Programa Mangroovee #55: Luiz Melodia, Reflection Eternal, Pancho, Chosen Few e Coleti

Disparada pela antena da Rádio Educativa 106,7 no dia 5 de abril, a edição de número 55 da nossa saga radiofónica embalou o município de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, com música brasileira, reggae, rap, funk e muito mais. Prestamos uma homenagem ao mestre Luiz Melodia, que segue firme e forte na batalha contra o câncer, e também selecionamos Flora Matos, Reflection Eternal, Pancho, Coleti, Richard Ace, Chosen Few, Froid, Riddle, Mood, Pete Rock, Blu e Alton Ellis. A essa altura do campeonato, você já deve saber que embalamos a sessão com uma hora de muita música, sem intervalos comerciais. Então aperte o play e escute mais um capítulo do mangue pelas ondas das frequências moduladas. Não deixe de mostrar nosso trabalho para o(a)s amigx(a)s. Muito obrigado!

Trocando Ideia #17: Sono TWS e Laylah Arruda lançam o single Pequenos Templos

Dois grandes nomes da música independente tupiniquim que passam direto aqui no mangue e sempre atendem nossa equipe na maior camaradagem acabaram de soltar um excelente trampo na rede. Estamos falando do nosso amigo Sono TWS e da cantora Laylah Arruda, que trincaram a parceria e soltaram hoje pelo selo Tired Of People o single Pequenos Templos. Se você acompanha nossas atualizações, com certeza já escutou alguma das beat tapes do produtor oriundo de Jundiaí, no interior de São Paulo, e também conferiu o trabalho da paulistana no coletivo Feminine Hi-Fi ou ao lado da banda Santa Groovee. Trocamos uma ideia bem dahora com a dupla sobre a música em questão e vossa senhoria só precisa apertar o play abaixo enquanto confere a entrevista. Caso goste do resultado, acesse o link ao final do post e abençoe sua HD com a faixa.

1 – Você lançou muito mais beat tapes do que instrumentais em parceria com cantore(a)s. A faixa O Mundo é Música, que saiu no disco Jah Bless Ventura, do Jamés Ventura, foi uma exceção. Qual a diferença entre criar a batida para uma tape e fazer um trabalho com alguém cantando em cima da base?

Sono TWS: A diferença é que o processo criativo de uma beat tape é bem individual, diferente do trabalho feito em parceria com alguém. Tenho um arsenal de beats e procuro escolher as produções que tem a ver com cada pessoa. Quando rola a identificação, o trabalho flui. Ainda não tive oportunidade de criar um instrumental feito especialmente para determinado artista.

2 – Como aconteceu o encontro entre o trampo de vocês?

Sono TWS: Já éramos amigos e tínhamos conhecimento do trabalho de cada um. Até que certo dia conversamos sobre fazer algo em parceria e mostrei algumas batidas que tinha por aqui. Depois ela me mandou uma guia e começamos a desenrolar todo o processo. Gravamos as vozes no estúdio Dubatak Records, do Jeff Boto, e mixamos a música com o Tiago Frúgoli. Ficou tudo entre amigos e acredito que isso tenha colaborado bastante para o resultado final do som.

3 – Existe a possibilidade do trampo sair em compacto ou em algum outro formato?

Sono TWS: Vamos soltar esse som na rua e esperar a repercursão. Acreditamos que nesse momento não sairá em formato físico, mas no futuro quem sabe. Talvez cortar uns dubplates para experimentar nas festas. Temos interesse em manter essa parceria, acredito que quem ouvir a faixa vai perceber a sintonia do nosso trabalho. Mostrei vários beats para a Laylah, já separamos alguns e estamos deixando a natureza ditar o tempo, sem pressa.



4 – Depois do lançamento do single, quais são os próximos passos do selo Tired Of People?

Sono TWS: Entre julho e agosto vou lançar minha próxima beat tape, We Can Get Along, em cassete e pretendo soltar em vinil. Conversei com o pessoal de fora e estou pesquisando por aqui para ver se é viável ou não. O corre é independente, tudo tem um custo para sair do papel mas teremos novidades nos próximos meses.

5 – Já tínhamos escutado você cantando em várias vertentes ao lado da banda Santa Groove e em alguns riddims, mas nunca em um boom bap cheio de referências do jazz. Como foi soltar a voz no beat do Sono e, na sua opinião, quão importante é para o artista sair da zona de conforto e transitar por diferente vertentes musicais?

Laylah Arruda: A música jamaicana é o universo onde tenho mais experiência para plantar minhas composições. Já são 12 anos de atividade no cenário Sound System e isso cria uma familiaridade cada vez maior com o reggae e todas suas vertentes. O trabalho com meus irmãos do Santa Groove me ajuda muito a explorar outras vertentes que tanto gosto, mas ainda não tinha rolado a oportunidade de realizar oficialmente.

A cultura reggae de sistemas de som é uma grande escola porque apresenta um modus operandi em que o Toaster ou Singjay (meu caso, que é a emcee melódica) precisa se virar para encaixar a voz nos riddims que o seletor toca. Nada combinado, sempre no estilo livre. Além disso, quando falamos de dubplates (músicas exclusivas encomendadas por equipes ou seletores), a demanda é alta e fazemos vários temas em um único dia de estúdio. Isso exercita a capacidade de compor na hora e ser rápida no gatilho quando apertam o REC.

Acredito que essa bagagem me possibilite navegar por outros mares de um jeito mais massa. De fato, Pequenos Templos é uma saída da zona de conforto, mas eu encaro como um revival em certo aspecto. Meu primeiro mergulho real na música, como apreciadora e arriscando pequeníssimas gravações, foi fazendo Rap. Sinto esse trabalho como uma imensa realização de sonho. Algo que devaneava na adolescência e hoje posso concretizar exatamente com a sonoridade que sempre imaginei.

6 – A letra do som fala sobre relações afetivas, que é um tema bastante discutido nos dias atuais, onde tudo vira muito instantâneo e passageiro. Qual a mensagem que você tentou passar para quem escutar a faixa?

Laylah Arruda: Que não precisamos de muito para amar, mas devemos nos permitir. Em tempos de consumo, status e egos inflados, a gente parece mais correr atrás de legitimar o nosso avatar do que dedicar espaço e energia pra amar alguém. Então Pequenos Templos cria um universo do particular, de como cada pequena e delicada atitude cria castelos de emoção. E, pelo menos pra mim, isso é amar. Sem medos, sem rodeios, simples.

Laylah Arruda | SonoTWS | Tired Of People

Programa Mangroovee #54: Marvin Gaye, Marku Ribas, Digitaldubs, Marcelo Fragoso e Cornel Campbell

Ecoada pela antena da Rádio Educativa FM no dia 29 de março, a edição de número 54 do Programa Mangroovee disparou para os quatro cantos de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, uma seleção pautada por soul, funk, samba rock, dub, reggae e rap. Caso você não conseguiu escutar o episódio pela transmissão da estação, pode ficar tranquilx aí desse lado porque nosso Mixcloud acabou de ser atualizado com a sessão em questão. Então garanta vosso café preto e aperte o play abaixo para embalar a quinta-feira com Gil Scott-Heron, Brian Jackson, Donny Hathaway, Marvin Gaye, Marku Ribas, Marcelo Fragoso, Paulinho Boca de Cantor, Augustus Pablo, Al Campbell, Cornell Campbell, Digitaldubs, Cedric “Congo” Myton, RZO, Rincon Sapiência e Froid. Compartilhe nossa saga radiofónica na sua área e ajude a firma a continuar propagando a boa música.

Programa Mangroovee #53: Especial Dia das Mulheres

Transmitido pela Rádio Educativa FM 106,7 em 8 de março, no dia das mulheres, a edição especial do Programa Mangroovee embalou uma hora de sessão na estação rio-pretense somente com artistas brasileiras. Passamos a bola para Gal Costa, Joyce, Rosinha de Valença, Thalma de Freitas, Céu, Lurdez da Luz, Marietta Massarock, Luana Karoo, Yzalú, Tássia Reis, Laylah Arruda, Maria Elvira, Flora Matos, Karol Conka e Soraia Drummond. Você só precisa apertar o play abaixo para conferir como foi o episódio em questão. Se gostar, compartilhe nosso trabalho aí na sua área. O mangue agradece!

Programa Mangroovee #52: Jay Dilla, Elza Soares, Brazilian Groove Band e Bob Marley

Seguimos firme e forte na batalha aqui desse lado para deixar vossa senhoria por dentro de tudo o que ecoou na edição de número 52 do Programa Mangroovee. Transmitido pela Rádio Educativa FM no dia 8 de fevereiro, o capítulo em questão prestou homenagem aos totens Jay Dilla e Bob Marley, que completariam aniversário na semana em que nossa atração foi ao ar.  Enquanto o primeiro bloco embala o radinho com produções de Jay Dee para The Pharcyde, Little Brother e Mood, o segundo chega com três clássicos de autoria da lenda jamaicana. Completamos a missão na tranquilidade e ainda selecionamos a rainha Elza Soares, Baiana System, Brazilian Groove Band e Helio Matheus. Você só precisa apertar o play para deixar a quinta-feira muito melhor.

Trocando ideia #16: O singjay Likkle Jota e a cultura Sound System

Oriundo da cidade de Coroados, no interior do Estado de São Paulo, Likkle Jota é um dos singjays – combinação de cantor e deejay – que vem ganhando cada vez mais espaço nos bailes promovidos por diferentes equipes de todo o país. Depois de passar alguns anos residindo em Campinas, o cantor mudou-se de vez para a capital paulista, onde coleciona apresentações ao lado de nomes como Quilombo Hi Fi e SmokeDub Posse, além de lançar os discos Ioruba Nation, de 2016, e Style N Fashion, que foi retirado do forno no último mês de março. Likkle ainda traz no currículo faixas com instrumentais assinados por Jeff Boto (Dubatak) e dubplates cortadas para sistemas de som como DeSkaReggae, Favela SS, Paz & Dub e Muamba Sounds.

Trocamos uma ideia com o protagonista da história sobre o início da caminhada, cultura Sound System, referências musicais e por aí vai. Aperte o play para conhecer o trabalho enquanto você lê mais uma entrevista na matriz do mangue.

1 – Você canta muito bem nas produções de reggae digital e também chega pesado nas sessões ao lado dos sistemas de som. Quando começou sua caminhada na música jamaicana e como surgiu a parceria com os Sound Systems?

Likkle Jota: Primeiramente, quero mandar um grande salve ao Mangroovee. É uma honra poder trocar essa ideia com vocês. Eu canto já faz um tempo e tive a chance de trabalhar com gêneros musicais como rap, samba, mpb, entre outros. Até que em 2013, quando fazia parte de um grupo chamado A RUA’NDA, fui em uma festa em Campinas, onde Flavio Rude, do Muamba Sounds, estava tocando reggae music. Me liguei que ele lançava vários instrumentais e perguntei se podia cantar. Desde então nunca mais parei. Ele me apresentou boa parte do que conheço hoje em matéria de Sound System. Também comecei a vir para São Paulo e o primeiro sistema que vi em ação foi o KASDUB, na pista de skate em Tiquatira.

2 – Ainda falando sobre a cultura Sound system, na sua opinião, qual a importância dela para o cenário do reggae nacional?

Likkle Jota: É crucial em vários aspectos. O sistema de som agrega conhecimento, referências históricas e um grande acervo musical. Acredito que as músicas tocadas nas vitrolas das festas de reggae trazem uma realidade mais próxima daquilo que vivemos no nosso cotidiano. Isso faz com que a gente coloque em prática algumas atividades que os jamaicanos também fizeram na ilha, mudando, de uma certa forma, a mensagem que chega até a sociedade.

3 – Quais são suas principais referências em matéria de emcees e produtores na música jamaicana?

Likkle Jota: Tenho como referência muitos singjays, gosto da gama de cantores vindos da Jamaica. Eccleton Jarret, Garnet Silk, Dennis Brown, Junior Reid, Nitty Gritty e outros. Além dos grandes deejays que me fogem a conta. Tenho muito respeito pelo trabalho do Knomoh (Quilombo Hi Fi), que foi quem me acolheu, produziu meus trabalhos e de vários outros artistas brasileiros. Falando sobre as produções internacionais, gosto muito do Mad Professor, Martin Cambpell e King Tubby. São mágicos.

4 – Você já comandou o microfone em diferentes bailes no Brasil. Entre todas essas combinações de som, qual foi a sessão que mais ficou marcada na memória?

Likkle Jota: Essa é difícil. Se tratando das sessões ao lado dos sounds, é muito raro quando não bate pesado. Todo baile tem sua particularidade, aquele momento que fica cravado na mente, principalmente quando canto com pessoas que deram inicio à divulgação dessa cultura no Brasil, os professores. Agradeço todas as oportunidades que foram concedidas até agora.

5 – O disco Style N Fashion apresenta novamente sua dobradinha com o produtor paulistano Jah Knomoh, que também trampou ao seu lado no registro Ioruba Nation, de 2016. Qual a importância dele em todos esses processos?

Likkle Jota: O Knomoh foi o primeiro produtor a acreditar no meu trabalho. Ao longo do tempo criamos uma amizade, morei na casa dele e vimos que gostamos de muitas coisas em comum. Somos pretos e temos a natureza como referência da luta e da força maior. Ele me ajudou muito na evolução como cantor e me ensina constantemente sobre vários aspectos do Sound System. Respect, Knomoh.

6 – Como foi todo o processo do seu mais recente álbum, Style N Fashion, e qual foi a sensação de colocar o registro na rua?

Likkle Jota: Após o lançamento de Ioruba Nation, de 2016, que é um disco mais voltado para a mensagem, bem roots music, tive a necessidade de criar algo que fizesse o povo esquecer um pouco dos problemas. Vivemos em uma babilonia que entristece, precisamos de um momento de diversão para o Eu e Eu. Resolvi homenagear os anos 80 do reggae, trazendo como referencia produções, temas e melodias da época. Após um trabalho de seis meses com riddins nacionais e internacionais, me vi na obrigação de colocar o trabalho na rua e nas plataformas digitais. Todo esse processo é muito difícil para artistas independentes, então criei um material humilde, mas de respeito, que estou entregando nos shows. A sensação final de dever cumprido é maravilhosa. Estou muito feliz com o resultado.

7 – Agora é com você, Likkle. Quem tiver afim de ter uma dubplate e levar o LJ para cantar no baile precisa fazer como? Quais são os seus contatos?

Likkle Jota: Muito obrigado pelo suporte, Mangroovee. Geral pode escutar minhas músicas nas plataformas digitais. É só pesquisar Likkle Jota no YouTube, SoundCloud, Spotify, Google Play, iTunes e por aí vai. Contatos para shows e dubplates: descendentedeleao@gmail.com ou pelo telefone (11) 9 4221-7442. Big Up e saúde a todos.

Likkle Jota

Programa Mangroovee #51: Dr Drumah, SonoTWS, Matéria Prima, Twinkle Brothers e Soul Surfers

Aos poucos vamos voltando com nossas atualizações na matriz do mangue e agora é hora de você ficar por dentro de tudo que rolou na edição 51 do Programa Mangroovee. Fizemos nossa lição de casa e despachamos até a caixa de entrada da Rádio Educativa FM um arquivo embalado por grandes artistas em matéria de beats, rap, reggae, soul e muito mais. Transmitido pela estação rio-pretense no dia 25 de janeiro, o episódio em questão apresentou aos ouvintes faixas assinadas por Sono TWS, Dr. Drumah & Kzah 04 Records, The Soul Surfers, Durand Jones & The Indications, Sinkane, Gustavo Dread, Dee, Joey Badass, Matéria Prima, Martim Campbell, Gregory Isaacs, Peter Broggs e Twinkle Brothers. Já estamos há quase dois anos trabalhando em conjunto com a Educativa na propagação da boa música. Muito obrigado a todo mundo que torna isso possível. Bom feriado!

Programa Mangroovee #50: Serena Assumpção, OQuadro, Inglês, J. Cole e King Tubby

O mês de março tá bastante corrido e tem hora que fica embaçado atualizar o site no ritmo de sempre. Em abril vamos voltar com tudo por aqui e você vai poder acompanhar nossas atualizações diárias. Embalamos o finalzinho do terceiro mês do ano com a edição #50 do Programa Mangroovee, que traz Serena Assumpção, OQuadro, Damatz, Rincon Sapiência, BK`, Inglês, Chinese Man, Atmosphere, J. Cole, Hard Rock, Culture e King Tubby. Você só precisa chegar no play abaixo e fortalecer o trabalho independente do mangue compartilhando a trilha aí na sua área também. Muito obrigado!

Trocando ideia #15: O produtor baiano Dr. Drumah e a beat tape 90 Mindz

Nosso camarada Jorge Dubman é um mano muito versátil quando o assunto é música. Além de ter feito parte de projetos como Paraum, Dubstereo e Rádio Mundi, o baiano de Salvador também comanda as baquetas do super combo IFÁ e ainda encontra tempo para lançar instrumentais sob a alcunha de Dr. Drumah. Ele já passou na matriz do Mangroovee na companhia de todas essas bandas, mas é a primeira vez que o pseudônimo do baterista desembarca aqui no site com os beats na bagagem. Lançada pelo selo 77 Rise Recordings,  dos EUA, a beat tape 90 Mindz apresenta 16 instrumentais cheios de elementos da época de ouro do ritmo e poesia. Não vamos nos alongar demais na introdução porque trocamos uma ideia com o protagonista da história e a conversa rendeu bastante. Então aperte o play para escutar o registro e tenha uma boa leitura. Salve, Dubman!

1 – Como o próprio nome 90`s Mindz sugere, a sonoridade da trilha é totalmente influenciada pela era de ouro do rap. O registro traz vários recortes de nomes do peso de Pharcyde, A Tribe Called Quest e Common, além de caixa e bumbo bem calibrados. Quais outros artistas dessa época do rap também te influenciaram? E quais nomes da nova geração também fazem sua cabeça?

Dr. Drumah: Minha intenção foi resgatar a sonoridade da Golden Era. Passei quase um ano pesquisando timbres e estudando como os produtores da época cortavam os samplers, que na sua maioria eram mais de um corte com várias combinações. Todo o processo foi importante para conseguir implantar essa atmosfera na tape. Outros artistas da época que também me influenciaram e me influenciam até hoje são Pete Rock, Buckwild (D.I.T.C.), Lord Finesse, DJ Premier, Nick Wiz, Large Professor, DJ Spinna e J Dilla. Da nova geração tem uma galera nova muito boa que costumo escutar, como o Figub Brazlevic, Budamunk, Illsug, FloFilz, Elaquent, Ras G, Shungu, Wun Two, Lewis Parker e BlabberMouf.

2 – Falando especificamente sobre beats brasileiros, quais produtores nacionais apresentam um bom trabalho na sua opinião?

Dr. Drumah: Aqui no Brasil também tem uma galera responsa. O Sono TWS, O Tiago Frúgoli, Abud, Rodrigo Tuchê, Eduardo SantozBeatwise Recordings, Calmão (Mental Abstrato), Shaolin Drunk Monk, DJ TG, Sala 70, Cabes, Lucas Pizzol, Jr. Wize, a galera da Casa Brasilis, entre outros. O Brasil precisa conhecer o Brasil.

3 – Em relação ao processo criativo da beat tape, você gravou tudo em Salvador e ia trocando ideia com os caras da gravadora pela internet? Mandou tudo pronto? Como foi?

Dr. Drumah: Produzi e mixei tudo no Kzah 04 Records, meu laboratório aqui em Salvador. Já tinha enviado uma versão pronta de como seria mais ou menos o álbum e eles me deram um prazo para finalizar o processo de mix/máster, além de alguns instrumentais que fui atualizando. Eles já sabiam qual era a proposta sonora do disco e me deram total liberdade para trabalhar. Produzi 70% dos beats no FL Studio e os outros 30% foram feitos na MPC 1000 e na SP-303.

5 – 90`s Mindz é seu primeiro trampo lançado pela 77 Rise Recordings. Como aconteceu esse encontro entre você e a gravadora? E como está sendo lançar a beat tape com o suporte dos caras?

Dr. Drumah: Isso tudo se deve ao Sono TWS, amigo responsável por fazer essa ponte e tornar a possibilidade real. Falei que estava fazendo um trabalho focado na década de 90 e queria muito lançar no formato cassette. Ele pediu para escutar e ficou de mostrar para alguns contatos dele na gringa. Certo dia ele me escreveu dizendo que o pessoal do 77 Rise Recordings tinha gostado muito e queria fazer o lançamento da trilha. O Matt Bloom, um dos sócios do label e que também é beatmaker, entrou em contato comigo e acertamos tudo.

Está sendo ótimo lançar por um selo de outro país. Já produzi algumas trilhas para artistas da cena alternativa dos EUA e Europa (Marchitect of The 49ers, Glad2Mecha, Melodiq) , mas sem essa experiencia de ter o suporte de uma gravadora, saca? Eles fazem uma ótima divulgação de todo o trabalho e conseguem atingir o público certo. A pré-venda e o feed back estão sendo ótimos. Espero que ainda venham outros trabalhos.

6 – Quem tiver afim de pegar uma cópia física precisa ficar ligado em quais endereços?

Dr. Drumah: É só entrar em contato comigo através da page Dr. Drumah & Kzah 04 Records ou no meu perfil pessoal Jorge Dubman. Lembrando também que quem quiser adquirir a fita cassette, pode fazer o pedido diretamente no BandCamp da 77 Rise Recordings.

Dr. Drumah | 77 Rise Recordings

Programa Mangroovee #49: Thiago El Niño, Jards Macalé, DuSouto, The Officials e Luiz Melodia

Já estamos quase chegando até o simbólico episódio de número #50 na Rádio Educativa FM, de São José do Rio Preto. Muito louco ver como a transmissão alcança pessoas de todos os perfis possíveis e alastra a boa música em todos os cantos da nossa cidade natal. A sessão #49 traz novas faixas do produtor Vanilla e do MC Thiago El Niño, além de sons assinados por Outkast, Jards Macalé, Du Souto, Luiz Melodia, The Officials, Abayomy, Judah Eskender Tafari, Black Uhuru e The Officials. Você também pode escutar todos os trabalhos em nossa página no Mixcloud e/ou no portal dos camaradas do Hempadão Hempada. Valeu todo mundo que fortalece!