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A arte é a arma de Rodrigo Ogi no EP Pé no Chão. Ouça na íntegra

Pode comemorar aí desse lado porque o emcee mais original do país, que você deve conhecer pela alcunha de Rodrigo Ogi, tirou da manga o terceiro trabalho solo da carreira. Depois de se firmar como um dos melhores do Brasil com os excelentes discos Crônicas da Cidade Cinza, de 2011, e RÁ!, de 2015, o ex-integrante do grupo Contra Fluxo aparece novamente ao lado do produtor Nave no EP Pé no Chão.

Como o próprio nome da trilha já dá a letra, as músicas retratam uma fase menos conturbada do paulistano, em que ele usa e abusa da arte para quebrar os muros e sobreviver em meio ao caos cotidiano. O registro deixa isso bem claro na introdução da primeira faixa, Anjo Caído, onde você confere um recorte do escritor João Antônio dizendo as seguintes palavras: “Eu não sei como é que eu viveria sem escrever. Aliás, só vale viver escrevendo. Se eu não estiver escrevendo, minha vida vai muito mal”.

Lançado especialmente no dia 24 de outubro, data que celebra um ano do nascimento do primeiro filho de Ogi, o trampo reforça novamente esse período mais maduro do rimador na segunda canção. Batizada como Nuvens, a track emociona e evidencia como o pequeno mudou a vida do rapper, fazendo ele ter as respostas necessárias para entender várias fitas como, por exemplo, a perda de mãe.

Além disso, o EP Pé no Chão ainda apresenta outras cinco músicas com participações de produtores e músicos do peso de Kiko Dinucci, Laudz, Bruno Duprê, Jeff e Laudz. Também destacamos os temas Deixe-me, Passagem e Iinsomnia2, que traz Marcela Maita, Diomedes Chinaski, Emicida e Coruja dividindo o microfone. Fora tudo isso, o vovô do rap nacional ministra outra aula em matéria de flow e caneta durante toda a audição. Chega no play porque vale muito a pena.

Rodrigo Ogi

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