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Mangroovee

Mangroovee no Ar #59: Question, El Michels Affair, Luiz Carlos Vinhas e Savave

Depois de colocarmos no ar o episódio especial sobre os 10 anos do disco Superação, do Contra Fluxo, voltamos até a matriz para continuar apresentando nossa saga pelas ondas sonoras das frequências moduladas. A sessão que colocamos aqui para trilhar a quarta-feira de vossa senhoria foi ao ar no último mês de maio, mas acabou ficando parada nas gavetas do mangue por algum tempo. Mas fizemos o resgate ontem à noite e cá estamos nós para deixar você por dentro de tudo aquilo que ecoou na Rádio Educativa FM 106.7 naquela oportunidade. Iniciamos com Luis Carlos Vinhas, André Sampaio & Os Afromandingas, BNegão, El Michels Affair, Hugh Mundell, Dennis Hamilton, Barrington Levy, Thiago Elniño, Dow Raiz, Gali, Funkeiro, Jamés Ventura, Savave, Hidden Orchestra, Question e Quantic. É só apertar o play, gente boa.

Assista ao documentário SOSEK para conhecer melhor o trabalho do artista paulistano

Com direção assinada por André Ferezini, mesmo diretor do filme sobre o tatuador Jun Matsui, o documentário SOSEK retrata um pouco da trajetória do paulistano Kadu Doy, mais conhecido nas avenidas e muros de São Paulo pelos vulgos Sosek e Pifo. Filmado basicamente no Glicério e na região central da capital paulista, o curta-metragem traz uma trilha embalada por beats de Sono TWS, Abud, Cesrv e Mjp, e aborda a história pessoal e a evolução acumulada pelo artista que já tem duas décadas de caminhada com as tintas nas mãos. Vale a pena você tirar 12 minutos do seu dia para conhecer melhor um dos trampos mais originais do Brasil quando o assunto em pauta é arte de rua.

Andre Ferezini | SOSEK

Pouca marra e muita ideia na entrevista do Ordem Natural para O Fino da Zica. Confira

Um dos canais brasileiros no Youtube com o qual mais nos identificamos, O Fino da Zica apresenta conteúdo interessante em todas as produções e entrevista vários nomes que passam despercebido pela grande mídia tupiniquim, mas que são muito melhores do que a maioria da rapaziada cheia de views na rede. Síntese, Lay, Sombra, Ogi, Amiri, Lívia Cruz, Edgar, Rico Dalasan, Inglês e Rincon Sapiência são alguns dos artistas em pauta na página deles. Semana passada foi a vez do Ordem Natural, representado por Lum, Gato Congelado e DJ Mako, colar no QG dos manos e trocar várias ideias sobre música, vivência, letras, Quinto Andar, entre outros temas. O título acima é sobre o vídeo onde eles falam sobre o lendário coletivo de rap formado também por Matéria Prima, Marechal, Shaw, De Leve e DJ Castro, mas aproveitamos a postagem e também colocamos aqui os outros três quadros que o Fino da Zica fez com o trio. Pouca marra e muita ideia, que é o que tá em falta na cena. Vale a pena chegar no play




Ordem Natural | O Fino da Zica

Ouça e baixe a beat tape Vida Nocturna, do Abud, novo lançamento da Beatwise Recordings

Release de número dezesseis do selo Beatwise Recordings, a beat tape Vida Nocturna é o terceiro lançamento do produtor/DJ Abud despachado pela gravadora. Antes da trilha que você confere hoje aqui no mangue, ele soltou as certeiras produções São Paulo Jazz Impressões e Fora do Tempo. Natural de São Paulo, mas radicado em Buenos Aires, o paulistano garimpou clássicos discos de boogie/funk/soul, picotou os samples e deu aquele talento nos timbres com as máquinas MPC2000 e SP404. A fita de batidas embala a sessão matinal na maciota ao som de dez instrumentais e um interlude. Você pode – e deve – fazer o download gratuito ou então colaborar com o quanto você ache justo (name your price) na BandCamp da Beatwise, onde também é possível marretar vossa cópia no formato k7. Pegue o café preto e aperte o play, gente boa.


Abud | Beatwise Recordings

O DJ PG comandou os toca-dicos antes do show do Thundercat, no Jazz na Fábrica. Ouça na íntegra

A lendária choperia do SESC Pompéia recebeu mais uma apresentação memorável no último final de semana. Estamos falando sobre os dois shows feitos pelo cantor, produtor e multinstrumentista Thundercat, que chegou na maior categoria na zona oeste de São Paulo e climatizou o Jazz na Fábrica com as faixas do disco Drunk, lançado no inicio do ano. Além de conferir o mano disparando temas como Tokyo, Friend Zone e Jethro, o público ainda foi presentado com o DJ PG (Elo da Corrente/Zulumbi) no comando dos toca-discos. O paulistano girou os pratos e mixou faixas de Kamasi Washington, Hubert Laws, Mayer Hawthorne, Robson Jorge & Lincoln Olivetti, NxWorries, Flying Lotus, entre outros. Você só precisa ficar à vontade aí desse lado e apertar o play abaixo para conferir a sessão completa comandada pelo deejay. Também aproveitamos o gancho e colocamos aqui o clipe do som Them Changes, um dos nossos vídeos preferidos do músico com nome de desenho.


DJ PG | Thundercat

Abra os caminhos com a mixtape Povo de Santo, do DJ Dubstrong

Deejay responsável por apresentar muita coisa para nossos ouvidos quando comandava nas antigas o blog Disco Devil, o Dubstrong também é a cabeça pensante por trás da clássica série de mixtapes Uptown Skank, onde ele mistura nomes nacionais e artistas da velha escola jamaicana nas produções. Não é nenhuma novidade aqui no mangue que a pesquisa dele em matéria de rap e reggae é uma das melhores do Brasil, mas no mês passado o paulistano surpreendeu e colocou na rede o resultado do garimpo feito pelas sonoridades afro-brasileiras na trilha Povo de Santo. A batucada da Curimba toma conta dos toca-discos é e embala a sessão com canções/pontos de Mario Castro Neves, Sergio Mendes, Orquestra Afro-Brasileira, Caboclo Marinheiro, Djalma Correa, Baianinha, UnbanDaime, Agenor Ribeiro e muito mais. Selecionado, firmado e mixado por DJ Dubstrong. AXÉ!

DJ Dubstrong

Ouça a mixtape em homenagem aos 25 anos do disco Mecca & The Soul Brother, do Pete Rock & CL Smoth

Sempre escalado pela revista Wax Poetics para criar mixtapes comemorativas quando alguns clássicos do rap completam datas simbólicas, o DJ Chris Read ligou os toca-discos novamente e atendeu mais um chamado da publicação estadunidense. Depois de prestar homenagens para obras assinadas por totens da história de De La Soul, Notorius BIG, A Tribe Called Quest e Pharcyde, agora, o deejay presta tributo ao cabuloso disco Mecca & The Soul Brother, da dupla Pete Rock & CL Smoth. Versões alternativas, sampleadas, edits e clássicos são alguns plays mixados com maestria pelo londrino em exatos 57 minutos e 7 segundos de sessão. O mano também liberou a tracklist completa, que ainda detalha o nome do sample original e em qual faixa Pedro Pedra e Mista Suave utilizaram o recorte. Chega mais, gente boa!

Wax Poetics | DJ Chris Read

O coletivo Reticência tá de volta. Ouça o single Instinto

É com grande satisfação que colamos no endereço virtual do mangue para avisar vossa senhoria sobre a volta dos nossos conterrâneos e amigos do Reticência. Formado pelos camaradas Andino, Benfa, Coleti, Drop, Fabião e Haruan e , o coletivo de São José do Rio Preto voltou às atividades na semana passada com a faixa Instinto, que coloca fim no hiato de dois anos sem lançamento da banca. Assinado pelo Projeto Sinestesia, o instrumental chega bem sujo e faz a cama perfeita para Drop, Andino, Coleti e Benfa deslizarem a levada com a categoria de sempre. Você só precisa apertar o player abaixo para se ligar na nova faixa disparada pelo estúdio Três Pontos Records e, de quebra, valorizar a música rio-pretense.

Reticência | Três Pontos Records

Trocando Ideia #18: Red Lion estreia com o excelente EP De Onde Eu Vim

Retirado do forno da Família Macaroni no final do último mês de abril, o EP De Onde Eu Vim marca a estreia do MC Red Lion em um trabalho de estúdio. O registro apresenta o leão vermelho oriundo do Jardim Zaíra, bairro da cidade de Mauá, deslizando a levada em cinco instrumentais assinados por DJ B8 (ProjetoNave), Jeff Botto, Fya Sound e Amanajé Riddims. Se você já teve a chance de ver o mano comandando o baile ao lado de equipes de som como J*Z Sound System e Paz & Dub Seletores, vossa senhoria deve ter percebido que Red Lion é um dos mestres de cerimonias mais originais da cena. Nós já tínhamos feito contato com os manos, mas, devido ao corre diário dos dois lados, conseguimos subir somente agora a entrevista aqui na matriz do Mangroovee. Sem mais delongas, aperte o play abaixo e boa leitura.

1 – Fica bem claro no título do EP De Onde Eu Vim que você tem bastante orgulho aí da sua área, o Jardim Zaíra, em Mauá. Como foi crescer por aí e, falando especificamente do bairro, quais foram suas primeiras influencias e experiencias musicais no JZ?

Red Lion: De Onde Eu vim é a vida no Jardim Zaíra, é a cultura SoundSystem Reggae aqui do Brasil. Essas são as maiores referências para esse trabalho em matéria de geografia e sonoridade. Sou filho de nordestinos e cresci no Zaíra nos anos 90. Tinham poucas favelas nessa época e algumas ruas de barro, que eram onde eu brincava com meus primos. Também nos reuníamos muito na casa da minha avó. Era muita correria para os meus pais, mas a gente não sentia isso. Primeiro veio o Reggae. Meu tio João me levou em um show do Tribo de Jah quanto eu tinha uns 14 anos. Depois veio Bob Marley e toda linhagem roots da Jamaica. O rap estava caminhando lado a lado, com vários grupos nacionais e as coletâneas do Dinamite. E logo após isso vieram os artistas do bairro, caras que admirava e queria colar, como o Fumaça e o Fyahman do J*Z SoundSysytem, Dj Voddo e Beto Malfatti, do Triplex, entre outros. Só tinha monstro. Uma banca muito pesada e talentosa.

2 – Quão importante foi para sua formação como artista fazer parte do J*Z Sounds? E, na sua opinião, qual a importância da cultura sound system em meio ao cenário do reggae?

Red Lion: No J*Z SoundSystem eu aprendi a ser MC. Conduzir o cerimonial dos bailes, rimar em diversos estilos de riddims e gravar dubplates. O J*Z é uma grande escola pra mim. Esses dias eu estava pensando como o sistema de som é parecido com a fundação do Hip-Hop. Na minha opinião, o estilo DJ/MC SoundSystem significa liberdade. As pessoas colam nos eventos de rua exatamente pelo ambiente proporcionar isso, entende? Claro que também tem a música. O reggae ecoado pelas equipes de som é mais extenso, mais denso, tem mais amplitude.

3 – Antes do lançamento do EP, o single Quem é Essa Menina? e o som Novos Tempos, onde você chega em cima do beat do BIG, já estavam nas ruas. A gente ainda não tinha escutado você rimando em cima de boom bap e gostamos bastante do resultado. Em matéria de rap, quais são suas maiores influências e o que você anda escutando ultimamente?

Red Lion: Sempre escutei muito rap. Comecei com os nacionais, ouvindo as trilhas do Espaço Rap com meu primo Dudu. Ele também me apresentou muita coisa como Planet Hemp, Tupac, Nação Zumbi, as coletâneas do Dinamite eram dele. Depois veio a febre do Wu-Tang no Zaíra. Muito rap com o Voddo, o Edel e o Chavão. Me levaram no Indie Hip-Hop, onde conheci muita gente realmente envolvida com a cultura. Os artistas favoritos foram mudando. Hoje em dia os que mais ouço são Bryson Tiller, Russ, Drake e Travis Scott Aqui do Braza eu gosto de Flora Matos, Mano Brown, Rael e Cacife Clandestino.

4 – O EP De Onde Eu Vim é o primeiro lançamento da Família Macaroni. Conta mai como surgiu a ideia da FM e quais são os próximos planos do coletivo?

Red Lion: Família Macaroni nasceu de uma brincadeira num baile do Paz & Dub, em Franca. Acho que foi um tune do Ganja Groove que falava “HolyHoly Macaroni” e essa fita virou meio que o grito de guerra, saca? Mas parece que está se tornando algo maior. Todo mundo precisa de uma Família. Então Julio Polo e eu decidimos criar a nossa, baseada nos princípios de Lealdade, Unidade e Fraternidade. Além de ser uma fraternidade, a Família Macaroni trabalha como produtora e selo. Estamos trabalhando no lançamento do meu próximo EP e vamos anunciar muita coisa nova até o final do ano.

5 – Queríamos te dar parabéns pelo trampo. Achamos o resultado muito bom, bem original. Como foi o processo criativo do trabalho e qual a sensação de colocar o EP nas ruas?

Red Lion:  Sou muito grato pelo carinho de todos que ouvem as músicas e mandam um salve. Foi muito bom todo processo de gravação com meu mano Jeff Botto. Aprendi bastante. O dia do lançamento foi foda. Os amigos colaram aqui no estúdio. Meu primeiro disco, né? Então é muito loco ver a capa, seu nome no bagulho e tudo mais. Quero aproveitar e deixar um salve para o Premier King, que é o responsável por assinar a capa e a identidade visual do EP.

6 – Existe a possibilidade do registro sair em algum formato físico? Agora é com você, Red. Deixa seus contatos para quem quiser levar a apresentação até outras áreas do país, baixar o EP e tudo mais…

Red Lion:  O EP sai na primeira semana de agosto no formato tradicional de CD. Um salve para todo mundo do Jardim Zaíra, Mauá e todos da cultura SoundSystem, Reggae e Rap. Seguimos trabalhando. Fiquem sintonizados que muito em breve tem trabalho novo a caminho. Tamo junto Mangroovee. Muito obrigado pela oportunidade!

Red Lion | Download EP De Onde Eu Vim

Mangroovee no Ar #57: Indica Dubs, Illa J, Alienação Afrofuturista, Bixiga 70 e Onra

O Mangroovee no Ar entrou pelo seu rádio no último dia 19 com o episódio de número 57, mas, se por acaso, você não conseguiu escutar a transmissão da Educativa FM, encostamos aqui na matriz para resolver essa questão de maneira rápida. É só ficar à vontade aí na sua área e apertar o play na sessão trilhada por Illa J, Onra, Dr. Drumah, Bixiga 70, Ikebe Shakedown, The Black Seeds, Mykal Rose, Koning, Indica Dubs, Sista Mary, Alienação AfroFuturista, LIL STYLA, Intruso, D Rima, Fabricio Fbc, Atentado Napalm, Ramiro Mart, Rincon Sapiência, Sant, XAMÃ, Rashid e Coruja BC1. Se gostar, compartilhe nosso trabalho aí na sua área. Só agradece!