Vídeos da semana: FloFilz, Síntese, MF Doom, Mano Brown, Karol Conka e Kool Keith

Após algum tempo sem atualizarmos o site com os melhores vídeos da semana, encontramos uma brecha nesta sexta-feira e passamos a peneira nos mais recentes uploads do Youtube. Iniciamos a viagem com Síntese e o single Deconstrução, que traz Rafael Kent assinando a direção do trabalho. Depois você confere o produtor alemão FloFilz ao lado da cantor Olivia Wendlandt of Relaén no registro da track Nuvem, além do vilão MF Doom e Kool Keith com o clipe de Super Hero.

Ainda selecionais o audiovisual de Karol Conká na produção Maracutaia e finalizamos o post na companhia de Mano Brown e Lino Krizz com o trampo do som Amor Distante. É só encostar nos players abaixo e entrar no clima do final de semana, gente boa. Valeu!





Síntese | FloFilz | MF Doom | Kool Keith | Karol Conká | Mano Brown | Lino Krizz

IFÁ e Blitz The Ambassador juntos no single Choptime No Friend. Escute aqui

Banda brasileira que mergulha de cabeça nas águas africanas desbravadas pelos capitães Fela Kuti e Tony Allen, a IFÁ colou recentemente aqui no mangue e deu a letra sobre o lançamento do primeiro disco do combo. Faltando menos de um mês para tirar o novo trabalho do forno, o grupo baiano continua trabalhando em ritmo acelerado pelas bandas de Salvador e surpreendeu todo mundo nesta quinta-feira tirando da manga o single Choptime No Friend.

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Se ano passado eles chegaram com muita elegância no EP feito ao lado da cantora nigeriana Okwei Odili, agora eles repetiram a ponte-aérea América do Sul – África e desembarcaram na companhia do rapper ganês Blitz The Ambassador. O som traz o contagiante groove da IFÁ fazendo a cama perfeita para o MC deitar e rolar com a levada e soltar a voz no refrão. Assinado pela artista Natália Arjones, o desenho embala o trampo na maior categoria. Encoste no play e fica ligado(a) porque novembro tá quase aí e o álbum chega. Fé no groove!

Blitz the Ambassador | IFÁ

Mano Brown chegou com o clipe do single Amor Distante. Já assistiu?

Semana tem sido muito bem movimenta para o rap nacional. Depois de longos 15 anos de espera, saiu do forno o aguardado disco póstumo do mestre Sabotage. O Síntese colocou no ar o vídeo da faixa Deconstrução. E alguns dias antes, o Mano Brown disponibilizou na rede o clipe do single Amor Distante, que integrará o repertório do disco solo dele, Boogie Naipe.

Ao longo das próximas horas vamos deixar o mangue devidamente atualizado com todas essas informações. Mas, agora, deixamos você na companhia audiovisual do trabalho lançado pelo cérebro do maior grupo da história do rap brasileiro. Assim como a maioria dos samples recortados por Mano Brown para os clássicos do Racionais MC´s, a música em questão chega bem no estilo funk, disco e soul music dos anos 80 e traz participação de Lino Krizz. É só chegar, gente boa!

Mano Brown

MC Carol e Karol Conka batem de frente com o machismo no single 100% Feminista

Por ANNA M.O

MC Carol e Karol Conka chegam com os pés na porta e combatem várias ideias tortas no dueto musical lançado por elas. A faixa 100℅ Feminista, que traz produção assinada pelo produtor Léo Justi e o projeto Tropkillaz, registra um recado certeiro, realista e necessário disparado pelas maiores representantes femininas do funk e do rap nacional na atualidade.

A partir de suas próprias experiências, a dupla narra na música toda a trajetória delas até o feminismo. As duas cantoras vêm ao longo de suas carreiras, por meio de atitudes e letras, representando o empoderamento feminino dentro de seus meios de atuação e da sociedade como em geral.

O funk e, principalmente, o rap são manifestações essencialmente masculinas onde, em sua maioria, a imagem da mulher é sexualizada ou demonizada. As MC’s resistem há longos anos no cenário brasileiro e sempre buscaram transformar essa imagem, legitimando cada vez mais o espaço delas e fazendo com que suas vozes sejam ouvidas.

Conhecida por suas letras combativas e de enfrentamento, Karol Conka tomba mais uma vez em na nova faixa quando nega o silenciamento, exige respeito e questiona as leis atuais que ainda limitam os direitos das mulheres. Já MC Carol, grande representante da libertação feminina de diversas maneiras, canta sobre sua volta por cima. Ela narra durante a música as experiências de violência doméstica que foram vivenciadas e como essas situações influenciaram ela no processo de empoderamento e resistência.

100-feministas

Podemos dizer sim que o som 100℅ Feminista é revolucionário. Uma canção feita por mulheres negras e de origem periférica. Duas representantes do hip hop e do funk contestando suas próprias realidades e encorajando todas as mulheres para que tomem o poder sobre si mesmas é algo que subverte a ordem estrutural da sociedade em que vivemos. É a voz da classe mais oprimida ecoando não só na periferia, como em todo Brasil, falando sobre história, referências e política.

Feminismo também é política. Essa palavra vêm sendo tão temida e seu conceito  distorcido, pois existe um receio de que a ideia de igualdade de gêneros se expanda, ganhe força e transforme a sociedade. Porém, o feminismo saiu do campo acadêmico, e está onde na verdade sempre esteve, no gueto, na força das mulheres guerreiras, negras, gordas e periféricas. As mulheres cada vez mais tomam ruas,  rádios e mentes, porque cresceram e se tornaram livres, poderosas e 100℅ feministas.

ANNA M.O | Karol Conka | MC Carol

Trocando ideia #11: Rodrigo Brandão e o primeiro disco do BROOKZILL!

Desde quando ficamos sabendo sobre o projeto BROOKZILL!, formado pelo R. Brandão (Mamelo S.S.), Ladybug Mecca (Digable Planets), Prince Paul (De La Soul/Gravediggaz) e Don Newkirk (Funk City), propagamos a mensagem emitida por eles. Escrevemos uma prévia sobre o trabalho aqui no site, colocamos os singles na programação da Rádio Educativa e também falamos várias vezes sobre o trabalho na página do Facebook.

Conforme foi chegando a hora do lançamento, acionamos o sangue bom do Rodrigo Brandão e conversamos com ele a respeito da primeira obra do combo. Gente fina até umas hora, o paulistano atendeu o mangue e falou sobre a pepita, a relação com os Orixás, o processo criativo, além da banca pesada presente nas participações especiais. Não vamos alongar demais porque a entrevista rendeu bastante. Enquanto você escuta o registro Throwback to the Future , leia a ideia e entenda melhor sobre o trampo em questão. AXÉ!

1 – Ano passado você apareceu com o 3rd World Vision, que trouxe vários nomes pesados da música nacional ao lado do Del The Funk Homosapien. A Ladybug Mecca também fez parte desse trabalho. É correto falar que o 3rd World foi o embrião do Brookzill?

Rodrigo Brandão: Na verdade, é o contrário: o 3rd World Vision surgiu quando o disco do BROOKZILL! estava 93% pronto, inclusive a faixa com o Del. Foi a parceria da gente que gerou o contato para ele vir até o Brasil pela primeira vez, em 2012, com o Deltron 3030. E aí, nessa ocasião o DJ PG jogou um vinil nacional na mão do Funky Homosapien e acendeu a fagulha que gerou o 3WV.

2 – Em relação ao processo criativo, você passou um tempo na gringa com os caras, eles vieram para o Brasil ou o trampo foi feito na base da distância? Explica aí como foi isso.

Rodrigo Brandão: Tanto eu fui quanto eles vieram. A gente fez questão de estar na mesma sala durante o processo todo. Nos inspiramos na magia inerente à música feita antes do advento da internet. Sabemos que a energia gerada pela presença de todos na sala é maior que nossos poderes individuais. Até por isso demorou para ficar pronto.

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3 – O disco traz várias participações especiais. Fafá de Belem, Kiko Dinucci, Espião, Ogi, Del, Count Bass D, Juçara Marçal, Elo, Brian Jackson, entre outros. Como foi reunir toda essa banca?

Rodrigo Brandão: Foi natural, porque o santo bateu em todos esses casos, na maioria deles é amizade de longa data. Considero uma benção gigante! Foi um prazer, viver música com quem me inspira é das maiores alegrias do Ayê! Mas também foi necessário: a gente sempre atendeu aos pedidos da canção e boa. Se a faixa tem cantora convidada, outros MCs, três percussionistas, é porque a gente ouviu isso no som. Jamais fizemos escolhas deliberadas ou pautadas pelo potencial comercial. A música é quem manda!

4 – A trilha traz várias referências aos Orixás e alcança o ponto alto nesse sentido na excelente faixa Terreiros, que fala sobre os três tambores da Curimba e vários nomes de entidades. Até que ponto a vivência no candomblé influência você na hora de escrever?

Rodrigo Brandão: Influencia 100%! São os Orixás que trazem a inspiração, dão o AXÉ, abrem os caminhos e tornam tudo Odara! Sem Eles, nem teria o som.

5 – Saindo um pouco do tema central e continuando no lado espiritual, gostaríamos de saber quais discos nacionais você indicaria para quem tiver afim de entender melhor a relação entre música brasileira e Orixás.

Rodrigo Brandão: É uma gama muito vasta de música maravilhosa feita no Brasil em louvor aos Orixás, mas lá vai uma trinca básica:
Os Afro-Sambas de Baden Powell & Vinícius De Moraes (1965, Forma).
– Orquestra Afro-Brasileira (1968, CBS).
Os Orixás (19xx, Som Livre).

6 – A gente se ligou que o álbum vai sair em vinil. Tem alguma previsão de lançamento para o disco físico? E Assim como rolou com o 3rd World, podemos esperar algumas datas com todo o time reunido em solo brasileiro?

Rodrigo Brandão: Já existe uma conversa entre a Tonmy Boy(gravadora responsável pelo trabalho) e um distribuidor brasileiro especializado em vinil, há de acontecer. Quanto aos shows, é um sonho que vai virar verdade na hora certa.

BROOKZILL!

Ouça e baixe a mixtape Boom Bap Vol. 3, do DJ Dennon

Entre os anos de 2011 e 2013, organizamos a festa Chumbo Grosso e o Baile do Colibri na nossa cidade, São José do Rio Preto. Apresentamos nomes como DJ DanDan, Neguedmundo, Beatwise Recordings, Ramiro Mart, Espião, DJ Magreen e muito mais. Independentemente da atração que colava de fora da área, o residente e responsável por comandar os toca-discos das festas sempre foi o deejay Dennon.

Grande mestre da arte dos turntabilism no interior paulista, nosso irmão Denis já apareceu aqui no mangue com a série Contraestagnação e chegou a hora dele dar as caras novamente no site com o terceiro capítulo da mixtape Boom Bap. Se quiser ter uma pequena amostra do que rolava nos eventos realizados pelo mangue, chega mais no player abaixo e prestigie o trabalho do amigo. Se gostar, faça o download ao final do post.

DJ Dennon – Download Mixtape Boom Bap Vol. 3

Trocando ideia #10: O coletivo Clínica Geral estreia no single Mágica

Semana passada foi marcada pelo primeiro lançamento assinado pelos manos da Clínica Geral, projeto que traz Rodrigo Ogi, Pizzol, Leco, Henrick Fuentes, RedNiggaz, Don Cesão e Jamés Ventura nas rimas. Riscos e batidas assinados por LX, Nato PK e Leo Grijó. Além dos traços de Flip e Bugalu, a Clínica também traz Felipe Borba no comando dos vídeos e Danilo Padilha na produção executiva.

Gostamos bastante do resultado do som de estreia e trocamos uma ideia com Padilha, Pizzol e Leco sobre a correria deles. “A gente não é uma produtora, um clã ou algo do tipo. Somos todos amigos e temos em comum o fato de trabalhar com música. Então nada mais natural que registras essa reunião. A clínica acaba sendo nossa terapia para encarar o cotidiano louco de São Paulo”, diz Danilo. Depois de assistir ao vídeo, você pode conferir a conversa com os dois MC`s e ficar por dentro dos próximos planos.

1 – Pelo o que a gente pode ver nas redes sociais, todos você são amigos de longa data e sempre lançam trabalhos em parceria nos discos de cada um dos integrantes. Mas como aconteceu a ideia de colocar na rua um trampo com todos?

Leco: Tudo começou quando o Ogi montou um grupo no WhatsApp onde passávamos a maior parte do tempo inventando apelidos. Até que mais tarde começamos a compartilhar informações musicais e os beatmakers do grupo apresentaram alguns instrumentais próprios. Gravamos sem pretensão e gostamos do resultado. O que era pra ser um rap por mês acabou virando um por semana.

2 – A ideia da faixa mostra a mágica que cada um faz para continuar vivendo e rimando. Como vocês chegaram nesse tema na hora de escrever as linhas?

Pizzol: Quem teve a ideia de falar sobre isso foi o Leco. É importante falar sobre o corre de cada um e mostrar como eles acabam sendo nossa própria mágica no dia a dia.

3 – O corre de vocês envolve beatmakers, MC`s, produtores, artistas e videomakers. Se tiver como definir a Clínica Geral, qual seria a melhor definição sobre o trabalho?

Pizzol: É o amor pelo rap, pela música em comum entre nós. A Clínica é um modo de criarmos despreocupados. Sem aquele peso que às vezes encontramos quando preparamos um trabalho solo.

Leco: Um especialista em cada setor da cultura Hip Hop.

4 – Quais são os próximos passos? Quem gostou do primeiro single pode esperar outros sons ou até um registro completo da Clínica?

Leco: Agora é colocar na rua o que já fizemos: cinco músicas e dois vídeos. Vamos nos concentrar nisso, até porque o ano está acabando e todo mundo está correndo com outros afazeres. Tudo vai depender da resposta das ruas e de até quando vai a paciência de um com o outro .

Clínica Geral

Vídeos da semana: Stevie Wonder, Common, Kaytranada, Inglês, BK e Clínica Geral

Não conseguimos atualizar o site nas semana passada com nossos lançamentos preferidos em matéria de vídeo, mas encontramos uma brecha no meio do trabalho e passamos aqui para deixar vossa senhoria por dentro de alguns registros novos do Youtube.

O som Black America Again chega com caráter de urgência e registra a parceria dos mestres Common e Stevie Wonder alertando sobre o genocídio da juventude negra que vem sendo executado pela polícia da terra do Tio Sam. O outro trampo gringo selecionado pelo mangue tá na conta do produtor Kaytranada e da cantora Syd, do The Internet, na faixa You are The One.

Já os sons nacionais são representados pelo Inglês com o registro do single Farol, enquanto o BK cola novamente na matriz e agora traz na bagagem o audiovisual de C&R Interlúdio I & II. Quem fecha a conta de hoje é o projeto Clínica Geral, formado por nomes como Ogi, Leco, Pizzol e Flip, com o clipe da música Mágica. Se tiver alguma sugestão, é só deixar nos comentários abaixo. Bom final de semana aí desse lado.





Kaytranada | Stevie Wonder | Common | Inglês | Clínica Geral | BK

O novo som do Don L traz ele ao lado da cantora Lay. Escute Chapei

Enquanto muita gente perde tempo com diss que me diss e propaga uma tonelada de lançamentos ruins do rap nacional, o Don L continua trabalhando com bastante originalidade e eleva a qualidade sempre que coloca som novo na rua. Isso acabou de acontecer na recém-lançada Chapei, onde o rapper da cidade de Fortaleza, no Ceará, divide as linhas com a cantora Lay. A dupla chega cheia de swing e desliza o flow na maciota sobre a envolvente batida assinada pelo produtor Léo Grijó. A gente chapou de acordo na trilha e vossa senhoria só precisa chegar no play abaixo para ver se também chapa.

Don L | Lay

Mangroovee no Ar 37: Leroy Smart, Mestre Xim, NxWorries, Hollie Cook e Sono TWS

Seguimos firme e forte na meta por aqui e já é hora de colocar na internet nossa sessão de número 37 na Rádio Educativa FM 106,7. Utilizamos o sinal da estação rio-pretense para propagar a mensagem sonora de nomes como Mestre Xim, NxWorries, Sono TWS, Ordem Natural, CeeLo Green, PrimeiraMente, Mac Miller, Cornell Campbell, Monkey Jhayam, The Black Seeds, Hollie Cook, Ki-many Marley, Leroy Smart, Sylford Walker e por aí vai. Se vossa senhoria já é de casa, sabe como funciona o esquema aqui no mangue. Caso esteja conhecendo agora, sinta-se à vontade e aperte o play abaixo para receber nossas boas vindas.