Ouça a mixtape em homenagem aos 25 anos do disco Mecca & The Soul Brother, do Pete Rock & CL Smoth

Sempre escalado pela revista Wax Poetics para criar mixtapes comemorativas quando alguns clássicos do rap completam datas simbólicas, o DJ Chris Read ligou os toca-discos novamente e atendeu mais um chamado da publicação estadunidense. Depois de prestar homenagens para obras assinadas por totens da história de De La Soul, Notorius BIG, A Tribe Called Quest e Pharcyde, agora, o deejay presta tributo ao cabuloso disco Mecca & The Soul Brother, da dupla Pete Rock & CL Smoth. Versões alternativas, sampleadas, edits e clássicos são alguns plays mixados com maestria pelo londrino em exatos 57 minutos e 7 segundos de sessão. O mano também liberou a tracklist completa, que ainda detalha o nome do sample original e em qual faixa Pedro Pedra e Mista Suave utilizaram o recorte. Chega mais, gente boa!

Wax Poetics | DJ Chris Read

Escute a mixtape do Digital Dubs em homenagem aos 40 anos do selo Greensleeves Records

Não é novidade pra ninguém que o Digital Dubs é um dos nossos sistemas de som preferidos. Já colamos algumas vezes no baile dos cariocas, éramos frequentadores de carteirinha do Muzamba.com e sempre ficamos de olho nos lançamentos prensados pelos manos. O último release disparado pelo sound system pioneiro na cidade do Rio de Janeiro foi uma mixtape em tributo aos 40 anos da lendária gravadora inglesa Greensleeves Records. O seletor/produtor Marcus Menezes, o MPC, tirou os discos do case e girou várias faixas produzidas pelo selo da terra da rainha. Nomes como Barrington Levy, Augustos Pablo, Dr. Alimantado, Alborosie, Yellowman, John Holt e Eek A Mouse comprovam que o label vai muito bem do roots ao rub a dub, passando pelo dancehall e fechando a conta no new roots. Se vossa senhoria também gosta da música jamaicana e suas vertentes, não deixe de apertar o play. O mangue recomenda!

Digital Dubs | Greensleeves Records

Escute a nova mixtape de reggae assinada pela equipe de som Paz & Dub Seletores

Selecionada e mixada pelo nosso amigo Don Polo, que faz um corre de responsa ao lado de Cauê Irie e Júlio Randi à frente do Paz & Dub Seletores, a mixtape de número #4 da equipe de som apresenta vários nomes da nova escola do reggae mundial. Caso você queira conferir um pouco do que costuma girar nos bailes comandados pelos manos na cidade de Franca, aperte o play abaixo e embale vossa quinta-feira com 45 minutos de puro fogo. A arte da capa fica na conta das ilustrações de King Zulu Arts. Muito respeito ao corre dos amigos que também fazem acontecer no interior de São Paulo.

Paz & Dub Seletores

Rolê Mixtape é a nova trilha assinada pelo DJ Formiga. Ouça e faça o download

Responsável por realizar uma excelente pesquisa em matéria de música brasileira e outros grooves mundiais, o paulistano DJ Formiga subiu recentemente no Mixcloud a mixtape Rolê, que surgiu a partir de uma sessão dele no projeto Jazz nos Fundos, de São Paulo. Integrante do coletivo Vinil é Arte, o deejay colocou no menu iguarias de chefes como Curtis Mayfield, Chali 2na, The Quantic Soul Orchestra e Xanadu, apertou o REC no estúdio Poeira & Pó e serviu o banquete sonoro no player abaixo. Aproveitamos o gancho da postagem e também colocamos aqui no mangue outra trilha assinada por ele, no caso, a Poeira Mixtape. Os dois registros são embalados somente com vinil e apresentam boas referências garimpadas pelo Formiga. Se tiver afim de começar a segunda com música de primeira, é só chegar no play. Download disponível ao final do post. Aproveita!


DJ Formiga | DL Rolê Mixtape | DL Poeira Mixtape

Ouça e faça o donwload da excelente mixtape Boom Bap Vol. 4, do DJ Dennon

Camarada de longa data do Mangroovee, o amigo DJ Dennon sempre comandou o som nos bailes realizados pela firma em nossa cidade natal, São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Representante de peso da cultura do turntablism, onde o deejay apresenta a verdadeira arte dos toca-discos, nosso parceiro pilota a nave com maestria e ainda é dono de um faro altamente apurado na pesquisa da boa música. Você pode confirmar que não estamos falando besteira chegando no play do quarto volume da série Boom Bap, liberada ontem por ele no canal do Mixcloud. Caso vossa senhoria ache a trilha dahora, sugerimos que faça o download – link ao final do post – e escute os outros três capítulos da saga, além de todos os players assinados pelo Dennon. O nível é alto em qualquer um dos trabalhos do DJ residente da cidade de Mirassol.

DJ Dennon | Download Boom Bap Vol. 4

Trocando ideia #16: O singjay Likkle Jota e a cultura Sound System

Oriundo da cidade de Coroados, no interior do Estado de São Paulo, Likkle Jota é um dos singjays – combinação de cantor e deejay – que vem ganhando cada vez mais espaço nos bailes promovidos por diferentes equipes de todo o país. Depois de passar alguns anos residindo em Campinas, o cantor mudou-se de vez para a capital paulista, onde coleciona apresentações ao lado de nomes como Quilombo Hi Fi e SmokeDub Posse, além de lançar os discos Ioruba Nation, de 2016, e Style N Fashion, que foi retirado do forno no último mês de março. Likkle ainda traz no currículo faixas com instrumentais assinados por Jeff Boto (Dubatak) e dubplates cortadas para sistemas de som como DeSkaReggae, Favela SS, Paz & Dub e Muamba Sounds.

Trocamos uma ideia com o protagonista da história sobre o início da caminhada, cultura Sound System, referências musicais e por aí vai. Aperte o play para conhecer o trabalho enquanto você lê mais uma entrevista na matriz do mangue.

1 – Você canta muito bem nas produções de reggae digital e também chega pesado nas sessões ao lado dos sistemas de som. Quando começou sua caminhada na música jamaicana e como surgiu a parceria com os Sound Systems?

Likkle Jota: Primeiramente, quero mandar um grande salve ao Mangroovee. É uma honra poder trocar essa ideia com vocês. Eu canto já faz um tempo e tive a chance de trabalhar com gêneros musicais como rap, samba, mpb, entre outros. Até que em 2013, quando fazia parte de um grupo chamado A RUA’NDA, fui em uma festa em Campinas, onde Flavio Rude, do Muamba Sounds, estava tocando reggae music. Me liguei que ele lançava vários instrumentais e perguntei se podia cantar. Desde então nunca mais parei. Ele me apresentou boa parte do que conheço hoje em matéria de Sound System. Também comecei a vir para São Paulo e o primeiro sistema que vi em ação foi o KASDUB, na pista de skate em Tiquatira.

2 – Ainda falando sobre a cultura Sound system, na sua opinião, qual a importância dela para o cenário do reggae nacional?

Likkle Jota: É crucial em vários aspectos. O sistema de som agrega conhecimento, referências históricas e um grande acervo musical. Acredito que as músicas tocadas nas vitrolas das festas de reggae trazem uma realidade mais próxima daquilo que vivemos no nosso cotidiano. Isso faz com que a gente coloque em prática algumas atividades que os jamaicanos também fizeram na ilha, mudando, de uma certa forma, a mensagem que chega até a sociedade.

3 – Quais são suas principais referências em matéria de emcees e produtores na música jamaicana?

Likkle Jota: Tenho como referência muitos singjays, gosto da gama de cantores vindos da Jamaica. Eccleton Jarret, Garnet Silk, Dennis Brown, Junior Reid, Nitty Gritty e outros. Além dos grandes deejays que me fogem a conta. Tenho muito respeito pelo trabalho do Knomoh (Quilombo Hi Fi), que foi quem me acolheu, produziu meus trabalhos e de vários outros artistas brasileiros. Falando sobre as produções internacionais, gosto muito do Mad Professor, Martin Cambpell e King Tubby. São mágicos.

4 – Você já comandou o microfone em diferentes bailes no Brasil. Entre todas essas combinações de som, qual foi a sessão que mais ficou marcada na memória?

Likkle Jota: Essa é difícil. Se tratando das sessões ao lado dos sounds, é muito raro quando não bate pesado. Todo baile tem sua particularidade, aquele momento que fica cravado na mente, principalmente quando canto com pessoas que deram inicio à divulgação dessa cultura no Brasil, os professores. Agradeço todas as oportunidades que foram concedidas até agora.

5 – O disco Style N Fashion apresenta novamente sua dobradinha com o produtor paulistano Jah Knomoh, que também trampou ao seu lado no registro Ioruba Nation, de 2016. Qual a importância dele em todos esses processos?

Likkle Jota: O Knomoh foi o primeiro produtor a acreditar no meu trabalho. Ao longo do tempo criamos uma amizade, morei na casa dele e vimos que gostamos de muitas coisas em comum. Somos pretos e temos a natureza como referência da luta e da força maior. Ele me ajudou muito na evolução como cantor e me ensina constantemente sobre vários aspectos do Sound System. Respect, Knomoh.

6 – Como foi todo o processo do seu mais recente álbum, Style N Fashion, e qual foi a sensação de colocar o registro na rua?

Likkle Jota: Após o lançamento de Ioruba Nation, de 2016, que é um disco mais voltado para a mensagem, bem roots music, tive a necessidade de criar algo que fizesse o povo esquecer um pouco dos problemas. Vivemos em uma babilonia que entristece, precisamos de um momento de diversão para o Eu e Eu. Resolvi homenagear os anos 80 do reggae, trazendo como referencia produções, temas e melodias da época. Após um trabalho de seis meses com riddins nacionais e internacionais, me vi na obrigação de colocar o trabalho na rua e nas plataformas digitais. Todo esse processo é muito difícil para artistas independentes, então criei um material humilde, mas de respeito, que estou entregando nos shows. A sensação final de dever cumprido é maravilhosa. Estou muito feliz com o resultado.

7 – Agora é com você, Likkle. Quem tiver afim de ter uma dubplate e levar o LJ para cantar no baile precisa fazer como? Quais são os seus contatos?

Likkle Jota: Muito obrigado pelo suporte, Mangroovee. Geral pode escutar minhas músicas nas plataformas digitais. É só pesquisar Likkle Jota no YouTube, SoundCloud, Spotify, Google Play, iTunes e por aí vai. Contatos para shows e dubplates: descendentedeleao@gmail.com ou pelo telefone (11) 9 4221-7442. Big Up e saúde a todos.

Likkle Jota

Ouça a mixtape que celebra os 10 anos do selo Analog Africa

Os parceiros do site Radiola Urbana deram a letra e encostamos no endereço deles para conferir a mixtape feita pelo selo alemão Analog Africa em comemoração aos 10 anos da gravadora. Pautada pela incansável pesquisa dos caras atrás do que existe de melhor em matéria de música africana, a seleção 10 Years of Analog Africa Mix apresenta a seleção de Samy Ben Redjeb, cérebro por trás do label situado na cidade de Frankfurt, e do DJ Pedro Knopp. O play foi disponibilizado no Mixcloud do The Vinyl Factory, outro portal bem louco que também merece sua atenção, e deve ser conferido por vossa senhoria a partir de agora. Fique à vontade para chegar no player e embarcar diretamente para as férteis terras da Mama África.

Analog Africa

Escute e baixe a mixtape feita pelo DJ Makô para a marca Nation Creation

Maluco sangue bom que sabe muito sobre a arte dos toca-discos, o paulistano DJ Makô era o responsável por girar os pratos no lendário coletivo Subsolo e, atualmente, comanda as carrapetas do grupo Ordem Natural. Além disso, Makoto também apresenta um trabalho muito bem feito em matéria de instrumentais e ainda mantém o nível lá em cima quando o assunto na pauta é mixtape. Depois de lançar a excelente Brazilian Mixtape: Eu Sou Daqui!, o deejay foi convidado pela marca Nation Creation para desenrolar o play Underground Culture. A collab entre os dois rendeu uma camiseta e é outra parceria estabelecida pela empresa de street wear, que também coleciona parceria com nomes como Don Cesão, Rodrigo Brandão e UKYIO Beat Tapes.

O próprio Makoto explica melhor o processo de criação: “Quase todas as músicas foram retiradas de vinis com excessão do som Good Times, cedido pelo ROE, MC que conheci pelo Instragram e achei que tinha a ver com a vibe do projeto. Além das faixas A Tarde Chuvosa (Quinto Andar, 2008), remix feito em parceria com o MC Lum, e Nutshell, do finado Phife (RIP), cuja a base é produzida pelo J. Dilla. A arte do encarte ficou na conta do artista japonês Essu, de Tokyo“.

É só chegar no play e arrematar vossa cópia virtual dentro do próprio player do SoundCloud.

DJ Makô | Nation Creation

Escute e baixe Vignettes, a nova trilha do produtor Damu The Fudgemunk

Se ontem nós atualizamos a matriz do mangue com os elegantes beats do Sono TWS, hoje é hora de deixar vossa senhoria por dentro de outro registro cabuloso pautado por batidas, no caso, o novo release do mago Damu The Fudgemunk. A trilha Vignettes, disponível em forma de vinl, fita cassete e cd, apresenta o capitão da Redefinition Records ministrando mais uma verdadeira aula em matéria de instrumentais. Assim como na série sonora How It Should Sound, Damu tira a poeira da coleção de discos dele para picotar os samples e recortar vários diálogos sobre o arsenal de boom baps. Ao lado da lenda Pete Rock, mista The Fudgmunk é o nome que mais agrada nossos ouvidos quando o assunto é beatmaker. Se o trampo também fizer a cabeça de vossa senhoria, é só fazer o download dentro do próprio player e dar o share aí na sua área.

Damu The Fudgemunk

Viaje pelo jazz africano na nova mixtape do italiano Jazzcat

Um dos melhores canais ali pelos lados do Mixcloud, o Jazzcat, alcunha usada pelo italiano Massimiliano Conti, subiu há duas semanas a trilha Deep Jazz from Africa. Como o próprio nome já passa a visão, o seletor apresenta uma viagem pelo jazz oriundo das terras africanas com músicas assinadas por Dollar Brand, Malombo, Batsumi, Dadisi Komolafe, entre outros. A produção fez parte da programação da estação marroquina Ness Radio, que transmite toda quarta, sexta e domingo uma atração comandada pelo colecionador da cidade de Pescara, na Itália. Se quiser embarcar na viagem, é só encostar no player abaixo.

Jazzcat