O filme O Som do Tempo conta a história do rap carioca. Assista ao trailer

Se você acompanha nosso trampo faz tempo, provavelmente, já deve ter lido algo sobre o corre do Arthur Moura. O nosso endereço do blogspot tem até hoje as produções Paralelo 14, De Repente: Poetas de Rua e As Palavras de um Faminto. Além de trabalhar como cineasta, o carioca, que é a cabeça por trás da produtora 202 Filmes, também fez parte do Fluxo, extinto grupo de rap do Rio de Janeiro, e entende bastante sobre ritmo e poesia daquelas bandas.

O próximo lançamento assinado pelo cara, o longa O Som do Tempo, registra o desenvolvimento do movimento Hip Hop por meio de depoimentos de artistas do peso de Shaw, Marcelo D2, Slow da BF, Ret, Mahal e MC Funkero. O registro completo tem previsão para sair no mês de novembro, mas você pode ter uma ideia melhor do conteúdo apertando o play no trailer abaixo.

202 Filmes

Nos 50 anos do mestre Chico Science, confira o especial da MTV sobre o gênio de Recife.

Domingo passado não passou despercebido para àqueles que apreciam a sonoridade elaborada pela visionária turma oriunda da cidade de Recife, em Pernambuco, que fez muito barulho no início dos anos 90 com o movimento manguebeat. Se ainda estivesse por aqui, o mestre Chico Science, nossa maior influência musical, completaria no dia em questão 50 anos de vida. Feito pela MTV Brasil na época em que o canal realmente se preocupava com música, o especial MTV Chico Science traz o malungo apresentando a capital pernambucana, falando sobre o movimento, referências sonoras, além de depoimentos de nomes como Bola 8, Otto, Gilberto Gil, Du Peixe, Arnaldo Antunes, Herbert Vianna e muito mais. O groove do mangue muito bem retratado. Recomendadíssimo. Chico eterno!

Conheça o rolê de tinta da crew SMD Gang por São José do Rio Preto.

Antes da última virada de ano, fomos convidados pelos amigos da crew SMD, a.k.a. Só Muleke Doido, para acompanhar o rolê de tinta deles pelas ruas da nossa cidade, São José do Rio Preto. Nosso diretor Zeca Nabis registrou toda a base dos camaradas Leit, Pjot e Rodox nos muros e vagões que transitam no interior paulista. De quebra, vossa senhoria ainda confere 12Vince, Hyldon e Betinho fazendo a trilha de todo o bombardeio de tinta. Se achar louco, inscreva-se no canal do YouTube e fique por dentro dos outros trampos do Mangroovee em formato de vídeo. Só agradece!


 

SMD Gang | Essa Fita Memo

O primeiro episódio da série In Action, do Tags and Throws, mostra o bombardeio da dupla Skola e Mudo pelas ruas de SP.

O site Tags and Throws acabou de subir no canal deles no YouTube o primeiro episódio da nova série de vídeos assinados pelo portal, In Action. A estreia da saga apresenta o cabuloso rolê de tinta dos brasileiros Skola e Mudo pelas cinzentas ruas da capital paulista. Já faz bastante tempo que chapamos nos corres da dupla e sempre acompanhamos as produções do Tags and Throws. Vossa senhoria deve colar ali no player abaixo e conferir os manos no turno da madrugada.

NOU ADVOCATES – SUJERA

Com direção de Gabriel Cupaiolo, o primeiro episódio da websérie NOU ADVOCATES mostra o rolê do artista Sujera, a.k.a. Sujo. Nós conhecemos o trampo dele nas várias visitas que fizemos na cidade de Campinas, lugar bombardeado pelo mano e os caras da New Family Crew. O vídeo abaixo, que é ideia da marca de sprays NOU Colors com parceria da loja King Cap, de São Paulo, traz nosso camarada SonoTWS assinando a trilha sonora. Se quiser deixar o domingo muito melhor por aí, chega mais no play, gente boa.

O Desafio de Zezão (2006)

Dirigido por Patrícia Cornils, o documentário O Desafio de Zezão, de 2006, retrata o corre subterrâneo do artista Zezão, também conhecido como Vicio. Enquanto a maioria dos grafiteiros desenham nas partes mais habitáveis da cidade, Zezão escolheu as paredes do submundo de São Paulo para expor sua arte. Foi se infiltrando em esgostos e córregos cheios de baratas, cachorros em decomposição e muita água suja, que o paulistano ficou conhecido em todo o planeta com o inconfundível trampo azul feito por ele. Aperta o play aí, vai!

Exposição ”Doce Voz” transparece a sinceridade e a maturidade de Guto Silva

Por Camila Yano

Enquanto continua na infinita trajetória para descobrir quem é, de onde veio e para onde vai, o artista plástico Guto Silva pendura a experiência adquirida nessa busca na exposição “Doce Voz”, que começa nesta sexta-feira, 8/5, na Atman Tattoo Studio Art, em Rio Preto. Fruto de uma elevação espiritual, da sinceridade consigo mesmo e do contato com a “mãe do astral”, Guto diz que se sente mais maduro e esclarecido, “apesar de consciente de que está engatinhando”, para mostrar seu trabalho em telas, após um hiato de oito anos, tempo em que se dedicou exclusivamente ao graffiti.

“Com 18 anos entrei na faculdade de artes plásticas, e no segundo ano conheci o graffiti. Foi quando comecei a me dedicar exclusivamente à rua. Em 2013 retornei às pinturas em tela, mas não deixei o graffiti e nem pretendo deixar!”. Após o chamado da doce voz, o artista voltou a usar o pincel e vem reunindo peças para mostrar ao público os fragmentos de esperança, vida, carinho, união, fé, harmonia e outros princípos em que ele acredita serem benéficos ao ser e às relações com os demais. Para ele, a reunião dessas partes compõe “a essência de suas obras”.

Guto sente que não foi a voz que chegou até ele, mas sim o contrário, após se preparar para esse contato. “Essa voz nos sussurra o tempo todo, mas estamos surdos para ouvir o canto dos pássaros. Esse contato foi um chamado para eu fazer o que brota no meu coração… Arte”. Como referência desse meio, muitos artistas o inspiram. “Se for para citar nomes citaria o Hyper, Enivo, Boleta, Hygraff, Nunca e meu mano de rua Raphael Gaudio”. Gaudio, ou GDO, virou parceiro de Guto na Atman, onde os dois recentemente começaram a trabalhar com outro tipo de tinta, eternizando, assim, suas obras na pele das pessoas.

Em matéria de música, o artista varia entre grooves, reggae, chill out, rap, new age e música brasileira, mas ele afirma que o que mais o eleva durante a produção são as canções sagradas e espirituais como mantras, hinos, pontos de umbanda, ícaros, cânticos indígenas etc. Entre outras fontes, ele acredita que a cidade influencia a arte de certa forma. “O que mais me inspira em Rio Preto são minhas relações, as pessoas que conheci na minha caminhada, os lugares por onde passei, e o mais importante, o que aprendi com tudo isso”.

O vernissage de Doce Voz começa às 20h na Atman Tattoo Studio Art, localizada na Rua São Domingos, 664, Jardim Alto Rio Preto. A exposição ficará disponível até o dia 19 de junho, de segunda a sexta, das 9 às 19 horas, e aos sábados, das 10 às 14 horas. Para admirar e/ou adquirir as obras é só chegar, a visitação é gratuita. Para mais informações, ligue (17) 3363-2343. Support your locals!

Guto Silva

Red Bull – Diggin In The Carts

Sempre envolvida com vários assuntos abordados aqui no Mangroovee, a marca de energético Red Bull bolou uma das séries mais originais que a gente já viu em matéria de música e games. A produção Diggin In The Carts entra de cabeça nas primeiras trilhas sonoras criadas para jogos e conta como os produtores japoneses criaram sons para títulos como Tetris, Street Fighter, Pac Man, Final Fantasy, Donkey Kong e Castlevania. Entre uma entrevista e outra com os nipónicos, você também confere produtores do peso de Flying Lotus, Thundercat e J Rocc. Muito louco mesmo. É só apertar o play nos três episódios abaixo…


 


 


 
Red Bull Games – Site

Videos

Urban Isolation

E se a cidade fosse feita somente para skatistas transitarem com seus carrinhos pelo perímetro urbano? O vídeo Urban Isolation, feito em parceria pelo site theberrics.com e a loja online The Red, retrata exatamente esse contexto. A gente não sabe como, mas o diretor Russell Houghten conseguiu esvaziar a cidade de Los Angeles e captou excelentes imagens dos manos Jordan Taylor, Tom Karangelov, Tyler Surrey, Jordan Trahan e Kai Gormsen mostrando toda a base deles em cima da tábua de madeira e dois eixos. Assiste aí.

Urban Isolation from Russell Houghten on Vimeo.

Arte

Itinerário da Tinta

Depois de fazer parte por dois anos da feira de cultura da cidade de Tanabi, no interior de São Paulo, nosso camarada Rafael Cubone, representante da 1 Só Crew, acabou não participando da última edição do evento. E foi exatamente a partir disso que o grafiteiro maquinou o cerebelo e armou um esquema muito mais original do que o espaço normalmente cedido pela prefeitura às intervenções urbanas nas festividades do município.
 
Cubone colocou a mão na massa e descolou um ônibus que estava partindo de Araraquara com direção até Tanabi. Na hora de bombardear o bumba com um arsenal de tinta, Rafael movimentou toda a região do noroeste paulista e artistas de São José do Rio Preto, Votuporanga e Nova Granada deixaram o coletivo muito mais louco. Confira abaixo o resultado do trampo, além de uma ideia que a gente trocou com o mano. Nós por nós!

[meteor_slideshow slideshow=”bumba”]

 
1 – Quais são suas referências artísticas e como começou sua caminhada?
Cubone: Hoje minhas referências são Kobra, OsGêmeos, Sung e Belim. Comecei a pintar por estar envolvido com a cultura hip-hop quando morei em São Paulo e passei a jogar basquete de rua.
 
2- Como é pintar no interior paulista?
Cubone: Quando dei início aos trabalhos aqui em Tanabi não tinha nada de graffiti. Foi mais na raça e sem muito conhecimento, mas eu queria pintar algo relacionado aos trampos de rua. Depois de uns dois anos pintando sozinho, conheci a galera de Rio Preto e ai as coisas foram melhorando. Aos poucos a gente se organiza.
 
3 – Qual o próximo plano agora? Tem limite?
Cubone: Ano passado, quando pintei um carro, uma equipe de televisão registrou o trabalho e me fizeram a mesma pergunta. A arte não tem limites. As barreiras só aparecem por causa da preguiça e o trampo que desenvolvo é uma cultura de resistência. O graffiti me faz sentir vivo e vou continuar nessa caminhada por muito tempo.
 

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