Radiola NZ é o novo disco assinado pela Nação Zumbi. Ouça na íntegra

Não conseguimos atualizar o site com frequência durante o mês de novembro, mas voltamos hoje para deixar vossa segunda com música de primeira. Estamos falando sobre o mais recente lançamento da Nação Zumbi, que tirou do forno na sexta-feira passada o álbum Radiola NZ, onde a banda pernambucana apresenta suas próprias versões para músicas de Erasmo Carlos, Beatles, Marvin Gaye, Gilberto Gil, David Bowie, Roberto Carlos, Tim Maia, The Specials e Secos & Molhados.

Assim como fazem nas canções de Jorge Ben no projeto Los Sebosos Postizos, os caranguejos da NZ dominam o meio de campo e marcam outro golaço reinterpretando todas as faixas dos craques citados no parágrafo anterior. Na nossa opinião, além da capa assinada por ChiscoShiko, o destaque do disco fica com a produção de número 4, também conhecida como Não Há Dinheiro Que Pague, escrita pelo rei Roberto no LP O Inimitável, de 1968. Refazenda, Do Nothing, Dois Animais na Selva Suja da Rua, Tomorrow Never Knows e Sexual Healing também chegam com a cara da Nação e comprovam porque os manos continuam sendo a melhor banda do Brasil. Sem mais delongas, aperte o play abaixo e climatize o dia na sua área com o original groove do mangue.

Nação Zumbi

Abra os caminhos escutando o EP Sete Flechas, primeiro trabalho solo do Drop

Depois de aparecer na mixtape Casa Cheia;Coletivando Reflexões, do Reticência, e no álbum IndiviDUAL, ao lado do Benfa, João Lucas Sanches, ou apenas Drop, continua trilhando a ordem natural dos acontecimentos e demonstra muita evolução em todo o repertório do mais recente release despachado pelo selo Três Pontos Records. Batizado como Sete Flechas, o primeiro EP do emcee apresenta um conceito muito bem amarrado de ponta a ponta e abre os caminhos com o lendário Tião Carreiro mandando o recado em alto e bom som: “O meu nome é Sete Flechas, nó que eu do ninguém desata”.

Natural de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, o rimador segue a meta de corpo fechado para disparar outras seis flechas que ditam o ritmo com produções na conta de Eric Beatz, Coleti, JXLL e Benfa, além das participações de Lil Styla e DJ Basim. Independente da base ser boom bap ou trap, o integrante do coletivo A Farpa deixa o clima ainda mais quente em Rio Preto deslizando a levada com muita habilidade em todos os sons presentes no registro, onde ele relata como a correria diária de vários anos possibilitou o lançamento da trilha em questão.

Assinada por Matheus Mattos, a arte da capa reforça novamente a identidade da obra trazendo todas as flechas riscadas no chão da zona rural do noroeste paulista. Esse caráter espiritual entre o rio-pretense e a música também é responsável por fechar a audição do EP, que amarra de vez o nó ao som dos sagrados tambores da Curimba e com o próprio Caboclo Sete Fechas passando a real visão de toda a situação. Como Drop já dá a letra nos versos da faixa Interior, o novo trabalho sai diretamente do interior para o interior de cada ser. Então aperte o play e seja muito bem vindo ao mundo do EP Sete Flechas. Axé!

Três Pontos Records

Assinada pelo DJ Mangue, Brasil com S é a nova mixtape do Mangroovee. Ouça e baixe

Após colocarmos na rede os dois volumes da série Onda, é com imensa satisfação que encostamos aqui na matriz para avisar vossa senhoria que o novo trampo do Mangroovee tá no ar. Assinada pelo DJ Mangue, também conhecido em um passado recente como Gusta, a mixtape Brasil com S embala seu radinho somente com músicas brasileiras mocadas. Iniciamos a viagem por terras brasilis com o malungo Chico Science passando a visão na introdução, depois você confere faixas assinadas por Projetonave, Red Lion, Síntese, OQuadro, Combo X, Alienação AfroFuturista, Eskrúpulos, YOka, Indigesto, Tatiana Bispo e 3 Pilares, além de uma dubplate especial preparada pelos camaradas Digitaldubs e Jota 3.

Você só precisa garantir o café preto aí desse lado e apertar o play abaixo para escutar mais uma trilha despachada pelo nosso selo. A arte ficou na conta do nosso irmão Matheus Mattos, que também é responsável por desenvolver todas as artes dos bailes e outras ações realizadas pela firma. Muito obrigado a todo mundo que fortalece nosso corre. Original Mangroovee.

DJ Mangue

Assista ao documentário SOSEK para conhecer melhor o trabalho do artista paulistano

Com direção assinada por André Ferezini, mesmo diretor do filme sobre o tatuador Jun Matsui, o documentário SOSEK retrata um pouco da trajetória do paulistano Kadu Doy, mais conhecido nas avenidas e muros de São Paulo pelos vulgos Sosek e Pifo. Filmado basicamente no Glicério e na região central da capital paulista, o curta-metragem traz uma trilha embalada por beats de Sono TWS, Abud, Cesrv e Mjp, e aborda a história pessoal e a evolução acumulada pelo artista que já tem duas décadas de caminhada com as tintas nas mãos. Vale a pena você tirar 12 minutos do seu dia para conhecer melhor um dos trampos mais originais do Brasil quando o assunto em pauta é arte de rua.

Andre Ferezini | SOSEK

Mangroovee no Ar #58: 10 Anos do disco Superação, do Contra Fluxo

Durante os 7 anos de caminhada do Mangroovee e os 28 de vida desse que vos escreve por aqui, o disco Superação, do Contra Fluxo, é, com certeza, a trilha número 1 do nosso expediente. Escutamos todo dia pelo menos uma faixa do clássico álbum duplo lançado em 2007 pelo grupo paulistano formado por Mascote, Ogi, Munhoz, Dejavu e DJ´s Big Edy e William. Aproveitamos o aniversário de 10 anos do registro e acionamos nosso camarada Mascote para tirar do forno uma edição especial do Mangroovee no Ar sobre uma década de vida do trabalho em questão. Além do integrante do Contra, também trocamos ideia – via whats app – com Rodrigo Brandão, Dario Beats e Jamés Ventura, que são alguns dos convidados da trilha.

Gostamos bastante do episódio abaixo. É louco demais ter o aval dos caras e ajudar a propagar um trabalho tão importante na história do mangue. Logo mais, a partir das 22h, você vai poder conferir no rolê de carro a sessão na Rádio Educativa FM. Porém, se tiver afim de conferir agora, é só chegar no play. Gostaríamos de agradecer a todo mundo que fortalece nosso trabalho. Um salve especial para Mascote, Rodrigo Brandão, Jamés Ventura e Dario Beats, que toparam fazer essa edição. Vida longa ao Contra Fluxo e a todos aqueles que fazem música com o coração.

Mangroovee no Ar | Contra Fluxo

Trocando Ideia #18: Red Lion estreia com o excelente EP De Onde Eu Vim

Retirado do forno da Família Macaroni no final do último mês de abril, o EP De Onde Eu Vim marca a estreia do MC Red Lion em um trabalho de estúdio. O registro apresenta o leão vermelho oriundo do Jardim Zaíra, bairro da cidade de Mauá, deslizando a levada em cinco instrumentais assinados por DJ B8 (ProjetoNave), Jeff Botto, Fya Sound e Amanajé Riddims. Se você já teve a chance de ver o mano comandando o baile ao lado de equipes de som como J*Z Sound System e Paz & Dub Seletores, vossa senhoria deve ter percebido que Red Lion é um dos mestres de cerimonias mais originais da cena. Nós já tínhamos feito contato com os manos, mas, devido ao corre diário dos dois lados, conseguimos subir somente agora a entrevista aqui na matriz do Mangroovee. Sem mais delongas, aperte o play abaixo e boa leitura.

1 – Fica bem claro no título do EP De Onde Eu Vim que você tem bastante orgulho aí da sua área, o Jardim Zaíra, em Mauá. Como foi crescer por aí e, falando especificamente do bairro, quais foram suas primeiras influencias e experiencias musicais no JZ?

Red Lion: De Onde Eu vim é a vida no Jardim Zaíra, é a cultura SoundSystem Reggae aqui do Brasil. Essas são as maiores referências para esse trabalho em matéria de geografia e sonoridade. Sou filho de nordestinos e cresci no Zaíra nos anos 90. Tinham poucas favelas nessa época e algumas ruas de barro, que eram onde eu brincava com meus primos. Também nos reuníamos muito na casa da minha avó. Era muita correria para os meus pais, mas a gente não sentia isso. Primeiro veio o Reggae. Meu tio João me levou em um show do Tribo de Jah quanto eu tinha uns 14 anos. Depois veio Bob Marley e toda linhagem roots da Jamaica. O rap estava caminhando lado a lado, com vários grupos nacionais e as coletâneas do Dinamite. E logo após isso vieram os artistas do bairro, caras que admirava e queria colar, como o Fumaça e o Fyahman do J*Z SoundSysytem, Dj Voddo e Beto Malfatti, do Triplex, entre outros. Só tinha monstro. Uma banca muito pesada e talentosa.

2 – Quão importante foi para sua formação como artista fazer parte do J*Z Sounds? E, na sua opinião, qual a importância da cultura sound system em meio ao cenário do reggae?

Red Lion: No J*Z SoundSystem eu aprendi a ser MC. Conduzir o cerimonial dos bailes, rimar em diversos estilos de riddims e gravar dubplates. O J*Z é uma grande escola pra mim. Esses dias eu estava pensando como o sistema de som é parecido com a fundação do Hip-Hop. Na minha opinião, o estilo DJ/MC SoundSystem significa liberdade. As pessoas colam nos eventos de rua exatamente pelo ambiente proporcionar isso, entende? Claro que também tem a música. O reggae ecoado pelas equipes de som é mais extenso, mais denso, tem mais amplitude.

3 – Antes do lançamento do EP, o single Quem é Essa Menina? e o som Novos Tempos, onde você chega em cima do beat do BIG, já estavam nas ruas. A gente ainda não tinha escutado você rimando em cima de boom bap e gostamos bastante do resultado. Em matéria de rap, quais são suas maiores influências e o que você anda escutando ultimamente?

Red Lion: Sempre escutei muito rap. Comecei com os nacionais, ouvindo as trilhas do Espaço Rap com meu primo Dudu. Ele também me apresentou muita coisa como Planet Hemp, Tupac, Nação Zumbi, as coletâneas do Dinamite eram dele. Depois veio a febre do Wu-Tang no Zaíra. Muito rap com o Voddo, o Edel e o Chavão. Me levaram no Indie Hip-Hop, onde conheci muita gente realmente envolvida com a cultura. Os artistas favoritos foram mudando. Hoje em dia os que mais ouço são Bryson Tiller, Russ, Drake e Travis Scott Aqui do Braza eu gosto de Flora Matos, Mano Brown, Rael e Cacife Clandestino.

4 – O EP De Onde Eu Vim é o primeiro lançamento da Família Macaroni. Conta mai como surgiu a ideia da FM e quais são os próximos planos do coletivo?

Red Lion: Família Macaroni nasceu de uma brincadeira num baile do Paz & Dub, em Franca. Acho que foi um tune do Ganja Groove que falava “HolyHoly Macaroni” e essa fita virou meio que o grito de guerra, saca? Mas parece que está se tornando algo maior. Todo mundo precisa de uma Família. Então Julio Polo e eu decidimos criar a nossa, baseada nos princípios de Lealdade, Unidade e Fraternidade. Além de ser uma fraternidade, a Família Macaroni trabalha como produtora e selo. Estamos trabalhando no lançamento do meu próximo EP e vamos anunciar muita coisa nova até o final do ano.

5 – Queríamos te dar parabéns pelo trampo. Achamos o resultado muito bom, bem original. Como foi o processo criativo do trabalho e qual a sensação de colocar o EP nas ruas?

Red Lion:  Sou muito grato pelo carinho de todos que ouvem as músicas e mandam um salve. Foi muito bom todo processo de gravação com meu mano Jeff Botto. Aprendi bastante. O dia do lançamento foi foda. Os amigos colaram aqui no estúdio. Meu primeiro disco, né? Então é muito loco ver a capa, seu nome no bagulho e tudo mais. Quero aproveitar e deixar um salve para o Premier King, que é o responsável por assinar a capa e a identidade visual do EP.

6 – Existe a possibilidade do registro sair em algum formato físico? Agora é com você, Red. Deixa seus contatos para quem quiser levar a apresentação até outras áreas do país, baixar o EP e tudo mais…

Red Lion:  O EP sai na primeira semana de agosto no formato tradicional de CD. Um salve para todo mundo do Jardim Zaíra, Mauá e todos da cultura SoundSystem, Reggae e Rap. Seguimos trabalhando. Fiquem sintonizados que muito em breve tem trabalho novo a caminho. Tamo junto Mangroovee. Muito obrigado pela oportunidade!

Red Lion | Download EP De Onde Eu Vim

História de Disqueiro é a nova série da LRG Brasil e do selo Somatória do Barulho

Além de resgatar verdadeiras bombas dos bailes tupiniquins na série de compactos Candonga, a Somatória do Barulho também trabalha sério a serviço da música brasileira lançando represses de discos do peso do clássico Rap é Compromisso, do Sabotage, Eis o Omê, de Noriel Vilela, e Coleção Nacional, do Instituto. Capitaneado pelo camarada YôKa – cabeça pensante por trás do excelente projeto Pássaro Imigrante -, o selo preparou em conjunto com a LRG Brasil uma série de ações bem loucas para comemorar o Record Store Day, celebrado mundialmente no dia 22 de abril.

O primeiro resultado da parceria foi uma série de vídeos onde DJ Abud, Rodrigo Brandão, DJ Formiga, Hugo Frasa, Luba Construktor e Peba Tropikal relatam boas histórias que aconteceram na hora do garimpo. A collab entre as marcas também deu origem a uma camiseta, uma ecobag para os discos e um pôster ilustrado com a arte assinada por João Lavieri. Se você quiser arrematar seu pack, é só acessar o link ao final do post e garantir vosso kit – por honestos R$79,90 – na pré-venda. Como se isso não bastasse, ainda vai rolar na próxima sexta-feira festa de lançamento da collab na Patuá Discos com direito a discotecagem do mestre DJ Nuts. Grande oportunidade para vossa senhoria escutar boa música, ficar no style e ainda aumentar a coleção de long plays por aí. Vai perder?





Somatória do Barulho | LRG Brasil | Pré-venda Kit LRG x SDB

Conheça melhor a arte dos toca-discos no documentário Scratch. Confira na íntegra

Se você sentiu falta das atualizações do mangue em aneiro e fevereiro, pode ficar tranquilo aí desse lado porque a correria no nosso trampo convencional diminuiu bastante e agora vamos voltar com tudo aqui no perímetro virtual. Documentário produzido no ano de 2001, o vídeo Scratch traz direção e edição assinadas por Doug Pray, que explora o mundo do DJ na cultura hip hop desde o seu nascimento. Com depoimentos de lendas do toca-discos como Q-Bert, Mix Master Mike, Craze, X-Ecutioners, Premier, Shadow, Z-Trip, Babu e Nu-Mark, o filme retrata o nascimento da técnica de turntablism inventada – há controvérsias – por Grand Wizard Theodore e traz vários outros nomes que também aperfeiçoaram bastante os scratchs. Se você costuma acessar o Mangroovee e gosta das nossas indicações, pode chegar sem medo no player abaixo porque a película vai fazer a cabeça de vossa senhoria.

A cultura sound system vive. Assista ao curta da Coleta Filmes sobre o House Sounds

Elaborado pela produtora paulistana Coleta Filmes, o curta disponível no player abaixo apresenta a caminhada da equipe de som House Sounds, baseada na Zona Sul da cidade de São Paulo. O filme retrata como eles começaram a conhecer a cultura através dos bailes do Dubversão Sistema de Som e chega até os dias atuais, em que o time formado pelos seletores Daniel Pulga e José Roberto ocupa os espaços públicos da babilônia e climatizam o ambiente com vários discos jamaicanos. Trabalho brasileiro totalmente independente. Aperte o play porque a causa é nobre e os manos merecem vossa atenção. Vida longa!

Coleta Filmes

Assista ao novo episódio da websérie Raciocínio Quebrado, do Parteum

Já fazia um ano que o mestre Parteum não atualizava o canal do Youtube com novos episódios da websérie Raciocínio Quebrado. Durante esse intervalo, ele subiu na rede o EP Campanha, a trilha Mídia Prata/Prata e o single 01.01.16. Porém, na semana passada recebemos uma notificação no email e demos de cara com o vigésimo capítulo da saga de vídeos comandadas pelo paulistano. O integrante do Mzuri Sana apresenta outra aula de audiovisual no mais recente trabalho, que entrevista o grafiteiro Flip, o diretor One9, do documentário Time Is Illmatic, além de imagens de sessões de skate, shows, trabalhos de design e vivências com o senhor Chico Benedito, avô do Parteum. Trabalho muito bem feito…

Raciocínio Quebrado