O MC Djonga chega com os dois pés na porta no disco Heresia. Ouça na íntegra

Não é tarefa fácil se destacar em um grupo onde os outros integrantes são Fabrício FBC, Clara Lima, Hot, Oreia e Coyote Beatz. E é exatamente isso que o Djonga consegue fazer com suas rimas na DV Tribo, uma das bancas mais originais da atual cena do rap tupiniquim. O MC de Belo Horizonte ecoou pela primeira vez nas caixas do mangue no som O Bom Maluco, produzido pelo lendário DJ Hum. Mas foram as participações dele no cypher Poetas no Topo, no remix Atleta do Ano, do MOB 79, e, principalmente, as linhas no single Diáspora que chamaram bastante nossa atenção. Citando referências da sétima arte como Tarantino e Spike Lee, além de escritores do calibre de Pablo Neruda e Mário Quintana, Djonga sempre chega pesado na caneta e ainda tem muita habilidade na hora de deslizar a levada sobre os beats.


Toda essa versatilidade fica comprovada mais uma vez nas 10 faixas do disco Heresia, que marca a estreia do mineiro em um registro solo. Lançado ontem pelo selo Ceia Ent, o álbum já encosta bem elegante na capa fazendo referência ao clássico disco Clube da Esquina, de Milton Nascimento e Lô Borges, além de ser embalado com batidas assinadas por Pizzol, Coyote, El Lif, DJ Murilo, DK Cost e Slim Beatz. Enquanto vários produtores somaram nos instrumentas, Djonga segurou a bronca praticamente sozinho nas linhas e convidou o BK para fazer o refrão de O Mundo É Nosso, a cantora YodaBren na track Santa Ceia e FBC tomou conta do interlúdio Irmãos de Alma.

O discurso de Djonga é uma injeção de ânimo aos seus semelhantes e coloca o dedo na ferida dos responsáveis pelas mazelas da sociedade brasileira. Independentemente da base ser trap ou boom bap, ele dispara o papo reto sem dificuldade nenhuma em todas as músicas do repertório. Entre elas, destacamos as faixas de número 3, 5, 6, 7 e 10. Aconselhamos que vossa senhoria pegue seu fone de ouvido e aperte o play para tirar suas próprias conclusões sobre a obra. E pergunta que fica é: “Como você se sente vendo um preto em ascensão?”.

Trocando ideia #15: O produtor baiano Dr. Drumah e a beat tape 90 Mindz

Nosso camarada Jorge Dubman é um mano muito versátil quando o assunto é música. Além de ter feito parte de projetos como Paraum, Dubstereo e Rádio Mundi, o baiano de Salvador também comanda as baquetas do super combo IFÁ e ainda encontra tempo para lançar instrumentais sob a alcunha de Dr. Drumah. Ele já passou na matriz do Mangroovee na companhia de todas essas bandas, mas é a primeira vez que o pseudônimo do baterista desembarca aqui no site com os beats na bagagem. Lançada pelo selo 77 Rise Recordings,  dos EUA, a beat tape 90 Mindz apresenta 16 instrumentais cheios de elementos da época de ouro do ritmo e poesia. Não vamos nos alongar demais na introdução porque trocamos uma ideia com o protagonista da história e a conversa rendeu bastante. Então aperte o play para escutar o registro e tenha uma boa leitura. Salve, Dubman!

1 – Como o próprio nome 90`s Mindz sugere, a sonoridade da trilha é totalmente influenciada pela era de ouro do rap. O registro traz vários recortes de nomes do peso de Pharcyde, A Tribe Called Quest e Common, além de caixa e bumbo bem calibrados. Quais outros artistas dessa época do rap também te influenciaram? E quais nomes da nova geração também fazem sua cabeça?

Dr. Drumah: Minha intenção foi resgatar a sonoridade da Golden Era. Passei quase um ano pesquisando timbres e estudando como os produtores da época cortavam os samplers, que na sua maioria eram mais de um corte com várias combinações. Todo o processo foi importante para conseguir implantar essa atmosfera na tape. Outros artistas da época que também me influenciaram e me influenciam até hoje são Pete Rock, Buckwild (D.I.T.C.), Lord Finesse, DJ Premier, Nick Wiz, Large Professor, DJ Spinna e J Dilla. Da nova geração tem uma galera nova muito boa que costumo escutar, como o Figub Brazlevic, Budamunk, Illsug, FloFilz, Elaquent, Ras G, Shungu, Wun Two, Lewis Parker e BlabberMouf.

2 – Falando especificamente sobre beats brasileiros, quais produtores nacionais apresentam um bom trabalho na sua opinião?

Dr. Drumah: Aqui no Brasil também tem uma galera responsa. O Sono TWS, O Tiago Frúgoli, Abud, Rodrigo Tuchê, Eduardo SantozBeatwise Recordings, Calmão (Mental Abstrato), Shaolin Drunk Monk, DJ TG, Sala 70, Cabes, Lucas Pizzol, Jr. Wize, a galera da Casa Brasilis, entre outros. O Brasil precisa conhecer o Brasil.

3 – Em relação ao processo criativo da beat tape, você gravou tudo em Salvador e ia trocando ideia com os caras da gravadora pela internet? Mandou tudo pronto? Como foi?

Dr. Drumah: Produzi e mixei tudo no Kzah 04 Records, meu laboratório aqui em Salvador. Já tinha enviado uma versão pronta de como seria mais ou menos o álbum e eles me deram um prazo para finalizar o processo de mix/máster, além de alguns instrumentais que fui atualizando. Eles já sabiam qual era a proposta sonora do disco e me deram total liberdade para trabalhar. Produzi 70% dos beats no FL Studio e os outros 30% foram feitos na MPC 1000 e na SP-303.

5 – 90`s Mindz é seu primeiro trampo lançado pela 77 Rise Recordings. Como aconteceu esse encontro entre você e a gravadora? E como está sendo lançar a beat tape com o suporte dos caras?

Dr. Drumah: Isso tudo se deve ao Sono TWS, amigo responsável por fazer essa ponte e tornar a possibilidade real. Falei que estava fazendo um trabalho focado na década de 90 e queria muito lançar no formato cassette. Ele pediu para escutar e ficou de mostrar para alguns contatos dele na gringa. Certo dia ele me escreveu dizendo que o pessoal do 77 Rise Recordings tinha gostado muito e queria fazer o lançamento da trilha. O Matt Bloom, um dos sócios do label e que também é beatmaker, entrou em contato comigo e acertamos tudo.

Está sendo ótimo lançar por um selo de outro país. Já produzi algumas trilhas para artistas da cena alternativa dos EUA e Europa (Marchitect of The 49ers, Glad2Mecha, Melodiq) , mas sem essa experiencia de ter o suporte de uma gravadora, saca? Eles fazem uma ótima divulgação de todo o trabalho e conseguem atingir o público certo. A pré-venda e o feed back estão sendo ótimos. Espero que ainda venham outros trabalhos.

6 – Quem tiver afim de pegar uma cópia física precisa ficar ligado em quais endereços?

Dr. Drumah: É só entrar em contato comigo através da page Dr. Drumah & Kzah 04 Records ou no meu perfil pessoal Jorge Dubman. Lembrando também que quem quiser adquirir a fita cassette, pode fazer o pedido diretamente no BandCamp da 77 Rise Recordings.

Dr. Drumah | 77 Rise Recordings

Vídeos da semana: Joey Baddass, Chinaski, Coruja, Monkey Jhayam, Jeru Banto e Freddie Gibbs

Já fazia uma cota que não estávamos conseguindo, mas nesta semana atualizamos a matriz do mangue todos os dias e, como você sabe, colamos na sexta-feira com nossos lançamentos preferidos em matéria de vídeo. Iniciamos a viagem com a caneta pesada do mano Joey Badda$$ no clipe de Land of the Free, single do próximo disco dele, ALL-AMERIKKKAN BADA$$. Depois apresentamos duas dobradinhas nacionais. A primeira marca a conexão São Paulo – Recife no excelente tema O Aprendiz, onde Diomedes Chinaski e Coruja BC1 deslizam a levada no elegante instrumental assinado pelo Bolin. E a segunda reunião embala a sessão com dois grandes nomes da cultura sound system tupiniquim, o paulistano Monkey Jhayam e o carioca Jeru Banto somam forças na canção Sistema de Irmão, que traz Jeff Boto na produção. Finalizamos por aqui com Freddie Gibbs gastando o flow no audiovisual do som Crushed Glass, presente no repertório do novo álbum You Only Live 2wice. Se vossa senhoria sentiu falta de algum trabalho, é só deixar seu salve nos comentários abaixo. Caso tenha curtido, comente também e apresente nosso site para seus amigos. Bom final de semana, gente boa.




Joey Baddass | Chinaski | Coruja BC1 | Monkey Jhayam | Jeru Banto | Freddie Gibbs

Mariana é o primeiro single do próximo disco do Elo da Corrente, Rosa de Jericó. Ouça

Depois de lançar a pepita Cruz, um dos melhores álbuns do ano de 2014, o Elo da Corrente arregaçou as mangas novamente e acabou de colocar nas ruas o som Mariana. A faixa é a primeira amostra de como o trio paulistano formado por Caio, Pitzan e DJ PG vai chegar no próximo disco, Rosa de Jérico. Não sabemos ao certo se o trabalho completo será assim, mas, pelo menos no single, o Elo continua misturando com maestria produções digitais e instrumentos musicais na mesma receita. Se o instrumental produzido pelo PG fica ainda melhor com Kiko Dinucci na guitarra e Anderson Quevedo nos metais, os versos de Caio e Pitzan também chegam pesados e encontram a lendária cantora Geovana no refrão. Um verdadeiro tapa na cara da fedida burguesia brasileira, a letra foi concebida no dia internacional da mulher e fala sobre uma tal Mariana que com toda a certeza vossa senhoria já ouviu falar. Música com conteúdo. Vida longa, Elo da Corrente!

Elo da Corrente

Escute e baixe a mixtape feita pelo DJ Makô para a marca Nation Creation

Maluco sangue bom que sabe muito sobre a arte dos toca-discos, o paulistano DJ Makô era o responsável por girar os pratos no lendário coletivo Subsolo e, atualmente, comanda as carrapetas do grupo Ordem Natural. Além disso, Makoto também apresenta um trabalho muito bem feito em matéria de instrumentais e ainda mantém o nível lá em cima quando o assunto na pauta é mixtape. Depois de lançar a excelente Brazilian Mixtape: Eu Sou Daqui!, o deejay foi convidado pela marca Nation Creation para desenrolar o play Underground Culture. A collab entre os dois rendeu uma camiseta e é outra parceria estabelecida pela empresa de street wear, que também coleciona parceria com nomes como Don Cesão, Rodrigo Brandão e UKYIO Beat Tapes.

O próprio Makoto explica melhor o processo de criação: “Quase todas as músicas foram retiradas de vinis com excessão do som Good Times, cedido pelo ROE, MC que conheci pelo Instragram e achei que tinha a ver com a vibe do projeto. Além das faixas A Tarde Chuvosa (Quinto Andar, 2008), remix feito em parceria com o MC Lum, e Nutshell, do finado Phife (RIP), cuja a base é produzida pelo J. Dilla. A arte do encarte ficou na conta do artista japonês Essu, de Tokyo“.

É só chegar no play e arrematar vossa cópia virtual dentro do próprio player do SoundCloud.

DJ Makô | Nation Creation

Conheça melhor a arte dos toca-discos no documentário Scratch. Confira na íntegra

Se você sentiu falta das atualizações do mangue em aneiro e fevereiro, pode ficar tranquilo aí desse lado porque a correria no nosso trampo convencional diminuiu bastante e agora vamos voltar com tudo aqui no perímetro virtual. Documentário produzido no ano de 2001, o vídeo Scratch traz direção e edição assinadas por Doug Pray, que explora o mundo do DJ na cultura hip hop desde o seu nascimento. Com depoimentos de lendas do toca-discos como Q-Bert, Mix Master Mike, Craze, X-Ecutioners, Premier, Shadow, Z-Trip, Babu e Nu-Mark, o filme retrata o nascimento da técnica de turntablism inventada – há controvérsias – por Grand Wizard Theodore e traz vários outros nomes que também aperfeiçoaram bastante os scratchs. Se você costuma acessar o Mangroovee e gosta das nossas indicações, pode chegar sem medo no player abaixo porque a película vai fazer a cabeça de vossa senhoria.

Mangroovee no Ar #49: Thiago El Niño, Jards Macalé, DuSouto, The Officials e Luiz Melodia

Já estamos quase chegando até o simbólico episódio de número #50 na Rádio Educativa FM, de São José do Rio Preto. Muito louco ver como a transmissão alcança pessoas de todos os perfis possíveis e alastra a boa música em todos os cantos da nossa cidade natal. A sessão #49 traz novas faixas do produtor Vanilla e do MC Thiago El Niño, além de sons assinados por Outkast, Jards Macalé, Du Souto, Luiz Melodia, The Officials, Abayomy, Judah Eskender Tafari, Black Uhuru e The Officials. Você também pode escutar todos os trabalhos em nossa página no Mixcloud e/ou no portal dos camaradas do Hempadão Hempada. Valeu todo mundo que fortalece!

Trocando ideia #14: O MC Matéria Prima lança o vídeo de Sai Na Marra

A última semana foi bastante agitada porque estávamos correndo com a produção do nosso primeiro baile na Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte, onde estamos morando desde o início de 2016. E como já nos recuperamos da celebração, voltamos aos trabalhos virtuais para atualizar o site com a mais recente entrevista feita pelo mangue. Referência no nosso expediente desde sempre, o Matéria Prima, ex-integrante dos coletivos Quinto Andar e Subsolo, é mais uma vez a bola da vez na matriz.

Depois de lançar no mês passado o excelente disco 2 Atos, que traz produção musical na conta de Gui Amabis (Instituto), o MC mineiro abasteceu o YouTube no último dia 15 com o excelente clipe da faixa Sai Na Marra. Assinado pelo diretor Gustavo Amaral, responsável por dirigir também o clipe de Hahaha, do Rodrigo Ogi, o vídeo embala a levada de Matéria Prima com várias imagens de filmes blaxploitation.

Tínhamos trocado uma ideia com o protagonista da história em janeiro, logo depois do lançamento do álbum, mas devido à correria de ambos os lados, só conseguimos colocar agora a conversa no ar. Então chega no play para conferir a produção audiovisual e escute o álbum completo enquanto você lê a entrevista.

1 – A gente tá ligado no seu som desde a época do Quinto Andar. Você também fez parte do Subsolo, lançou EP e disco em carreira solo, além do trampo nos vocais da banda Zimun. Todos esses trabalhos sempre foram ligados ao rap. O disco 2 Atos bebe dessa fonte, mas você também sai da zona de conforto nas composições e solta a voz sobre diferente instrumentais, principalmente nas cinco primeiras faixas. Como foi o processo de criação e, na sua visão como artista, quão importante é sair dessa zona de conforto e se arriscar em outros estilos musicais?

Matéria Prima: Não estagnar. O risco se dá pela necessidade de descobrir os limites. O rap é um emaranhado de influências e a gente pode se espelhar de uma forma mais nítida em uma ou outra. O processo de criação é o reflexo disso. Esse disco foi feito em parceria com Gui Amabis na produção e participaram também Regis Damasceno, Dustan Gallas, Rica Amabis e Samuel Fraga. Um encontro muito interessante para fazer música, ainda mais vindo do rap, em que tudo é mais instintivo. Faço parte do Zimun, de Belo Horizonte, que ao longo do corre me proporcionou mais maturidade no desenvolvimento tanto da escrita quanto no canto.

2 – Na faixa 9, Sai na Marra, você cita o OGI, um dos nomes do rap nacional que também consegue transitar com naturalidade por diferentes vertentes sonoras. Na sua opinião, quais outros artistas da cena tupiniquim fazem isso de maneira bem feita?

Matéria Prima: Sombra, Criolo, Tassia Reis, Neto (Síntese), Black Alien, Lurdez da Luz, Elo da Corrente, Rodrigo Brandão, são alguns que experimentam e transitam bem entre outras vertentes sonoras.

3 – Ainda falando sobre o universo fora do rap. O que você escuta direto que os fãs das suas rimas não imaginam?

Matéria Prima: Porra, um monte de coisa. Tem fases. Tem hora que é puro rap, tem outra que é Christopher Cross, Chicano Batman, Little Beaver, Juçara Marçal, Gilberto Gil, Kiko Dinucci e por aí vai.

4 – O rap de Belo Horizonte também vem sendo muito bem representado por bancas como DV Tribo e Posse Cutz. Quem mais aí da área merece uma atenção especial?

Matéria Prima: Abu, Castilho, Well, Roger Deff, Shabê, Kainna Tawa, Tamara Franklin, Douglas Din e Kali. Somente citando alguns que estão na cabeça agora.

Matéria Prima | Zimun

Mangroovee no Ar #48: DowRaiz, Pedra Branca, Dona Onete, The Dynamics e Rael

Um pouco antes da última virada de ano, mais precisamento no dia 21 de dezembro, comandamos os controles da Rádio Educativa FM em nossa sessão de número 48 e selecionamos faixas de DowRaiz, Pedra Branca, Thievery Corporation, THE DYNAMICS, The Wailing Souls, Planet Hemp, Leões de Israel, Rael, Black Alien, Daniel Yorubá, Dona Onete, Gilberto Gil, Gerson King Combo e Neguedmundo. Fique atento porque logo mais vamos chegar até o episódio #50 e tem novidade a caminho. Mostre nosso trabalho para sua família e amigos aí na sua área. O mangue agradece!

Programa Mangroovee

Thiago Elniño abre os caminhos com o excelente disco A Rotina do Pombo. Ouça e baixe

Conhecemos o trabalho do Thiago Elniño há três anos, quando ele subiu o clipe do som Meu Amigo Branco, que traz o sample da clássica faixa de mesmo nome da cantora Márcia Maria. Depois foi a vez dele aparecer rimando na batida assinada pelo curitibano Nave, na excelente produção Diáspora, onde ele chega certeiro como a flecha de Oxossí e fortalece as raízes africanas colocando o dedo na ferida em pautas como racismo e desigualdade social. A partir dai ficamos atentos a todos os lançamentos assinados pelo MC de Volta Redonda, no Rio de Janeiro, e nos ligamos na última sexta-feira no primeiro disco dele.

Concebido na semana passada, o álbum A Rotina do Pombo é uma viagem sonora até as matrizes da Mama África que resulta em instrumentais influenciados pela música negra e cheios de elementos do reggae e do afrobeat. Totalmente à vontade e com muita propriedade dentro desse contexto, Elniño chega de corpo fechado e mente aberta passando a visão nas 15 faixas presentes no repertório da trilha. Os toca-discos fazem o papel dos sagrados tambores da Curimba e os Orixás abençoam a caneta do mano com letras do peso de Pedagoginga, Condado dos Surdos, Ubuntu, Não Conforme, A Cidade e o Movimento, Quem É O Movimento, entre outras.

O registro eleva o nível e fica ainda mais singular com as participações de Sant, Rincon Sapiência, Kmkz, Flávio SantoRua, Raony, Keops da Medulla, Tamara Franklin, Douglas Din e Vitor Norat. Você pode – e deve – fazer o download gratuito de A Rotina do Pombo ao final do post. Também aproveitamos para colocar aqui embaixo os dois vídeos citados no primeiro parágrafo. Então se quiser conhecer melhor o corre do protagonista da história, encosta em todos os players porque vale muito a pena. Axé, Thiago Elniño.



Thiago Elniño | Download – A Rotina do Pombo