Vídeos da semana: BaianaSystem, Siba, Rato & Ralph, Sono TWS e Chinese Man

Ontem foi uma data especial. Além de ser dia de Iemanjá, o saudoso mestre Chico Science completou 20 anos longe do plano terrestre e o BaianaSystem ainda deixou a quinta-feira bem melhor lançando o cabuloso vídeo do single Invisível. Aproveitamos a parada pelas férteis terras nordestinas e também selecionamos o trampo O Inimigo Dorme, do pernambucano Siba.

Embarcamos pelas estradas tupiniquins até o interior de São Paulo, na cidade de Taubaté, onde garimpamos o clipe RapFlowJazz, da dupla Rato & Ralph. Esticamos mais algumas horas de carro para estacionar em Jundiaí e sair de lá com o audiovisual do instrumental Látex, presente na beat tape Street Talk, do nosso camarada Sono TWS.

Depois de todo esse rolê, quando finalmente chegamos na firma, tinha um PAX despachado pelos franceses do projeto Chinese Man com o filme da produção Escape, que faz parte do repertório do novo release Shikantaza. É só chegar nos players e entrar no clima do final de semana.





BaianaSystem | Siba | Rato & Ralph | Sono TWS | Chinese Man

Trocando ideia #13: O MC Pok Sombra lançou o disco Cartão Postal

No finalzinho de 2016, mais precisamente no dia 24 de dezembro, o MC Pok Sombra e o produtor Dario somaram forças e retiraram do forno o disco Cartão Postal. Já acompanhamos o trabalho dos dois há algum tempo e deixamos uma entrevista engatilhada com o rapper da cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Porém, como o início de 2017 tem sido bastante corrido, só conseguimos atualizar o mangue agora. Então, sem mais delongas, aperte o play abaixo e deixe o álbum climatizar o ambiente enquanto vossa senhoria lê a primeira entrevista do ano no Mangroovee.

1 – A faixa 100 Rap, do Zero Grau Kingz, foi seu primeiro som com o Dario? Como surgiu a ideia de fazer o álbum inteiro com ele?

Pok Sombra: Esse foi o primeiro som lançado na rua, mas já tínhamos outras guias gravadas que ainda estavam na gaveta. Eu estava trabalhando em algumas faixas com ele lá em Curitiba na mesma época que rolou a sessão com o ZGK e o Shaw. Então acabou dando certo juntar todo mundo e gravar o som. A ideia de fazer o disco veio a partir de umas músicas que bolamos pensando inicialmente para um EP com o nome de Da Água ao Vinho. Mas aí a parada rolou de forma tão natural que ele falou sobre gravar o álbum.

2 – Você mora em Pelotas, no RS, e o Dario na capital paranense. As gravações foram feitas à distância ou você passou um tempo em CWB

Pok Sombra: Fiquei alguns dias em Curitiba. Foram três sessões em um total de nove horas, onde trabalhamos pesado e gravamos 14 faixas. Uma delas acabou sendo retirada por motivos pessoais, ideias que eu não concordava mais em passar adiante. A faixa Rua 11, gravada em Pelotas, entrou no lugar dela e ainda ajustamos alguns detalhes lá na sweet home, como as vozes da Juliana Costa e a introdução feita pelo Zudizilla. A distância entre as duas cidades – 992 km – foi um fator que dificultou um pouco, mas a internet também ajudou bastante o processo. Recebi cerca de 40 instrumentais assinados pelo Dario e tive total liberdade para desenvolver meu rap.

3 – Na faixa Rua 11 você fala sobre o inicio da sua caminhada e relata influências musicais que rolavam na sua casa. O que mais você escuta fora do universo do rap?

Pok Sombra: Eu retrato o rolê pelo meu bairro na época de guri. Falo sobre grupos e artistas como Senzala, Cor Brasil, Tim Maia, Gal Costa, Gilberto Gil e muito mais. Sou fissurado em Roy Ayers, Dexter Wanzel, FunkadelicMilton NascimentoArthur Verocai, Max de Castro, Kool and The Gang e José Mauro. Todo mundo deveria conhecer a obra da minha conterrânea Giamarê, uma das pessoas mais especiais que já conheci. Se eu ficar citando, vou falar mil coisas e a lista nunca vai ter fim. Mas esses são alguns  que não canso de ouvir.

4 – O disco tem uma estética bem anos 90, com o Dario assinando produções no original estilo boom bap. O que você acha da onda do trap no cenário do rap atualmente? E, na sua opinião, quais artistas fazem bonito na hora de deslizar a levada sobre as bases de trap?

Pok Sombra: O disco saiu com essa sonoridade de maneira natural porque acabei usando os beats que conversavam melhor com minhas ideias. Acho legal o trap, mas penso que a galera ainda tá descobrindo qual a melhor maneira de encaixar o flow, criar os instrumentais e tudo mais. Independente de qual seja o estilo, só espero maturidade da galera envolvida nas músicas. Gosto de MC´s como Makalister, Nome Santo, ambos de Santa Catarina, além do BK e meus manos do Outro Nível. O Rincón Sapiência chegou passando por cima de todo mundo no single Ponta de Lança e o Zudizilla faz trap de um jeito que ainda não vi ninguém fazer.

Na verdade não sou especialista sobre o tema. Eu era meio chato com o lance de fazer barulho demais e não falar porra nenhuma. Tem mano falando merda somente para se manter na cena. Isso é feio demais com quem se preocupa em ser honesto com o público e consigo mesmo. Tenho vergonha de muita coisa que fiz e aos 28 anos não posso mais errar. Agora é hora de aproveitar esse momento hype e disparar uma porrada de ideia certa na cabeça da gurizada.

5 – O que mais a gente pode esperar do Pok Sombra

Pok Sombra: Tem clipe finalizado e um EP quase pronto. Acabamos de encerrar o vídeo da música Reconstruir, feito pelo Julian Eduardo, meu amigão de Porto Alegre, guri sangue bom que trabalha com uma visão bem de rua. Sou skatista e fiquei felizão depois de ver o trabalho pronto. Espero que a rapaziada goste. Quero agradecer ao Mangroovee pelo espaço e pela paciência. Andei viajando e não tinha tempo de responder, mas agora deu certo. Abraços da galera da Sweet Home. Nos aguardem!

Pok Sombra | Dario

Escute e baixe Vignettes, a nova trilha do produtor Damu The Fudgemunk

Se ontem nós atualizamos a matriz do mangue com os elegantes beats do Sono TWS, hoje é hora de deixar vossa senhoria por dentro de outro registro cabuloso pautado por batidas, no caso, o novo release do mago Damu The Fudgemunk. A trilha Vignettes, disponível em forma de vinl, fita cassete e cd, apresenta o capitão da Redefinition Records ministrando mais uma verdadeira aula em matéria de instrumentais. Assim como na série sonora How It Should Sound, Damu tira a poeira da coleção de discos dele para picotar os samples e recortar vários diálogos sobre o arsenal de boom baps. Ao lado da lenda Pete Rock, mista The Fudgmunk é o nome que mais agrada nossos ouvidos quando o assunto é beatmaker. Se o trampo também fizer a cabeça de vossa senhoria, é só fazer o download dentro do próprio player e dar o share aí na sua área.

Damu The Fudgemunk

Street Talk, do Sono TWS, é a beat tape de estreia do selo Tired Of People

Trabalhando sempre em ritmo pesado e bem mocado ali pelos lados de Jundiaí, no interior de São Paulo, nosso camarada Sono TWS tirou da manga na semana passada o excelente registro Street Talk. Depois de lançar trilhas por gravadoras como Us Natives Records, Beatwise Recordings e UKIYO Beat Tapes, o produtor coloca nas ruas o primeiro release do selo Tired Of People, que é capitaneado pelo próprio Sono.

Armado com as máquinas Emu Sp-12 Turbo, Akai S950 e Sp303, o beatmaker calibrou caixa e bumbo em perfeita sintonia para embalar o expediente de vossa senhoria ao som de 19 instrumentais que bebem diretamente da inesgotável fonte do rap oriundo dos anos 90. Pautada também pela cultura do sample, a produção apresenta recortes do soul/jazz e traz instrumentais que precisam de, no máximo, 2 minutos e 33 segundos para fazer sua cabeça.

Em matéria de beats, podemos afirmar com toda certeza que o Sono é o produtor nacional que mais agrada nossos ouvidos. E ficamos ainda mais convictos em relação a isso depois da audição da trilha Street Talk, disponível somente para streamming – pois as cópias físicas estão esgotadas – no player acima. Ainda selecionamos os vídeos das faixas Lembranças e Alta Performance para você entender melhor a proposta do lançamento de estreia do label Tired Of People. Procure conhecer e acompanhar de perto a caminhada deles pelas páginas das redes sociais porque o foco dos manos é exclusivamente a música.


SonoTWS | Tired Of People

Mangroovee no Ar #45: Feminine Hi-Fi, Mano Brown, Jota 3, Verocai e Os Brazões

Terminamos o ano passado ecoando a edição #48 do Programa Mangroovee por meio dos controles sonoros da Rádio Educativa. Então nada melhor que abrirmos os caminhos de 2017 aqui no site com outra sessão inédita da nossa saga, no caso, a de número 45, transmitida no dia 14 de dezembro. A antena da estação rio-pretense disparou nos quatro cantos da cidade lançamentos assinados por Mano Brown, Síntese​, Cachola, Jota 3, High Public Sound, Alpha Steppa, Feminine Hi-Fi, Arthur Verocai, BaianaSystem e IFÁ. Você também confere clássicos na conta de Clara Nunes, Os Brazões e Trio Mocotó.

Muito obrigado a todo mundo que fortalece o trabalho nesses seis anos de caminhada do mangue. Se estiver chegando agora, fique à vontade porque o ano apenas começou e vamos embalar 2017 com boa música.

Trocando ideia #12: DJ Basim é o campeão do DMC Brasil 2016

Somando mais de 15 anos na caminhada como deejay, nosso camarada e conterrâneo Daniel Egide, o DJ Basim, é a essência do Hip Hop. Iniciou seus primeiros passos como dançarino da Super Sonic B. Boys, primeira crew brasileira a competir no mundial de breaking, em Hannover, na Alemanha, no ano 2000. Quase duas décadas depois desse feito histórico, o rio-pretense voltou até o velho continente para representar novamente o Brasil como um dos quatro elementos da cultura. Mas, agora, a história foi diferente e o sangue bom do Basa teve a missão de comandar os toca-discos na etapa mundial do DMC, o campeonato mais importante do mundo em matéria de turntable.

Aproveitamos a deixa e escalamos nosso irmão Plínio Rozani, diretor de toda a parte audiovisual do Mangroovee, para gravar um trampo com o campeão nacional. Então não vamos nos alongar muito porque o conteúdo abaixo explica melhor toda a história do Basim e a rotina dele até a final da competição. Se quiser conhecer mais sobre os vídeos do mangue, o link do canal fica logo no final do post. Vida longa, DJ Basim. De São José do Rio Preto para o mundo.

DJ Basim | Essa Fita Memo

Confira a apresentação do Thievery Corporation na KEXP Radio

Em comemoração aos 20 anos de carreira, a dupla de produtores Rob Garza & Eric Hilton, mais conhecidos como Thievery Corporation, desembarcou nos estúdio da KEXP Radio com o time completo para fazer um live das faixas Forgotten People, Le Monde, All That We Perceive, Amerimacka e Culture Of Fear. Eles trocaram uma breve ideia com o apresentador Darek Mazzone, mas o som fala mais alto e bate pesado demais no QG da estação de Seattle, nos EUA. Sessão embalada com muito reggae, dub, música eletrônica, trip hop, rap, além de outros elementos sonoros de diferentes culturas. Você só precisa chegar no player abaixo para climatizar o domingo ao som de Thievery Corporation.

Thievery Corporation | KEXP Radio

Mangroovee no Ar 43: Sabotage, Sean Kuti, Earth Disciples, Gilberto Gil e Dubatak

Encostamos na nossa modesta matriz para deixar vossa senhoria por dentro do episódio de número 43 do Mangroovee no Ar, que foi transmitido pela Rádio Educativa FM no dia 26/10. Com três faixas retiradas do disco póstumo do Maestro do Canão, o primeiro bloco da sessão foi totalmente dedicado ao mestre Sabotage. Fora isso, você ainda confere faixas de IFÁ, Blitz the Ambassador, Sean Kuti, Azymuth, Jeff Boto, Derajah, Gilberto Gil, Nelson Cavaquinho, Chico Buarque, Mário Castro Neves, João Nogueira, Edson Frederico, Earth Disciples e Hopetown Crowford. Uma hora completa pautada pelo reggae, rap, afrobeat, brazuka e tudo aquilo que costuma trilhar o expediente do mangue. Pegue seu café, aperte o play e se gostar, compartilhe o trabalho na sua área. A firma agradece.

Escute o som Forasteiro, novo single do BaianaSystem

Depois de lançar o excelente disco Duas Cidades e girar o Brasil inteiro com a incomparável apresentação ao vivo do grupo, o BaianaSystem antecipou o presente de final de ano e colocou na rede a faixa Forasteiro. A música integra a coletânea gringa Red Bull 20 Before 17, onde a empresa de energético seleciona vinte artistas do globo e celebra a passagem de mais um ciclo com o lançamento do release. Erykah Badu, Lil Wayne, Louis Baker e YG são alguns dos nomes que também apresentam faixas inéditas na trilha. Você só precisa encostar abaixo para escutar o som e ainda conferir um vídeo em que a banda fala sobre o som em questão.


BaianaSystem

Vídeos da semana: Tássia Reis, De La Soul, Verocai, Criolo, Froid, Djonga, Emicida e J. Cole

Não estamos conseguindo atualizar o site diariamente porque, do mesmo modo que vossa senhoria, também temos vários corres para finalizar até o final do ano. Porém, como nosso foco continua sendo a boa música, aproveitamos enquanto o chefe olhou pro lado e colamos rapidão na matriz para deixar você por dentro de alguns bons lançamentos da semana.

Iniciamos a saga semanal na companhia do maestro Arthur Verocai e do cantor Criolo no making of da faixa O Tambor, presente no disco No Voo do Urubu, retirado do forno no último dia 7. O lendário trio De La Soul chega no audiovisual do som Memory Of… (US), que traz as participações de Pete Rock e Estelle, além da cantora Tássia Reis mantendo o nível lá no alto com a produção da canção Se Avexe Não.



Depois é hora de passar a bola para J. Cole e o clipe da canção False Prophets, onde ele rima no beat Waves, do produtor Freddie Joachim. E finalizamos a sessão com dois novos – e excelentes – trabalhos nacionais. Emicida cola ao lado de Drik Barbosa, Amiri, Rico Dalassam, Muzzike e Raphão Alaphin na super produção da trilha Mandume. Dois dos principais nomes do ano em matéria de rap tupiniquim, Froid (UBR) e Djonga (DV Tribo), respectivamente, fecham os trabalhos ao som do registro A Pior Música do Ano.



Tássia Reis | De La Soul | Verocai | Criolo | Froid | Djonga | Emicida | J. Cole