Faça sua cabeça com os beats da excelente compilação Chillhop Essentials – Summer 2017

Estamos na correria braba aqui desse lado com os preparativos do próximo baile Chumbo Grosso, mas a gravadora holandesa Chillhop Music subiu na rede uma coletânea tão pesada que nos obrigou a parar por alguns minutos para abastecer o mangue com a trilha em questão. Como reza a cartilha do selo, eles antecipam o verão no velho continente com o lançamento de um compilado embalado por produções de diferentes produtores espalhados pelo globo. O novo capítulo da série Chillhop Essentials – Summer chega na maciota e deixa vosso café muito mais saboroso ao som de 22 faixas assinadas por nomes como Hazy Year, Vanilla, Poldore, Birocratic, Axian, Aso, Limes, The Cancel e grande elenco. Não vamos nos alongar muito mais porque a festa demanda bastante trampo, mas aconselhamos que você aperte o play abaixo para climatizar vossa segunda com música de primeira. Butter beats!

Chillhop Music

Ouça a fita de batidas Alecrim, do Projeto Sinestesia

Se você costuma entrar aqui no mangue para conferir nossas indicações musicais, provavelmente já percebeu que gostamos bastante de beat tapes. E hoje pela manhã, depois de passarmos o café preto ali na cozinha, viramos uma das esquinas da rede virtual e demos de cara com a fita de batidas Alecrim. Assinada pelos nossos amigos Haruan e Andino, que formam o Projeto Sinestesia, a trilha dos nossos conterrâneos vai deixar sua manhã muito mais agradável com uma combinação formada por instrumentais em baixos bpm’s e samples surrupiados em discos de jazz, funk, brazuca e soul. O ex-integrantes do coletivo Reticência, de São José do Rio Preto, colocaram todos esses ingredientes na receita e serviram a fita em oito porções que irão fazer a cabeça de vossa senhoria. Mídia independente apoiando música independente. Aperte o play!

Projeto Sinestesia

Programa Mangroovee #55: Luiz Melodia, Reflection Eternal, Pancho, Chosen Few e Coleti

Disparada pela antena da Rádio Educativa 106,7 no dia 5 de abril, a edição de número 55 da nossa saga radiofónica embalou o município de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, com música brasileira, reggae, rap, funk e muito mais. Prestamos uma homenagem ao mestre Luiz Melodia, que segue firme e forte na batalha contra o câncer, e também selecionamos Flora Matos, Reflection Eternal, Pancho, Coleti, Richard Ace, Chosen Few, Froid, Riddle, Mood, Pete Rock, Blu e Alton Ellis. A essa altura do campeonato, você já deve saber que embalamos a sessão com uma hora de muita música, sem intervalos comerciais. Então aperte o play e escute mais um capítulo do mangue pelas ondas das frequências moduladas. Não deixe de mostrar nosso trabalho para o(a)s amigx(a)s. Muito obrigado!

Rincon Sapiência mantém a elegância no primeiro álbum da carreira, Galanga Livre

A maioria do novo público do rap nacional ainda não tava por dentro do trabalho do Rincon Sapiência até o final do ano passado, quando ele lançou o vídeo de Ponta de Lança (Verso Livre). Mas é fato consumado que o Manicongo já servia música da melhor qualidade há bastante tempo. Basta vossa senhoria conferir como ele roubou a cena na faixa Porque Eu Rimo, presente no clássico disco Non Ducor Duco, lançado em 2008 pelo Kamau. Além do hit Elegância, de 2010, onde o emcee paulistano fez muito barulho na época com o clipe dirigido pela produtora Porqueeu Filmes.

De lá pra cá, Rincon ainda soltou excelentes faixas como Linhas de Soco e Andar Com Fé, participou da websérie Estamos Vivos, do KL Jay, e foi preparando o terreno para o álbum de estreia com singles do peso de A Coisa Tá Preta, Ostentação à Pobreza e Meu Bloco. Depois de ensaiar todas as jogadas e deixar o esquema tático redondo, chegou a hora do Sapiência, que jogou nas categorias de base da Portuguesa, entrar em campo na última quinta-feira com o primeiro disco da carreira, Galanga Livre.

Lançado pelo selo Boia Fria Produções, o álbum traz direção musical do mestre William Magalhães (Banda Black Rio) e apresenta o protagonista da história deixando a coisa cada vez mais preta em cada uma das 13 produções do repertório. O rapper oriundo da Cohab 1, bairro localizado na Zona Leste da capital paulista, chega ácido que nem brisa de hippie e desliza a levada sobre bases que trazem referências do blues, trap, afrobeat, afoxé, samba, entre outros. Como se isso não fosse o bastante, Sapiência também faz jus ao apelido canetando linhas relevantes que colocam o dedo em várias feridas do Brasil colônia.

Não sabemos aí desse lado, mas pelo menos aqui no nosso expediente as tracks Crime Bárbaro, Vida Longa, A Volta Pra Casa, Moça Namoradeira, Ponta de Lança e A Coisa Tá Preta são nossas preferidas. Musicalidade que vai muito além do universo do rap nacional. Você só precisa apertar o play abaixo para escutar o disco na íntegra e se gostar, faça o download ao final do post. Tá fácil demais. Aproveita…





Rincon Sapiência | Download Galanga Livre

Jumú

Trocando Ideia #17: Sono TWS e Laylah Arruda lançam o single Pequenos Templos

Dois grandes nomes da música independente tupiniquim que passam direto aqui no mangue e sempre atendem nossa equipe na maior camaradagem acabaram de soltar um excelente trampo na rede. Estamos falando do nosso amigo Sono TWS e da cantora Laylah Arruda, que trincaram a parceria e soltaram hoje pelo selo Tired Of People o single Pequenos Templos. Se você acompanha nossas atualizações, com certeza já escutou alguma das beat tapes do produtor oriundo de Jundiaí, no interior de São Paulo, e também conferiu o trabalho da paulistana no coletivo Feminine Hi-Fi ou ao lado da banda Santa Groovee. Trocamos uma ideia bem dahora com a dupla sobre a música em questão e vossa senhoria só precisa apertar o play abaixo enquanto confere a entrevista. Caso goste do resultado, acesse o link ao final do post e abençoe sua HD com a faixa.

1 – Você lançou muito mais beat tapes do que instrumentais em parceria com cantore(a)s. A faixa O Mundo é Música, que saiu no disco Jah Bless Ventura, do Jamés Ventura, foi uma exceção. Qual a diferença entre criar a batida para uma tape e fazer um trabalho com alguém cantando em cima da base?

Sono TWS: A diferença é que o processo criativo de uma beat tape é bem individual, diferente do trabalho feito em parceria com alguém. Tenho um arsenal de beats e procuro escolher as produções que tem a ver com cada pessoa. Quando rola a identificação, o trabalho flui. Ainda não tive oportunidade de criar um instrumental feito especialmente para determinado artista.

2 – Como aconteceu o encontro entre o trampo de vocês?

Sono TWS: Já éramos amigos e tínhamos conhecimento do trabalho de cada um. Até que certo dia conversamos sobre fazer algo em parceria e mostrei algumas batidas que tinha por aqui. Depois ela me mandou uma guia e começamos a desenrolar todo o processo. Gravamos as vozes no estúdio Dubatak Records, do Jeff Boto, e mixamos a música com o Tiago Frúgoli. Ficou tudo entre amigos e acredito que isso tenha colaborado bastante para o resultado final do som.

3 – Existe a possibilidade do trampo sair em compacto ou em algum outro formato?

Sono TWS: Vamos soltar esse som na rua e esperar a repercursão. Acreditamos que nesse momento não sairá em formato físico, mas no futuro quem sabe. Talvez cortar uns dubplates para experimentar nas festas. Temos interesse em manter essa parceria, acredito que quem ouvir a faixa vai perceber a sintonia do nosso trabalho. Mostrei vários beats para a Laylah, já separamos alguns e estamos deixando a natureza ditar o tempo, sem pressa.



4 – Depois do lançamento do single, quais são os próximos passos do selo Tired Of People?

Sono TWS: Entre julho e agosto vou lançar minha próxima beat tape, We Can Get Along, em cassete e pretendo soltar em vinil. Conversei com o pessoal de fora e estou pesquisando por aqui para ver se é viável ou não. O corre é independente, tudo tem um custo para sair do papel mas teremos novidades nos próximos meses.

5 – Já tínhamos escutado você cantando em várias vertentes ao lado da banda Santa Groove e em alguns riddims, mas nunca em um boom bap cheio de referências do jazz. Como foi soltar a voz no beat do Sono e, na sua opinião, quão importante é para o artista sair da zona de conforto e transitar por diferente vertentes musicais?

Laylah Arruda: A música jamaicana é o universo onde tenho mais experiência para plantar minhas composições. Já são 12 anos de atividade no cenário Sound System e isso cria uma familiaridade cada vez maior com o reggae e todas suas vertentes. O trabalho com meus irmãos do Santa Groove me ajuda muito a explorar outras vertentes que tanto gosto, mas ainda não tinha rolado a oportunidade de realizar oficialmente.

A cultura reggae de sistemas de som é uma grande escola porque apresenta um modus operandi em que o Toaster ou Singjay (meu caso, que é a emcee melódica) precisa se virar para encaixar a voz nos riddims que o seletor toca. Nada combinado, sempre no estilo livre. Além disso, quando falamos de dubplates (músicas exclusivas encomendadas por equipes ou seletores), a demanda é alta e fazemos vários temas em um único dia de estúdio. Isso exercita a capacidade de compor na hora e ser rápida no gatilho quando apertam o REC.

Acredito que essa bagagem me possibilite navegar por outros mares de um jeito mais massa. De fato, Pequenos Templos é uma saída da zona de conforto, mas eu encaro como um revival em certo aspecto. Meu primeiro mergulho real na música, como apreciadora e arriscando pequeníssimas gravações, foi fazendo Rap. Sinto esse trabalho como uma imensa realização de sonho. Algo que devaneava na adolescência e hoje posso concretizar exatamente com a sonoridade que sempre imaginei.

6 – A letra do som fala sobre relações afetivas, que é um tema bastante discutido nos dias atuais, onde tudo vira muito instantâneo e passageiro. Qual a mensagem que você tentou passar para quem escutar a faixa?

Laylah Arruda: Que não precisamos de muito para amar, mas devemos nos permitir. Em tempos de consumo, status e egos inflados, a gente parece mais correr atrás de legitimar o nosso avatar do que dedicar espaço e energia pra amar alguém. Então Pequenos Templos cria um universo do particular, de como cada pequena e delicada atitude cria castelos de emoção. E, pelo menos pra mim, isso é amar. Sem medos, sem rodeios, simples.

Laylah Arruda | SonoTWS | Tired Of People

Escute e baixe o novo disco do Curumin, Boca

Vem sendo embaçado atualizar o site com a frequência de sempre durante o mês de maio, mas nosso radar continua ligado para não deixar passar alguns lançamentos que são aguardados aqui no expediente do mangue. Os registros Boca, do mestre Curumin, e Galanga Livre, do ponta de lança Rincon Sapiência, saíram na semana passada e estavam na nossa lista há bastante tempo. O primeiro deles embala vossa tarde de segunda-feira ao som de 13 músicas assinadas por Luciano Nakata Albuquerque, que não chegava com faixas inéditas desde o disco Arrocha, de 2012.

Ao lado dos camaradas de longa data Lucas Martins e Zé Nigro, Curumin cuidou de toda a produção musical da trilha, que também traz as colaborações de Russo Passapusso, Indee Stylah, Rico Dalassam, Anelis Assumpção, Andrea Dias, Max B.O. e Iara Reno. Assim como em toda a obra do paulistano, Boca é mais uma prova de que o cantor/multi-instrumentista não fica na zona de conforto e consegue sair dela com muita naturalidade em busca de novas sonoridades. Ele se reinventa outra vez com uma receita balanceada por instrumentos orgânicos e produções digitais, diversas experimentações de estúdio, vários elementos das raízes sonoras tupiniquins e letras que refletem bastante sobre o nebuloso momento do país.

Entre todos os sons presentes na pepita, destacamos Bora Passear, Paçoca, Terrível, Tramela, Boca Cheia e Prata, ferro, prata. Encoste no player abaixo para conferir outra iguaria preparada com selecionados ingredientes pelo chefe  nipo-brasileiro. Caso você ache louco, acesse o site da Natura Musical – link ao final do post – e faça o download da sua cópia virtual. Vida longa, Curuma.

CuruminNatura Musical

Programa Mangroovee #54: Marvin Gaye, Marku Ribas, Digitaldubs, Marcelo Fragoso e Cornel Campbell

Ecoada pela antena da Rádio Educativa FM no dia 29 de março, a edição de número 54 do Programa Mangroovee disparou para os quatro cantos de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, uma seleção pautada por soul, funk, samba rock, dub, reggae e rap. Caso você não conseguiu escutar o episódio pela transmissão da estação, pode ficar tranquilx aí desse lado porque nosso Mixcloud acabou de ser atualizado com a sessão em questão. Então garanta vosso café preto e aperte o play abaixo para embalar a quinta-feira com Gil Scott-Heron, Brian Jackson, Donny Hathaway, Marvin Gaye, Marku Ribas, Marcelo Fragoso, Paulinho Boca de Cantor, Augustus Pablo, Al Campbell, Cornell Campbell, Digitaldubs, Cedric “Congo” Myton, RZO, Rincon Sapiência e Froid. Compartilhe nossa saga radiofónica na sua área e ajude a firma a continuar propagando a boa música.

Ouça e faça o donwload da excelente mixtape Boom Bap Vol. 4, do DJ Dennon

Camarada de longa data do Mangroovee, o amigo DJ Dennon sempre comandou o som nos bailes realizados pela firma em nossa cidade natal, São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Representante de peso da cultura do turntablism, onde o deejay apresenta a verdadeira arte dos toca-discos, nosso parceiro pilota a nave com maestria e ainda é dono de um faro altamente apurado na pesquisa da boa música. Você pode confirmar que não estamos falando besteira chegando no play do quarto volume da série Boom Bap, liberada ontem por ele no canal do Mixcloud. Caso vossa senhoria ache a trilha dahora, sugerimos que faça o download – link ao final do post – e escute os outros três capítulos da saga, além de todos os players assinados pelo Dennon. O nível é alto em qualquer um dos trabalhos do DJ residente da cidade de Mirassol.

DJ Dennon | Download Boom Bap Vol. 4

DJ Spinna ministra uma aula de boom bap na trilha 1996 Beat Tape Vol. 1. Ouça

Embalada somente por instrumentais produzidos pelo DJ Spinna em meados de noventa e seis, a trilha 1996 Beat Tape Vol. 1 é o mais novo lançamento do selo Redefinition Records, ou apenas Redef. Disponível em acetato e também no formato cassete, o registro traz o deejay/produtor oriundo do bairro do Brooklyn, nos EUA, ministrando uma verdadeira aula de como tirar um som com as máquinas EmuSP-1200 e Akai S950. Com caixa e bumbo batendo em perfeita sintonia nas 18 faixas, o repertório da fita de batidas não para de tocar no expediente do mangue e acreditamos que também vai ser uma boa para climatizar a terça-feira nublada de vossa senhoria. Até o momento, a gravadora do mestre Damu The Fudgemunk liberou o lado A da tape para streamming no SoundClound. Você pode escutar exatos 18 minutos e 22 segundos de DJ Spinna on the beat no player abaixo para entender por que ele é requisitado em trabalhos assinados por Spike Lee, Stevie Wonder e Mos Def.

DJ Spinna | Redef Records

Programa Mangroovee #53: Especial Dia das Mulheres

Transmitido pela Rádio Educativa FM 106,7 em 8 de março, no dia das mulheres, a edição especial do Programa Mangroovee embalou uma hora de sessão na estação rio-pretense somente com artistas brasileiras. Passamos a bola para Gal Costa, Joyce, Rosinha de Valença, Thalma de Freitas, Céu, Lurdez da Luz, Marietta Massarock, Luana Karoo, Yzalú, Tássia Reis, Laylah Arruda, Maria Elvira, Flora Matos, Karol Conka e Soraia Drummond. Você só precisa apertar o play abaixo para conferir como foi o episódio em questão. Se gostar, compartilhe nosso trabalho aí na sua área. O mangue agradece!