Rap, funk, jazz e brazuca embalam a mix Marytape #1, da DJ Mary G. Ouça

Residente da festa Jazzkate e idealizadora da celebração Unity, ambas da cidade de São Paulo, a deejay Mary G. colou na última edição do nosso baile Chumbo Grosso e não deixou ninguém parado no salão. Se você ainda não teve a chance de ver a paulistana em ação nos toca-discos, a boa é chegar no player abaixo para escutar a produção Marytape #1, onde ela gira nomes como Anderson Paak, Groover Brookzill, Washington Jr, Jamés Ventura, Miles Davis, Oshun, Mano Brown, Jay Dilla, Erikah Badu, Childish Gambino, Jurassic 5, Jay Z e muito mais em 42 minutos de som. “Aos guardinhas da mixagem, ouçam de coração aberto. Fiz o melhor que consegui no tempo que tinha. Aos amantes da boa música, aproveitem. Espero que curtam.”

DJ Mary G.

O DJ BeatPete dichava a obra da dupla Madvillain na mixtape Illest Villains. Ouça

Integrante da gravadora Mellow Orange, selo capitaneado pelo produtor Freddie Joachim, e um dos responsáveis pelo baile Backyard Joints, festa baseada na cidade de Berlin, na Alemanha, o deejay BeatPete é a bola da vez aqui no mangue. Dono de um dos melhores perfis do SoundCloud quando o assunto é mixtape, o alemão tem uma vasta coleção de vinil e sempre assina diferentes produções embaladas exclusivamente pelos discos. Se você garimpar mais sobre o trampo dele, vai encontrar desde um play em tributo ao beatmaker Kan Kick até uma trilha inteira gravada dos toca-discos para o tape deck.

Caso vossa senhoria não queira ir tão longe assim na pesquisa, é só escutar a última homenagem sonora feita pelo DJ, onde ele dichava a obra da dupla Madvillain (Madlib e MF DOOM) na trilha Illest Villains. Além de várias faixas dos dois vilões, BeatPete também resgata sons de Howard Lucraft, Foster Sylvers, Maria Bethânia, Osmar Milito, Matthew Larkin Cassell, Gentle Giant e Bill Evans, que foram alguns dos artistas sampleados nos álbuns MadvillainyMadvillainy 2 – Madlib Remixes. É só apertar o play abaixo e fazer a lição de casa.

BeatPete

Assinada pelo DJ Mangue, Brasil com S é a nova mixtape do Mangroovee. Ouça e baixe

Após colocarmos na rede os dois volumes da série Onda, é com imensa satisfação que encostamos aqui na matriz para avisar vossa senhoria que o novo trampo do Mangroovee tá no ar. Assinada pelo DJ Mangue, também conhecido em um passado recente como Gusta, a mixtape Brasil com S embala seu radinho somente com músicas brasileiras mocadas. Iniciamos a viagem por terras brasilis com o malungo Chico Science passando a visão na introdução, depois você confere faixas assinadas por Projetonave, Red Lion, Síntese, OQuadro, Combo X, Alienação AfroFuturista, Eskrúpulos, YOka, Indigesto, Tatiana Bispo e 3 Pilares, além de uma dubplate especial preparada pelos camaradas Digitaldubs e Jota 3.

Você só precisa garantir o café preto aí desse lado e apertar o play abaixo para escutar mais uma trilha despachada pelo nosso selo. A arte ficou na conta do nosso irmão Matheus Mattos, que também é responsável por desenvolver todas as artes dos bailes e outras ações realizadas pela firma. Muito obrigado a todo mundo que fortalece nosso corre. Original Mangroovee.

DJ Mangue

Abra os caminhos com a mixtape Povo de Santo, do DJ Dubstrong

Deejay responsável por apresentar muita coisa para nossos ouvidos quando comandava nas antigas o blog Disco Devil, o Dubstrong também é a cabeça pensante por trás da clássica série de mixtapes Uptown Skank, onde ele mistura nomes nacionais e artistas da velha escola jamaicana nas produções. Não é nenhuma novidade aqui no mangue que a pesquisa dele em matéria de rap e reggae é uma das melhores do Brasil, mas no mês passado o paulistano surpreendeu e colocou na rede o resultado do garimpo feito pelas sonoridades afro-brasileiras na trilha Povo de Santo. A batucada da Curimba toma conta dos toca-discos é e embala a sessão com canções/pontos de Mario Castro Neves, Sergio Mendes, Orquestra Afro-Brasileira, Caboclo Marinheiro, Djalma Correa, Baianinha, UnbanDaime, Agenor Ribeiro e muito mais. Selecionado, firmado e mixado por DJ Dubstrong. AXÉ!

DJ Dubstrong

Ouça a mixtape em homenagem aos 25 anos do disco Mecca & The Soul Brother, do Pete Rock & CL Smoth

Sempre escalado pela revista Wax Poetics para criar mixtapes comemorativas quando alguns clássicos do rap completam datas simbólicas, o DJ Chris Read ligou os toca-discos novamente e atendeu mais um chamado da publicação estadunidense. Depois de prestar homenagens para obras assinadas por totens da história de De La Soul, Notorius BIG, A Tribe Called Quest e Pharcyde, agora, o deejay presta tributo ao cabuloso disco Mecca & The Soul Brother, da dupla Pete Rock & CL Smoth. Versões alternativas, sampleadas, edits e clássicos são alguns plays mixados com maestria pelo londrino em exatos 57 minutos e 7 segundos de sessão. O mano também liberou a tracklist completa, que ainda detalha o nome do sample original e em qual faixa Pedro Pedra e Mista Suave utilizaram o recorte. Chega mais, gente boa!

Wax Poetics | DJ Chris Read

Escute a mixtape do Digital Dubs em homenagem aos 40 anos do selo Greensleeves Records

Não é novidade pra ninguém que o Digital Dubs é um dos nossos sistemas de som preferidos. Já colamos algumas vezes no baile dos cariocas, éramos frequentadores de carteirinha do Muzamba.com e sempre ficamos de olho nos lançamentos prensados pelos manos. O último release disparado pelo sound system pioneiro na cidade do Rio de Janeiro foi uma mixtape em tributo aos 40 anos da lendária gravadora inglesa Greensleeves Records. O seletor/produtor Marcus Menezes, o MPC, tirou os discos do case e girou várias faixas produzidas pelo selo da terra da rainha. Nomes como Barrington Levy, Augustos Pablo, Dr. Alimantado, Alborosie, Yellowman, John Holt e Eek A Mouse comprovam que o label vai muito bem do roots ao rub a dub, passando pelo dancehall e fechando a conta no new roots. Se vossa senhoria também gosta da música jamaicana e suas vertentes, não deixe de apertar o play. O mangue recomenda!

Digital Dubs | Greensleeves Records

Escute a nova mixtape de reggae assinada pela equipe de som Paz & Dub Seletores

Selecionada e mixada pelo nosso amigo Don Polo, que faz um corre de responsa ao lado de Cauê Irie e Júlio Randi à frente do Paz & Dub Seletores, a mixtape de número #4 da equipe de som apresenta vários nomes da nova escola do reggae mundial. Caso você queira conferir um pouco do que costuma girar nos bailes comandados pelos manos na cidade de Franca, aperte o play abaixo e embale vossa quinta-feira com 45 minutos de puro fogo. A arte da capa fica na conta das ilustrações de King Zulu Arts. Muito respeito ao corre dos amigos que também fazem acontecer no interior de São Paulo.

Paz & Dub Seletores

Rolê Mixtape é a nova trilha assinada pelo DJ Formiga. Ouça e faça o download

Responsável por realizar uma excelente pesquisa em matéria de música brasileira e outros grooves mundiais, o paulistano DJ Formiga subiu recentemente no Mixcloud a mixtape Rolê, que surgiu a partir de uma sessão dele no projeto Jazz nos Fundos, de São Paulo. Integrante do coletivo Vinil é Arte, o deejay colocou no menu iguarias de chefes como Curtis Mayfield, Chali 2na, The Quantic Soul Orchestra e Xanadu, apertou o REC no estúdio Poeira & Pó e serviu o banquete sonoro no player abaixo. Aproveitamos o gancho da postagem e também colocamos aqui no mangue outra trilha assinada por ele, no caso, a Poeira Mixtape. Os dois registros são embalados somente com vinil e apresentam boas referências garimpadas pelo Formiga. Se tiver afim de começar a segunda com música de primeira, é só chegar no play. Download disponível ao final do post. Aproveita!


DJ Formiga | DL Rolê Mixtape | DL Poeira Mixtape

Ouça e faça o donwload da excelente mixtape Boom Bap Vol. 4, do DJ Dennon

Camarada de longa data do Mangroovee, o amigo DJ Dennon sempre comandou o som nos bailes realizados pela firma em nossa cidade natal, São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Representante de peso da cultura do turntablism, onde o deejay apresenta a verdadeira arte dos toca-discos, nosso parceiro pilota a nave com maestria e ainda é dono de um faro altamente apurado na pesquisa da boa música. Você pode confirmar que não estamos falando besteira chegando no play do quarto volume da série Boom Bap, liberada ontem por ele no canal do Mixcloud. Caso vossa senhoria ache a trilha dahora, sugerimos que faça o download – link ao final do post – e escute os outros três capítulos da saga, além de todos os players assinados pelo Dennon. O nível é alto em qualquer um dos trabalhos do DJ residente da cidade de Mirassol.

DJ Dennon | Download Boom Bap Vol. 4

Trocando ideia #16: O singjay Likkle Jota e a cultura Sound System

Oriundo da cidade de Coroados, no interior do Estado de São Paulo, Likkle Jota é um dos singjays – combinação de cantor e deejay – que vem ganhando cada vez mais espaço nos bailes promovidos por diferentes equipes de todo o país. Depois de passar alguns anos residindo em Campinas, o cantor mudou-se de vez para a capital paulista, onde coleciona apresentações ao lado de nomes como Quilombo Hi Fi e SmokeDub Posse, além de lançar os discos Ioruba Nation, de 2016, e Style N Fashion, que foi retirado do forno no último mês de março. Likkle ainda traz no currículo faixas com instrumentais assinados por Jeff Boto (Dubatak) e dubplates cortadas para sistemas de som como DeSkaReggae, Favela SS, Paz & Dub e Muamba Sounds.

Trocamos uma ideia com o protagonista da história sobre o início da caminhada, cultura Sound System, referências musicais e por aí vai. Aperte o play para conhecer o trabalho enquanto você lê mais uma entrevista na matriz do mangue.

1 – Você canta muito bem nas produções de reggae digital e também chega pesado nas sessões ao lado dos sistemas de som. Quando começou sua caminhada na música jamaicana e como surgiu a parceria com os Sound Systems?

Likkle Jota: Primeiramente, quero mandar um grande salve ao Mangroovee. É uma honra poder trocar essa ideia com vocês. Eu canto já faz um tempo e tive a chance de trabalhar com gêneros musicais como rap, samba, mpb, entre outros. Até que em 2013, quando fazia parte de um grupo chamado A RUA’NDA, fui em uma festa em Campinas, onde Flavio Rude, do Muamba Sounds, estava tocando reggae music. Me liguei que ele lançava vários instrumentais e perguntei se podia cantar. Desde então nunca mais parei. Ele me apresentou boa parte do que conheço hoje em matéria de Sound System. Também comecei a vir para São Paulo e o primeiro sistema que vi em ação foi o KASDUB, na pista de skate em Tiquatira.

2 – Ainda falando sobre a cultura Sound system, na sua opinião, qual a importância dela para o cenário do reggae nacional?

Likkle Jota: É crucial em vários aspectos. O sistema de som agrega conhecimento, referências históricas e um grande acervo musical. Acredito que as músicas tocadas nas vitrolas das festas de reggae trazem uma realidade mais próxima daquilo que vivemos no nosso cotidiano. Isso faz com que a gente coloque em prática algumas atividades que os jamaicanos também fizeram na ilha, mudando, de uma certa forma, a mensagem que chega até a sociedade.

3 – Quais são suas principais referências em matéria de emcees e produtores na música jamaicana?

Likkle Jota: Tenho como referência muitos singjays, gosto da gama de cantores vindos da Jamaica. Eccleton Jarret, Garnet Silk, Dennis Brown, Junior Reid, Nitty Gritty e outros. Além dos grandes deejays que me fogem a conta. Tenho muito respeito pelo trabalho do Knomoh (Quilombo Hi Fi), que foi quem me acolheu, produziu meus trabalhos e de vários outros artistas brasileiros. Falando sobre as produções internacionais, gosto muito do Mad Professor, Martin Cambpell e King Tubby. São mágicos.

4 – Você já comandou o microfone em diferentes bailes no Brasil. Entre todas essas combinações de som, qual foi a sessão que mais ficou marcada na memória?

Likkle Jota: Essa é difícil. Se tratando das sessões ao lado dos sounds, é muito raro quando não bate pesado. Todo baile tem sua particularidade, aquele momento que fica cravado na mente, principalmente quando canto com pessoas que deram inicio à divulgação dessa cultura no Brasil, os professores. Agradeço todas as oportunidades que foram concedidas até agora.

5 – O disco Style N Fashion apresenta novamente sua dobradinha com o produtor paulistano Jah Knomoh, que também trampou ao seu lado no registro Ioruba Nation, de 2016. Qual a importância dele em todos esses processos?

Likkle Jota: O Knomoh foi o primeiro produtor a acreditar no meu trabalho. Ao longo do tempo criamos uma amizade, morei na casa dele e vimos que gostamos de muitas coisas em comum. Somos pretos e temos a natureza como referência da luta e da força maior. Ele me ajudou muito na evolução como cantor e me ensina constantemente sobre vários aspectos do Sound System. Respect, Knomoh.

6 – Como foi todo o processo do seu mais recente álbum, Style N Fashion, e qual foi a sensação de colocar o registro na rua?

Likkle Jota: Após o lançamento de Ioruba Nation, de 2016, que é um disco mais voltado para a mensagem, bem roots music, tive a necessidade de criar algo que fizesse o povo esquecer um pouco dos problemas. Vivemos em uma babilonia que entristece, precisamos de um momento de diversão para o Eu e Eu. Resolvi homenagear os anos 80 do reggae, trazendo como referencia produções, temas e melodias da época. Após um trabalho de seis meses com riddins nacionais e internacionais, me vi na obrigação de colocar o trabalho na rua e nas plataformas digitais. Todo esse processo é muito difícil para artistas independentes, então criei um material humilde, mas de respeito, que estou entregando nos shows. A sensação final de dever cumprido é maravilhosa. Estou muito feliz com o resultado.

7 – Agora é com você, Likkle. Quem tiver afim de ter uma dubplate e levar o LJ para cantar no baile precisa fazer como? Quais são os seus contatos?

Likkle Jota: Muito obrigado pelo suporte, Mangroovee. Geral pode escutar minhas músicas nas plataformas digitais. É só pesquisar Likkle Jota no YouTube, SoundCloud, Spotify, Google Play, iTunes e por aí vai. Contatos para shows e dubplates: descendentedeleao@gmail.com ou pelo telefone (11) 9 4221-7442. Big Up e saúde a todos.

Likkle Jota