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*nenhuma*

Boogie Naipe é o primeiro disco solo do Mano Brown. Ouça

Se voltarmos no tempo, mais precisamente no ano de 1990, chegamos até a data de lançamento do trampo Holocausto Urbano, álbum de estreia dos Racionais MC‘s. Naquela época, a Zimbabwe Records foi a gravadora responsável por colocar o histórico long play nas ruas e dar o ponta pé inicial para transformar o grupo paulistano no maior nome da história do rap nacional. Porém, antes de trabalhar em formato de selo e distribuir a boa música , a Zimbabwe era, ao lado de nomes como Black Mad e Chic Show, uma das principais equipes de som da cidade de São Paulo.

Embalando milhares de pessoas nos salões, os bailes blacks promovidos por esses times marcaram época na babilônia com apresentações de artistas do calibre de James Brown, Jorge Ben e Gerson King Combo. Foi exatamente nessas celebrações que Pedro Paulo, o Mano Brown, cresceu e se familiarizou cada vez mais com o movimento negro. Daí em diante ele não parou de absorver a sonoridade de várias lendas mundiais da música negra e, a partir dessas raízes sonoras, criou sua própria forma de fazer arte.

Concebido na sexta-feira passada, dia 09/12, o disco Boogie Naipe, primeiro registro solo do Brown, é recheado com tudo aquilo que ecoava das potentes caixas dos bailes da capital paulista. Ele chega rimando na categoria de sempre e falando sobre amor em batidas altamente influenciadas pelo funk/boogie/soul de Isaac Heys, Tim Maia, The Meters, Earth, Wind & Fire, Sandra de Sá, Rick James e Parliament. Bem naquele naipe “Meu melhor Marvin Gaye sabadão na marginal”, tá ligado(a)?

As 22 faixas presentes no repertório ainda trazem as participações de Lino Krizz, William Magalhães (Banda Black Rio), Ellen Oléria, Simoninha, Don Pixote, Seu Jorge, Hyldon, Max de Castro, Nelson Conceição, Carlos Dafé, Mara Nascimento, Dado Tristão e Leon Ware, camarada de milianos do Quincy Jones. Depois de apertar o play na intro Sinta-se Bem Com a Boogie Naipe, produção que abre os caminhos do disco, você irá conferir com os próprios tímpanos a qualidade do verdadeiro baile negro comandado pelo Mano Brown. Então vamos deixar de enrolação para vossa senhoria dichavar a obra completa. Também aproveitamos a deixa e colocamos na postagem a entrevista concedida por ele para a Revista Trip. É só colar.

Mano Brown

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