Eduardo, meu amigão de Porto Alegre, guri sangue bom que trabalha com uma visão bem de rua. Sou skatista e fiquei felizão depois de ver o trabalho pronto. Espero que a rapaziada goste. Quero agradecer ao Mangroovee pelo espaço e pela paciência. Andei viajando e não tinha tempo de responder, mas agora deu certo. Abraços da galera da Sweet Home. Nos aguardem!

Pok Sombra | Dario

Escute e baixe Vignettes, a nova trilha do produtor Damu The Fudgemunk

Se ontem nós atualizamos a matriz do mangue com os elegantes beats do Sono TWS, hoje é hora de deixar vossa senhoria por dentro de outro registro cabuloso pautado por batidas, no caso, o novo release do mago Damu The Fudgemunk. A trilha Vignettes, disponível em forma de vinl, fita cassete e cd, apresenta o capitão da Redefinition Records ministrando mais uma verdadeira aula em matéria de instrumentais. Assim como na série sonora How It Should Sound, Damu tira a poeira da coleção de discos dele para picotar os samples e recortar vários diálogos sobre o arsenal de boom baps. Ao lado da lenda Pete Rock, mista The Fudgmunk é o nome que mais agrada nossos ouvidos quando o assunto é beatmaker. Se o trampo também fizer a cabeça de vossa senhoria, é só fazer o download dentro do próprio player e dar o share aí na sua área.

Damu The Fudgemunk

Viaje pelo jazz africano na nova mixtape do italiano Jazzcat

Um dos melhores canais ali pelos lados do Mixcloud, o Jazzcat, alcunha usada pelo italiano Massimiliano Conti, subiu há duas semanas a trilha Deep Jazz from Africa. Como o próprio nome já passa a visão, o seletor apresenta uma viagem pelo jazz oriundo das terras africanas com músicas assinadas por Dollar Brand, Malombo, Batsumi, Dadisi Komolafe, entre outros. A produção fez parte da programação da estação marroquina Ness Radio, que transmite toda quarta, sexta e domingo uma atração comandada pelo colecionador da cidade de Pescara, na Itália. Se quiser embarcar na viagem, é só encostar no player abaixo.

Jazzcat

Acompanhe Arthur Verocai “No Voo do Urubu”, novo disco do maestro brasileiro

Em um ano marcado por várias tragédias e polêmicas mudanças políticas nos quatro cantos do mundão, a música continua cumprindo o papel dela e vem sendo o melhor remédio para amenizar o atual cenário do globo. Além da estreia de Mano Brown com o álbum Boogie Naipe, 2016 também chegou com novas obras assinadas por totens como De La Soul, A Tribe Called Quest, Common e Sabotage. Arthur Verocai é outro nome que seguiu o fluxo e, aos quarenta e cinco do segundo tempo, tirou da manga o disco No Voo do Urubu, que saiu pelo Selo SESC.

Com shows de lançamento marcados para os próximos dias 16 e 17, no SESC Pompéia, em São Paulo, o trabalho homenageia a cidade do Rio de Janeiro e marca a volta do mestre oito anos depois de lançar Encore, último registro de inéditas. Verocai climatiza o voo do urubu com dez faixas onde você confere Seu Jorge, Danilo Caymmi, Lu Oliveira, Vinícius Cantuária, Mano Brown e Criolo colaborando na maior categoria sobre os inconfundíveis arranjos do maestro brasileiro.

Entre todos os sons do repertório, destacamos o groove do instrumental Na Malandragem, além de O Tempo e o Vento, Cigana, O Tambor, Oh! Juliana, e Minha Terra Tem Palmeiras. Se você também é fã das composições escritas por Verocai nas décadas passadas para nomes do peso de Célia, Elis, Jorge Ben e Marcos Valle, sugerimos que encoste no player abaixo e confira como ele continua em grande forma ao lado de nomes mais novos da música brasileira.

Arthur Verocai

Mangroovee no Ar 43: Sabotage, Sean Kuti, Earth Disciples, Gilberto Gil e Dubatak

Encostamos na nossa modesta matriz para deixar vossa senhoria por dentro do episódio de número 43 do Mangroovee no Ar, que foi transmitido pela Rádio Educativa FM no dia 26/10. Com três faixas retiradas do disco póstumo do Maestro do Canão, o primeiro bloco da sessão foi totalmente dedicado ao mestre Sabotage. Fora isso, você ainda confere faixas de IFÁ, Blitz the Ambassador, Sean Kuti, Azymuth, Jeff Boto, Derajah, Gilberto Gil, Nelson Cavaquinho, Chico Buarque, Mário Castro Neves, João Nogueira, Edson Frederico, Earth Disciples e Hopetown Crowford. Uma hora completa pautada pelo reggae, rap, afrobeat, brazuka e tudo aquilo que costuma trilhar o expediente do mangue. Pegue seu café, aperte o play e se gostar, compartilhe o trabalho na sua área. A firma agradece.

Loba Leoa, da Laylah, é o primeiro single do selo Feminine Hi-Fi. Ouça

Diminuímos o ritmo de postagens nas duas últimas semanas, mas já nos organizamos e vamos recuperar o tempo perdido a partir de agora. Dois nomes bem conhecidos da nossa matriz uniram forças e climatizam nosso ambiente nesta quarta-feira. A cantora Laylah, conhecida por aqui ao lado da banda Santa Groove, e o baile Feminini Hi Fi, que, agora, chega em formato de selo, desembarcam na maior categoria ao som do single Loba Leoa (Rugido Ecoa).

Assinada por Jeff Boto (Dubatak Records), a produção ainda traz Bruno Dupre na guitarra, Rica Caveman no baixo, Fabrício Elijah na percussão e Lucas Barreto no teclado. De acordo com o time envolvido no projeto, a faixa descreve o cenário de uma sessão sound system, mas também aborda a parte sensorial/sensitiva/sentimental que todo esse contexto traz para a alma e o coração das pessoas presentes em um desses eventos. Além de apresentar um olhar feminino sobre tudo isso e propagar a importância das mulheres envolvidas neste cenário, que muitas vezes são olhadas com desconfiança por questões de gênero. Vida longa ao trabalho. Chega no player porque a mensagem é importante.

Feminini Hi Fi | Laylah

O produtor Maga Bo apresenta a nova música brasileira na Kafundó Mixtape. Ouça e baixe

Selo baseado na cidade do Rio de Janeiro, o Kafundó Records é PhD quando o assunto em pauta é a mistura das raízes sonoras brasileiras com a música digital feita em terras tupiniquins. O catálogo do selo traz nomes mais conhecidos como Baiana System, Lurdez da Luz, Sombra e Tropkillaz, além de excelentes artistas que não figuram com tanta frequência no mainstream, casos de FurmigaDub, Combo X, Chico Correa, Neguedmundo, Omulu, Radiola Serra Alta e por aí vai.

Um dos criadores da gravadora, o produtor/DJ Maga Bo, que divide a sociedade da firma com o mano SoundGoods, juntou vários representantes do time do label e mixou todos eles no play Kafundó Mixtape. DigitalDubs, DJ Tahira, Afrocidade, Pindura, Mauro Telefunk Soul, Anita Garybaldi, ÀTTØØXXÁ, Felix Lobato e Silvério Pessoa são alguns dos presentes na produção. Se vossa senhoria tiver afim de conhecer uma parte muito boa da nova sonoridade canarinho, chega mais no player e faça o download.

Kafundó Records

Mangroovee no Ar #40: John Coltrane, EMEDZ6, Flying Lotus, Lay e Akrobatik

Ontem foi um dia muito especial na caminhada deste modesto endereço virtual. O Mixcloud passou a peneira em toda a rede e escolheu o Mangroovee no Ar como um dos melhores do mundo em matéria de boa música. Estamos ao lado de nomes como Le Mellotron, RBMA Radio Panamérika, Pitchfork, Bondi Beach Radio e outros que são referências no nosso expediente. Só podemos agradecer a todo mundo que acessa o site, cola nas promoções, sintoniza na rádio e dá suporte ao trabalho. Nunca fizemos o corre por grana e não tem nada que pague um reconhecimento dessa altura.

E assim como mista Silvio Santos, colamos em ritmo de festa e climatizamos a tarde de vossa senhoria com mais um capítulo inédito da nossa empreitada ao lado da estação rio-pretense. A sessão de número 40 do mangue na Rádio Educativa FM homenageia John Coltrane e ainda traz nomes como Lessa Gustavo, Nego Max, EMEDEZE6, Don L, LAY, Akrobatik, Soul Jazz Orchestra, Alice Coltrane, Flying Lotus e Zimun. Se quiser conferir a página da premiação do Mixcloud, o link está disponível ao final do post. Muito obrigado.

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