Vídeos da semana: NxWorries, 8 Barras, Karriem Riggins, Criolo e Evidence

Hoje é feriado, mas nós seguimos trabalhando aqui no perímetro do mangue para deixar vossa senhoria por dentro de alguns bons lançamentos que apareceram pelos lados do YouTube nos últimos sete dias. A gravadora californiana Stones Throw desembarca no site com três dos nossos artistas preferidos presentes no time do selo. Anderson .Paak e Knxwledge chegam representando o projeto NxWorries no vídeo da faixa Scared Money, além de Karriem Riggins com o trabalho audiovisual da música Bahia Dreamin´. Aproveitamos a passagem pelo ensolarado estado da terra do Tio Sam para garimpar a produção Throw It All Away, do Evidence (Dilated Peoples), que saiu há mais de uma semana, mas não conseguimos atualizar o site na sexta passada.

Depois é hora de voltar até terras brasilis, mais precisamente na cidade de Ponta Grossa, no Paraná, e climatizar o ambiente com o boom bap do segundo capítulo da série 8 Barras, que traz Bianca Hoffman(Philliaz), Adriano, Guilherme Guinomon e Tomate (Forma Única). Encerramos na cadência do samba Menino Mimado, onde Criolo encosta ao lado de vários instrumentistas da música brasileira e passa a visão sobre a corja burguesa de nariz empinado que vem comandando nosso país. Se gostar das indicações, compartilhe o trabalho aí na sua área. Valeu!!!





NxWorries | Forma Única | Philliaz | Karriem Riggins | Criolo | Evidence

Mangroovee no Ar #51: Dr Drumah, SonoTWS, Matéria Prima, Twinkle Brothers e Soul Surfers

Aos poucos vamos voltando com nossas atualizações na matriz do mangue e agora é hora de você ficar por dentro de tudo que rolou na edição 51 do Mangroovee no Ar. Fizemos nossa lição de casa e despachamos até a caixa de entrada da Rádio Educativa FM um arquivo embalado por grandes artistas em matéria de beats, rap, reggae, soul e muito mais. Transmitido pela estação rio-pretense no dia 25 de janeiro, o episódio em questão apresentou aos ouvintes faixas assinadas por Sono TWS, Dr. Drumah & Kzah 04 Records, The Soul Surfers, Durand Jones & The Indications, Sinkane, Gustavo Dread, Dee, Joey Badass, Matéria Prima, Martim Campbell, Gregory Isaacs, Peter Broggs e Twinkle Brothers. Já estamos há quase dois anos trabalhando em conjunto com a Educativa na propagação da boa música. Muito obrigado a todo mundo que torna isso possível. Bom feriado!

Assista ao vídeo da faixa O Vigia, da Três Pontos Records, de São José do Rio Preto

Camaradas de longa data aqui do Mangroovee, os amigos do selo Três Pontos Records colocaram ontem na rede o mais recente trabalho audiovisual da gravadora oriunda da cidade de Rio Preto, no interior de São Paulo. Nossos conterrâneos Coleti, Drop e Benfa mostraram que a caneta continua em dia e chegaram com muita categoria em cima do beat da faixa The Watcher, presente no clássico disco 2001, do mestrão Dr Dre. Os ex-integrantes do coletivo Reticência mandaram o papo reto sobre o atual momento do rap nacional, fazendo boas observações em relação ao novo público da cena e também sobre vários emcees que cagam pela boca. Você só precisa chegar no player abaixo para se ligar no clipe produzido pela DK Records e ver como os amigos da nossa cidade trabalham. Se vossa senhoria gostar do resultado, encoste no final do post e acesse os links para escutar o EP InTRAPdo, do Coleti, e o álbum IndiviDUAL, do Benfa & Drop.

Três Pontos Records | EP InTRAPdo | IndiviDUAL | DK Records

KL Jay troca ideia com o DJ Nato PK no novo episódio de Estamos Vivos

Depois de entrevistar Rincon Sapiência, Flow MC, Rodrigo Ogi e Shaw, o sensei Kleber Simões encostou na área do DJ Nato PK (Pau de dá em Doido) e trocou aquela boa e velha ideia sobre carreira musical, discos, equipamentos e influencias sonoras. Mais uma aula de carisma na excelente entrevista comandada pelo maestro KL Jay. Deixe o domingo muito melhor aí desse lado com o quinto episódio da série Estamos Vivos.

DJ Nato PK | Estamos Vivos | Pau de dá em Doido

Pegue carona com o produtor Bolin na beat tape Monzavinho

Primeiro trabalho lançado pelos amigos da Beatwise Recordings em 2017, a trilha Monzavinho, do Bolin, chamou nossa atenção bem antes da audição. O produtor da cidade de Santo Andre gerou grande expectativa por aqui depois de estacionar e emplacar a nave na cabulosa capa assinada pelo designer Thomas Bruck. Após manobrar o clássico modelo da Chevrolet, o beat maker equalizou os falantes, abriu as portas do carro e apertou o play para embalar a sessão com os instrumentais assinados por ele.

Acostumado a trabalhar com nomes como Jamés Ventura, Arnaldo Tifú, Diomedes Chinaski e Coruja BC1, Bolin faz sua estreia oficial em um trabalho solo nas produções presentes em Monzavinho. Além do remix da faixa O Amanhecer, do Elo da Corrente, ele também climatiza a jornada com outras seis tracks embaladas em baixos bpm’s. Entre todo o repertório, destacamos os sons Jazzy, Journey To High Vibrations, Sex e Pra Sempre. Se quiser pegar carona na viagem, chega no play abaixo para dar um rolê no carango do Bolin pelas ruas do ABC Paulista. Você pode – e deve – fazer o download do registro na BandCamp da Beatwise. Valorize o trabalho independente!

Bolin | Beatwise Recordings

Mangroovee no Ar #50: Serena Assumpção, OQuadro, Inglês, J. Cole e King Tubby

O mês de março tá bastante corrido e tem hora que fica embaçado atualizar o site no ritmo de sempre. Em abril vamos voltar com tudo por aqui e você vai poder acompanhar nossas atualizações diárias. Embalamos o finalzinho do terceiro mês do ano com a edição #50 do Mangroovee no Ar, que traz Serena Assumpção, OQuadro, Damatz, Rincon Sapiência, BK`, Inglês, Chinese Man, Atmosphere, J. Cole, Hard Rock, Culture e King Tubby. Você só precisa chegar no play abaixo e fortalecer o trabalho independente do mangue compartilhando a trilha aí na sua área também. Muito obrigado!

O MC Djonga chega com os dois pés na porta no disco Heresia. Ouça na íntegra

Não é tarefa fácil se destacar em um grupo onde os outros integrantes são Fabrício FBC, Clara Lima, Hot, Oreia e Coyote Beatz. E é exatamente isso que o Djonga consegue fazer com suas rimas na DV Tribo, uma das bancas mais originais da atual cena do rap tupiniquim. O MC de Belo Horizonte ecoou pela primeira vez nas caixas do mangue no som O Bom Maluco, produzido pelo lendário DJ Hum. Mas foram as participações dele no cypher Poetas no Topo, no remix Atleta do Ano, do MOB 79, e, principalmente, as linhas no single Diáspora que chamaram bastante nossa atenção. Citando referências da sétima arte como Tarantino e Spike Lee, além de escritores do calibre de Pablo Neruda e Mário Quintana, Djonga sempre chega pesado na caneta e ainda tem muita habilidade na hora de deslizar a levada sobre os beats.


Toda essa versatilidade fica comprovada mais uma vez nas 10 faixas do disco Heresia, que marca a estreia do mineiro em um registro solo. Lançado ontem pelo selo Ceia Ent, o álbum já encosta bem elegante na capa fazendo referência ao clássico disco Clube da Esquina, de Milton Nascimento e Lô Borges, além de ser embalado com batidas assinadas por Pizzol, Coyote, El Lif, DJ Murilo, DK Cost e Slim Beatz. Enquanto vários produtores somaram nos instrumentas, Djonga segurou a bronca praticamente sozinho nas linhas e convidou o BK para fazer o refrão de O Mundo É Nosso, a cantora YodaBren na track Santa Ceia e FBC tomou conta do interlúdio Irmãos de Alma.

O discurso de Djonga é uma injeção de ânimo aos seus semelhantes e coloca o dedo na ferida dos responsáveis pelas mazelas da sociedade brasileira. Independentemente da base ser trap ou boom bap, ele dispara o papo reto sem dificuldade nenhuma em todas as músicas do repertório. Entre elas, destacamos as faixas de número 3, 5, 6, 7 e 10. Aconselhamos que vossa senhoria pegue seu fone de ouvido e aperte o play para tirar suas próprias conclusões sobre a obra. E pergunta que fica é: “Como você se sente vendo um preto em ascensão?”.

Trocando ideia #15: O produtor baiano Dr. Drumah e a beat tape 90 Mindz

Nosso camarada Jorge Dubman é um mano muito versátil quando o assunto é música. Além de ter feito parte de projetos como Paraum, Dubstereo e Rádio Mundi, o baiano de Salvador também comanda as baquetas do super combo IFÁ e ainda encontra tempo para lançar instrumentais sob a alcunha de Dr. Drumah. Ele já passou na matriz do Mangroovee na companhia de todas essas bandas, mas é a primeira vez que o pseudônimo do baterista desembarca aqui no site com os beats na bagagem. Lançada pelo selo 77 Rise Recordings,  dos EUA, a beat tape 90 Mindz apresenta 16 instrumentais cheios de elementos da época de ouro do ritmo e poesia. Não vamos nos alongar demais na introdução porque trocamos uma ideia com o protagonista da história e a conversa rendeu bastante. Então aperte o play para escutar o registro e tenha uma boa leitura. Salve, Dubman!

1 – Como o próprio nome 90`s Mindz sugere, a sonoridade da trilha é totalmente influenciada pela era de ouro do rap. O registro traz vários recortes de nomes do peso de Pharcyde, A Tribe Called Quest e Common, além de caixa e bumbo bem calibrados. Quais outros artistas dessa época do rap também te influenciaram? E quais nomes da nova geração também fazem sua cabeça?

Dr. Drumah: Minha intenção foi resgatar a sonoridade da Golden Era. Passei quase um ano pesquisando timbres e estudando como os produtores da época cortavam os samplers, que na sua maioria eram mais de um corte com várias combinações. Todo o processo foi importante para conseguir implantar essa atmosfera na tape. Outros artistas da época que também me influenciaram e me influenciam até hoje são Pete Rock, Buckwild (D.I.T.C.), Lord Finesse, DJ Premier, Nick Wiz, Large Professor, DJ Spinna e J Dilla. Da nova geração tem uma galera nova muito boa que costumo escutar, como o Figub Brazlevic, Budamunk, Illsug, FloFilz, Elaquent, Ras G, Shungu, Wun Two, Lewis Parker e BlabberMouf.

2 – Falando especificamente sobre beats brasileiros, quais produtores nacionais apresentam um bom trabalho na sua opinião?

Dr. Drumah: Aqui no Brasil também tem uma galera responsa. O Sono TWS, O Tiago Frúgoli, Abud, Rodrigo Tuchê, Eduardo SantozBeatwise Recordings, Calmão (Mental Abstrato), Shaolin Drunk Monk, DJ TG, Sala 70, Cabes, Lucas Pizzol, Jr. Wize, a galera da Casa Brasilis, entre outros. O Brasil precisa conhecer o Brasil.

3 – Em relação ao processo criativo da beat tape, você gravou tudo em Salvador e ia trocando ideia com os caras da gravadora pela internet? Mandou tudo pronto? Como foi?

Dr. Drumah: Produzi e mixei tudo no Kzah 04 Records, meu laboratório aqui em Salvador. Já tinha enviado uma versão pronta de como seria mais ou menos o álbum e eles me deram um prazo para finalizar o processo de mix/máster, além de alguns instrumentais que fui atualizando. Eles já sabiam qual era a proposta sonora do disco e me deram total liberdade para trabalhar. Produzi 70% dos beats no FL Studio e os outros 30% foram feitos na MPC 1000 e na SP-303.

5 – 90`s Mindz é seu primeiro trampo lançado pela 77 Rise Recordings. Como aconteceu esse encontro entre você e a gravadora? E como está sendo lançar a beat tape com o suporte dos caras?

Dr. Drumah: Isso tudo se deve ao Sono TWS, amigo responsável por fazer essa ponte e tornar a possibilidade real. Falei que estava fazendo um trabalho focado na década de 90 e queria muito lançar no formato cassette. Ele pediu para escutar e ficou de mostrar para alguns contatos dele na gringa. Certo dia ele me escreveu dizendo que o pessoal do 77 Rise Recordings tinha gostado muito e queria fazer o lançamento da trilha. O Matt Bloom, um dos sócios do label e que também é beatmaker, entrou em contato comigo e acertamos tudo.

Está sendo ótimo lançar por um selo de outro país. Já produzi algumas trilhas para artistas da cena alternativa dos EUA e Europa (Marchitect of The 49ers, Glad2Mecha, Melodiq) , mas sem essa experiencia de ter o suporte de uma gravadora, saca? Eles fazem uma ótima divulgação de todo o trabalho e conseguem atingir o público certo. A pré-venda e o feed back estão sendo ótimos. Espero que ainda venham outros trabalhos.

6 – Quem tiver afim de pegar uma cópia física precisa ficar ligado em quais endereços?

Dr. Drumah: É só entrar em contato comigo através da page Dr. Drumah & Kzah 04 Records ou no meu perfil pessoal Jorge Dubman. Lembrando também que quem quiser adquirir a fita cassette, pode fazer o pedido diretamente no BandCamp da 77 Rise Recordings.

Dr. Drumah | 77 Rise Recordings

Vídeos da semana: Joey Baddass, Chinaski, Coruja, Monkey Jhayam, Jeru Banto e Freddie Gibbs

Já fazia uma cota que não estávamos conseguindo, mas nesta semana atualizamos a matriz do mangue todos os dias e, como você sabe, colamos na sexta-feira com nossos lançamentos preferidos em matéria de vídeo. Iniciamos a viagem com a caneta pesada do mano Joey Badda$$ no clipe de Land of the Free, single do próximo disco dele, ALL-AMERIKKKAN BADA$$. Depois apresentamos duas dobradinhas nacionais. A primeira marca a conexão São Paulo – Recife no excelente tema O Aprendiz, onde Diomedes Chinaski e Coruja BC1 deslizam a levada no elegante instrumental assinado pelo Bolin. E a segunda reunião embala a sessão com dois grandes nomes da cultura sound system tupiniquim, o paulistano Monkey Jhayam e o carioca Jeru Banto somam forças na canção Sistema de Irmão, que traz Jeff Boto na produção. Finalizamos por aqui com Freddie Gibbs gastando o flow no audiovisual do som Crushed Glass, presente no repertório do novo álbum You Only Live 2wice. Se vossa senhoria sentiu falta de algum trabalho, é só deixar seu salve nos comentários abaixo. Caso tenha curtido, comente também e apresente nosso site para seus amigos. Bom final de semana, gente boa.




Joey Baddass | Chinaski | Coruja BC1 | Monkey Jhayam | Jeru Banto | Freddie Gibbs

Mariana é o primeiro single do próximo disco do Elo da Corrente, Rosa de Jericó. Ouça

Depois de lançar a pepita Cruz, um dos melhores álbuns do ano de 2014, o Elo da Corrente arregaçou as mangas novamente e acabou de colocar nas ruas o som Mariana. A faixa é a primeira amostra de como o trio paulistano formado por Caio, Pitzan e DJ PG vai chegar no próximo disco, Rosa de Jérico. Não sabemos ao certo se o trabalho completo será assim, mas, pelo menos no single, o Elo continua misturando com maestria produções digitais e instrumentos musicais na mesma receita. Se o instrumental produzido pelo PG fica ainda melhor com Kiko Dinucci na guitarra e Anderson Quevedo nos metais, os versos de Caio e Pitzan também chegam pesados e encontram a lendária cantora Geovana no refrão. Um verdadeiro tapa na cara da fedida burguesia brasileira, a letra foi concebida no dia internacional da mulher e fala sobre uma tal Mariana que com toda a certeza vossa senhoria já ouviu falar. Música com conteúdo. Vida longa, Elo da Corrente!

Elo da Corrente