Conheça a mistura sonora da banda mineira Filhos de Sandra

Apresentando Hot e Oreia, dois dos emcees mais originais do país, no comando dos microfones, a banda Filhos de Sandra faz um som permeado por vários gêneros musicais presentes aqui na matriz do mangue. O grupo da capital mineira tem o rap como ponto de partida, mas acrescenta na mesma panela ingredientes temperados com especiarias do reggae, rock, jazz, afro e brazuca. Além dos integrantes da DV Tribo, o projeto ainda traz os instrumentistas Chuck, Jean Clo, Dedé, Pedrão e Fantini, que também fazem parte de outros combos da cena alternativa de Belo Horizonte como Absinto Muito, Dom Pepo e Ménage.

Já tínhamos visto alguns trabalhos dos mineiros, mas só nos ligamos no tanto que o som é louco na semana passada, quando eles lançaram um vídeo embalado por três faixas. A primeira delas, Xangô, chega no melhor estilo afrobrazuca e abre os caminhos para Hot soltar a voz com muita categoria em cima do instrumental. Depois eles convidam o baiano Baco para fazer o som 999 e ainda finalizam a sessão com didgeridoo na chapada produção LSDMTHC. A sintonia de longa data entre os dois vocalistas, além da excelente cozinha pilotada pela banda, faz o som dos caras sair de maneira verdadeira e ecoa diferente de boa parte do que costuma ser encontrado em solo brasileiro.

Aproveitamos a oportunidade e também abastecemos a postagem com mais dois trabalhos do projeto, as músicas Zandra e Consome. Caso você goste do som, vale a pena fazer o garimpo e ficar por dentro dos trabalhos paralelos dos integrantes.

Filhos de Sandra

Confira o DJ Mu, do Fat Freddy´s Drop, mostrando seus discos preferidos na série The Mixtape

Já tivemos a chance de assistir à apresentação do Fat Freddy´s Drop e podemos garantir que o DJ Mu, reponsável por comandar a mesa de som e todos os efeitos disparados no excelente live da banda, tem tudo sob controle. Ele foi convidado pela Rádio NZ National Music, da Nova Zelândia, para participar da série The Mixtape, onde você confere uma entrevista com o deejay e uma amostra dos discos preferidos dele. Da mesma forma que o som do FFD passeia por elementos do reggae, dub, funk, rap e soul, a coleção do Mu também apresenta vários gêneros. Public Enemy, Luciano, Stevie Wonder, Four Tet, Talking Heads e muito mais.

Radio NZ National Music | Fat Freddy´s Drop

Rodrigo Ogi rima sobre um instrumental de surf music no single Até Amanhecer

A edição de 2015 do Pulso, projeto realizado pela Red Bull Music Academic, de São Paulo, mostrou pela primeira vez o Rodrigo Ogi na linha de frente de uma banda de rock. Na ocasião em questão, o paulistano comandou o microfone de um grupo formado por Kiko Dinnuci (Metá Metá), Tim Bernardes e Biel Basili (O Terno), Mauricio Fleury (Bixiga 70) e Gorky (Bonde do Rolê).

E, agora, quase um ano depois de colocar na rua o excelente disco RÁ!, o ex-integrante do Contra Fluxo somou forças novamente com Bernardes e Gorky no single Até Amanhecer, lançado em primeira mão no portal Trabalho Sujo. O cronista da cidade cinza desliza o flow na maciota sobre um instrumental pautado pela guitarra de Tim, que chega no melhor estilo Beach Boys. Inspirado no clássico Pulp Fiction, o lyric vídeo abaixo embala a nova trilha do MC mais versátil do Brasil.

Rodrigo Ogi

Clipes da semana: Lady6, Beni, Samiyam & Earl Sweatshirt, RHCP e Aphex Twin.

Mantendo as tradições de sexta-feira aqui no Mangroovee, selecionamos nossos vídeos preferidos lançados durante esta semana e avisamos que temos opções para todos os gostos. Iniciamos a viagem colando até a Nova Zelândia com o novo clipe da cantora Lady6, da faixa Beffy. Passamos pelo bairro do Catete, no Rio de Janeiro, onde conhecemos o filme da track KilM, do Beni, e depois fizemos a ponte-aérea até Los Angeles, nos EUA, para pegar o lançamento da produção Dark Necessities, do Red Hot Chili Peppers.

Também tem mais rap do bom com Samiyam & Earl Sweatshirt no registro da música Mirror, além do produtor britânico Aphex Twin desembarcando com o tema CIRKLON3. Fique à vonts e chega no play, gente boa.





Lady6 | Beni | RHCP | Samiyam| Aphex Twin

Política e música em pauta na conversa entre duas lendas do punk nacional: João Gordo e Mao

Em meio a tanto conteúdo de péssima qualidade na televisão nacional, a gente sempre recorre ao YouTube na hora de assistir alguma coisa e o canal do João Gordo, o Panelaço, é um dos nossos preferidos. Até colocamos no Mangroovee os programas com o RZO e o Mano Brown. O vocalista do Ratos de Porão é quem aparece mais uma vez aqui e o entrevistado é outra lenda do punk nacional: Mao.

Linha de frente da banda Garotos Podres, o cantor, que participa na faixa Estação do Luz, do Rodrigo Ogi, degustou o Gulash Vegano preparado pelo Gordo. Entre os cortes de batata, cebola e outros ingredientes, os dois tomaram bastante vinho e trocaram ideia sobre assuntos como o início do movimento punk brasileiro, política, redes sociais e ditadura. A conversa rendeu tanto que o ex-apresentador da MTV deixou o papo seguir e foi fazer o rango de origem húngara somente no final do quadro. Se vossa senhoria tiver afim de boa informação de verdade, desliga a TV aí desse lado e confira o episódio no play abaixo.

Panelaço

A série Pequenos Picos apresenta os sebos mais mocados de São Paulo

Como o próprio nome dá a letra, o canal Pequenos Picos apresenta alguns comércios locais da cidade de São Paulo. O segundo episódio da saga te leva para dentro do sebo Raros Play, localizado no térreo da galeria Nova Barão, no centro da capital paulista. Você confere a ideia trocada com os proprietários do espaço dedicado à música negra e conhece melhor o pico apertando o play abaixo.


 

Pequenos Picos

Os Mojo Workers – The Mojo Workers Blues Band (2007)

O mangue conhece o som da banda paulistana Os Mojo Workers há bastante tempo, desde a época em que usávamos o – quase – finado MySpace pra seguir artistas como Contra Fluxo, Projeto Manada, Curumin e o grupo presente no título acima. Quem nos apresentou o som deles foi nosso primo Pata, da Holger, que é amigo dos caras e também levou esse que vos escreve em uma apresentação do conjunto, circa 2008. Naquela época, escutávamos quase diariamente o disco The Mojo Workers Blues Band, de 2007, e fazia tempo que a gente procurava o registro pela web. Porém, infelizmente, tava osso de encontrar.

E foi durante um rolê despretensioso pelo SoundCloud que demos de cara com o álbum em questão no perfil deles. O grupo já passou no Mangroovee com o trabalho Jump Blues, de 2014, e acabou de lançar o EP Saturno – disponível em breve por aqui. Mas agora é a vez de colocarmos o primeiro trabalho dos caras para vossa senhoria degustar sem moderação. Gravado entre maio e agosto de 2007 no estúdio do Henrique, como eles descrevem na contracapa do disco, o primeiro release dos manos apresenta 9 faixas que mergulham de cabeça nas lamaçentas águas desbravadas pelo capitão Muddy Watters. Gostamos de praticamente todas elas, mas os sons Dead Man Walkin´, Preatty Baby, My Babes House, On The Midnight, One & One Is Two e Magic Beans ficam com a preferência da firma.

Não é sempre que você se depara com blues na nossa matriz, mas fique à vontade para conhecer o som do combo formado por Léo, Thom, Deco, Chacon e Tarik, que é o autor do cabuloso desenho presente na imagem abaixo. Caso também faça sua cabeça, acesse os links ao final do post e siga de perto a empreitada dos caras.

Programa Mangroovee #27: Low Pressure Sound System, The Mojo Workers, Bill Whiters e Elza Soares

Como já faz algum tempo que não colocamos nenhuma edição da nossa saga na Rádio Educativa FM 106.7, de São José do Rio Preto, resolvemos deixar a quinta-feira muito melhor por aí com a sessão de número 27. Se ajeite aí desse lado e aperte o play abaixo para escutar Shaw Lee Orchestra, Bill Whiters, Jimi Hendrix, Rolling Stones, Amy Winehouse, Lee Fields & The Expressions, Low Pressure Sound System, The Mojo Workers, Chimpanzé Clube Trio, Elza Soares, entre outros. Chega mais no player e fortaleça nosso trampo. O mangue agradece!

Instituto – Violar

A gente pode afirmar sem dúvida nenhuma que o Instituto é, ao lado de nomes como Mamelo Sound System, Contra Fluxo, Nação Zumbi e Curumin, uma das maiores influências aqui do mangue. Lá no nosso blog, que continua até hoje no ar, você podia fazer o download dos álbuns Coleção Nacional, Selo Instituto na Seleta Coletiva, Instituto & DJ Dolores e vários trampos assinados pela banca comandada por Rica Amabis, Tejo Damasceno e Ganjaman, que atualmente não faz mais parte do grupo.

Nós também tivemos a sorte de morar na babilônia na mesma época em que os caras comandavam a cabulosa festa Seleta Coletiva, realizada sempre na última quinta-feira de cada mês, no finado StudioSP. Kamau, Z’África Brasil, Criolo, que na época ainda era Doido, Marku Ribas, Carlos Dafé, Buguinha Dub, Flora Matos, Rockers Control e DJ DvBz eram alguns dos convidados das noites.

E já que os manos sempre seguiram uma linha de qualidade em matéria de música, o disco Violar, lançado na última sexta-feira, é mais uma trilha muito bem elaborada pelo coletivo paulistano. Sabotage, Otto, Karol Conká, M. Takara, Criolo, Tony Allen, Nação Zumbi, BNegão, Sombra, Metá Metá são alguns dos grandes nomes que colaboram com o disco, que fecha um hiato de 15 anos sem lançamentos do núcleo.

Antes de sair o álbum completo, o Instituto soltou o single Alto José do Pinho, onde Sabota, Otto, Sombra e NZ homenageiam o malungo Chico Science, e a música Ossário, feita há uma cota para a trilha do vídeo de mesmo nome, do artista Alexandre Orion, que é o responsável por assinar a capa do disco. As outras 11 músicas presentes no repertório apresentam a sonoridade do coletivo que determinou vários rumos para a música contemporânea brasileira.

Não é todo dia que sai algo desse naipe nas ruas. Então clique aqui, escute o disco completo no Spotify e fique atento(a) para arrematar vossa cópia física. Você também pode escutar uma das faixas no play abaixo. “No Instituto, sou programado pra rimar”, Mauro Matheus, a.k.a. Sabotage.

Instituto – Site Oficial

Rock

Cidadão Instigado – Fortaleza

Por Caio Saviolo

Depois de 6 anos sem lançar nenhum álbum à frente do Cidadão Instigado, o músico Fernando Catatau se reinventou, mergulhou de cabeça em suas influências do rock e criou um belo trabalho batizado como “Fortaleza”. Devido aos diferentes universos musicais existentes no trabalho, o disco é um daqueles que dificilmente você vai escutar somente uma vez. É preciso tempo e algumas audições para digerir todo o conteúdo, desde os arranjos até as letras, tudo isso executado com extrema imponência.

A parte instrumental é a grande evolução na banda. Para quem se lembra do som dos caras no outros álbuns, caso das trilhas UHUUU! e Ciclo da Decadência, se recorda que a sonoridade vinha embalada em uma pegada mais suave e dançante. Pois bem, agora os cidadãos chegam instigados com guitarras gritando em solos que lembram bastante Pink Floyd, bagagem que pode ter sido adquirida pela banda na última turnê, onde eles incluíram no repertório algumas faixas do clássico álbum Dark Side of the Moon. Fortaleza pode ser baixada gratuitamente no site do grupo. O link está disponível no final do post, logo depois do player com o disco na íntegra!

Cidadão Instigado – Fortaleza | Download