Escute o álbum 20 Voltas, que é o novo trabalho assinado pelo Projetonave

Na metade de 2016, o Projetonave celebrou vinte anos de carreira com o lançamento de uma mixtape que apresentou produtores como SonoTWS, Coyote, Niggas, Dario e DJ Mako criando novas versões para algumas faixas da banda. E agora, quase um ano e meio depois, o grupo oriundo do ABC Paulista segue comemorando duas décadas de bons trabalhos prestados à música tirando do forno o álbum 20 Voltas. Dividida em duas partes, a nova trilha dos manos passa a sensação do ouvinte estar escutando uma fita cassete.

Enquanto o lado A traz 8 faixas interligadas produzidas pelo guitarrista Marco Pablo, a outra metade é embalada por instrumentais mais densos assinados pelo DJ B8. Assim como em toda a trajetória do Projetonave, o repertório de 20 Voltas é pautado pelo rap, seguindo os mandamentos das ruas com muita originalidade nos samples e nas colagens. Tudo isso sem esquecer das raízes brasileiras e transitando com muita naturalidade por gêneros como o dub, jazz, soul, entre outras vertentes da música negra. Vida longa!

Projetonave

Ouça o disco Super Ape Returns To Conquer, novo trabalho do mestre jamaicano Lee Perry

Pode comemorar bastante aí desse lado porque o mestre Lee Scratch Perry acabou de lançar mais um trabalho impecável. O clássico disco Super Ape, de 1976, foi totalmente repaginado pelo comandante do lendário Black Ark Studio e, agora, o álbum chega batizado como Super Ape Returns To Conquer. Enquanto o gorila aparece caminhando no meio de uma comunidade rural na capa do trabalho da década de 70, dessa vez, o primata migra para a zona urbana e rouba a cena abrindo caminho sobre as águas do Rio Harlen, em plena Nova York. Além de uma coroa na cabeça e um cajado onde mista Perry é santificado, o Super Ape ainda vem reforçado com as caixas do sistema de som da equipe local Subatomic Sound System, que assina a produção do registro ao lado do totem jamaicano.

Músicas assinadas por Lee Perry que se transformaram em verdadeiros hinos como Zion Blood, Chase The Devil, War Inna Babylon, Dread Lion e Curly Dub, surgem de cara nova embaladas por uma grave cabuloso e com participações de nomes da qualidade de Screechy Dan, Omar Little, Ari-Up e Jahdan Blakkamoore. Gravado em sessões intercaladas entre os estúdios Subatomic Sound, em NY, e New Ark, em Kingston, o disco é, na nossa opinião, uma das melhores surpresas do ano. Se vossa senhoria chapa na sonoridade introduzida pelo dub na década de 70, mas também se identifica com as novas técnicas de produções possibilitadas pelo avanço da tecnologia, o registro Super Ape Returns To Conquer é um prato cheio para aDUBar sua segunda-feira. É só agradecer e apertar o play abaixo.

Lee Perry | Subatomic Sound System

A cantora Nina Girassóis estreia pelo selo Feminine Hi Fi no single Resound. Ouça

Depois da estreia em formato de selo no lançamento da faixa Loba Leoa, da Laylah Arruda, o coletivo Feminine Hi Fi tira mais um excelente trabalho do papel e embala vossa segunda-feira com música de primeira qualidade. Nome conhecido entre os frequentadores dos bailes em formato sound system de São Paulo, a paulistana Nina Girassóis é a nova aposta da gravadora das manas. A cantora desembarca aqui no mangue e apresenta o tema Resound, onde ela solta a voz na maior elegância sobre o riddim assinado pelo camarada Jeff Botto (Dubatak Records). “Escrevo sobre como morre gente e como nasce gente a cada segundo, todo dia. Sobre como uns tem de mais e outros tem de pouco, e como os que têm mais querem cada vez mais. No entanto, há o outro lado, que mostra como é bonito ver pessoas que se ajudam”, afirma Nina. Você só precisa apertar o play abaixo para entender melhor. Se gostar, fortaleça o corre da Feminine Hi Fi compartilhando o som aí na sua área. Vida longa.

Feminine Hi Fi

Mangroovee no Ar #57: Indica Dubs, Illa J, Alienação Afrofuturista, Bixiga 70 e Onra

O Mangroovee no Ar entrou pelo seu rádio no último dia 19 com o episódio de número 57, mas, se por acaso, você não conseguiu escutar a transmissão da Educativa FM, encostamos aqui na matriz para resolver essa questão de maneira rápida. É só ficar à vontade aí na sua área e apertar o play na sessão trilhada por Illa J, Onra, Dr. Drumah, Bixiga 70, Ikebe Shakedown, The Black Seeds, Mykal Rose, Koning, Indica Dubs, Sista Mary, Alienação AfroFuturista, LIL STYLA, Intruso, D Rima, Fabricio Fbc, Atentado Napalm, Ramiro Mart, Rincon Sapiência, Sant, XAMÃ, Rashid e Coruja BC1. Se gostar, compartilhe nosso trabalho aí na sua área. Só agradece!

Escute a mixtape do Digital Dubs em homenagem aos 40 anos do selo Greensleeves Records

Não é novidade pra ninguém que o Digital Dubs é um dos nossos sistemas de som preferidos. Já colamos algumas vezes no baile dos cariocas, éramos frequentadores de carteirinha do Muzamba.com e sempre ficamos de olho nos lançamentos prensados pelos manos. O último release disparado pelo sound system pioneiro na cidade do Rio de Janeiro foi uma mixtape em tributo aos 40 anos da lendária gravadora inglesa Greensleeves Records. O seletor/produtor Marcus Menezes, o MPC, tirou os discos do case e girou várias faixas produzidas pelo selo da terra da rainha. Nomes como Barrington Levy, Augustos Pablo, Dr. Alimantado, Alborosie, Yellowman, John Holt e Eek A Mouse comprovam que o label vai muito bem do roots ao rub a dub, passando pelo dancehall e fechando a conta no new roots. Se vossa senhoria também gosta da música jamaicana e suas vertentes, não deixe de apertar o play. O mangue recomenda!

Digital Dubs | Greensleeves Records

Escute a nova mixtape de reggae assinada pela equipe de som Paz & Dub Seletores

Selecionada e mixada pelo nosso amigo Don Polo, que faz um corre de responsa ao lado de Cauê Irie e Júlio Randi à frente do Paz & Dub Seletores, a mixtape de número #4 da equipe de som apresenta vários nomes da nova escola do reggae mundial. Caso você queira conferir um pouco do que costuma girar nos bailes comandados pelos manos na cidade de Franca, aperte o play abaixo e embale vossa quinta-feira com 45 minutos de puro fogo. A arte da capa fica na conta das ilustrações de King Zulu Arts. Muito respeito ao corre dos amigos que também fazem acontecer no interior de São Paulo.

Paz & Dub Seletores

Assista ao show completo do Bixiga 70 no Festival Jazz a Vienne, na França

O super combo Bixiga 70, que lançou no mês passado o excelente single Primeiramente, está neste exato momento representando o Brasil em terras europeias. A banda paulistana segue ministrando verdadeiras aulas em matéria de música africana e todas suas vertentes pelos palcos do velho continente. Países como Espanha, Alemanha e Bélgica são alguns dos destinos do grupo, que vem deixando os gringos cada vez mais chapados no groove brasileiro. Se você quiser conferir como não estamos falando besteira, é só apertar o player abaixo para assistir, na íntegra, o show dos manos no último dia 13 no Festival Jazz a Vienne, na França. Mil Vidas, Kalimba, Deixa a Gira Girá, 100% 13, Balboa Dub, Morte do Vaqueiro e muito mais no repertório. Aproveita!

Bixiga 70

Mangroovee no Ar #54: Marvin Gaye, Marku Ribas, Digitaldubs, Marcelo Fragoso e Cornel Campbell

Ecoada pela antena da Rádio Educativa FM no dia 29 de março, a edição de número 54 do Mangroovee no Ar disparou para os quatro cantos de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, uma seleção pautada por soul, funk, samba rock, dub, reggae e rap. Caso você não conseguiu escutar o episódio pela transmissão da estação, pode ficar tranquilx aí desse lado porque nosso Mixcloud acabou de ser atualizado com a sessão em questão. Então garanta vosso café preto e aperte o play abaixo para embalar a quinta-feira com Gil Scott-Heron, Brian Jackson, Donny Hathaway, Marvin Gaye, Marku Ribas, Marcelo Fragoso, Paulinho Boca de Cantor, Augustus Pablo, Al Campbell, Cornell Campbell, Digitaldubs, Cedric “Congo” Myton, RZO, Rincon Sapiência e Froid. Compartilhe nossa saga radiofónica na sua área e ajude a firma a continuar propagando a boa música.

Mangroovee no Ar #53: Especial Dia das Mulheres

Transmitido pela Rádio Educativa FM 106,7 em 8 de março, no dia das mulheres, a edição especial do Mangroovee no Ar embalou uma hora de sessão na estação rio-pretense somente com artistas brasileiras. Passamos a bola para Gal Costa, Joyce, Rosinha de Valença, Thalma de Freitas, Céu, Lurdez da Luz, Marietta Massarock, Luana Karoo, Yzalú, Tássia Reis, Laylah Arruda, Maria Elvira, Flora Matos, Karol Conka e Soraia Drummond. Você só precisa apertar o play abaixo para conferir como foi o episódio em questão. Se gostar, compartilhe nosso trabalho aí na sua área. O mangue agradece!

Trocando ideia #16: O singjay Likkle Jota e a cultura Sound System

Oriundo da cidade de Coroados, no interior do Estado de São Paulo, Likkle Jota é um dos singjays – combinação de cantor e deejay – que vem ganhando cada vez mais espaço nos bailes promovidos por diferentes equipes de todo o país. Depois de passar alguns anos residindo em Campinas, o cantor mudou-se de vez para a capital paulista, onde coleciona apresentações ao lado de nomes como Quilombo Hi Fi e SmokeDub Posse, além de lançar os discos Ioruba Nation, de 2016, e Style N Fashion, que foi retirado do forno no último mês de março. Likkle ainda traz no currículo faixas com instrumentais assinados por Jeff Boto (Dubatak) e dubplates cortadas para sistemas de som como DeSkaReggae, Favela SS, Paz & Dub e Muamba Sounds.

Trocamos uma ideia com o protagonista da história sobre o início da caminhada, cultura Sound System, referências musicais e por aí vai. Aperte o play para conhecer o trabalho enquanto você lê mais uma entrevista na matriz do mangue.

1 – Você canta muito bem nas produções de reggae digital e também chega pesado nas sessões ao lado dos sistemas de som. Quando começou sua caminhada na música jamaicana e como surgiu a parceria com os Sound Systems?

Likkle Jota: Primeiramente, quero mandar um grande salve ao Mangroovee. É uma honra poder trocar essa ideia com vocês. Eu canto já faz um tempo e tive a chance de trabalhar com gêneros musicais como rap, samba, mpb, entre outros. Até que em 2013, quando fazia parte de um grupo chamado A RUA’NDA, fui em uma festa em Campinas, onde Flavio Rude, do Muamba Sounds, estava tocando reggae music. Me liguei que ele lançava vários instrumentais e perguntei se podia cantar. Desde então nunca mais parei. Ele me apresentou boa parte do que conheço hoje em matéria de Sound System. Também comecei a vir para São Paulo e o primeiro sistema que vi em ação foi o KASDUB, na pista de skate em Tiquatira.

2 – Ainda falando sobre a cultura Sound system, na sua opinião, qual a importância dela para o cenário do reggae nacional?

Likkle Jota: É crucial em vários aspectos. O sistema de som agrega conhecimento, referências históricas e um grande acervo musical. Acredito que as músicas tocadas nas vitrolas das festas de reggae trazem uma realidade mais próxima daquilo que vivemos no nosso cotidiano. Isso faz com que a gente coloque em prática algumas atividades que os jamaicanos também fizeram na ilha, mudando, de uma certa forma, a mensagem que chega até a sociedade.

3 – Quais são suas principais referências em matéria de emcees e produtores na música jamaicana?

Likkle Jota: Tenho como referência muitos singjays, gosto da gama de cantores vindos da Jamaica. Eccleton Jarret, Garnet Silk, Dennis Brown, Junior Reid, Nitty Gritty e outros. Além dos grandes deejays que me fogem a conta. Tenho muito respeito pelo trabalho do Knomoh (Quilombo Hi Fi), que foi quem me acolheu, produziu meus trabalhos e de vários outros artistas brasileiros. Falando sobre as produções internacionais, gosto muito do Mad Professor, Martin Cambpell e King Tubby. São mágicos.

4 – Você já comandou o microfone em diferentes bailes no Brasil. Entre todas essas combinações de som, qual foi a sessão que mais ficou marcada na memória?

Likkle Jota: Essa é difícil. Se tratando das sessões ao lado dos sounds, é muito raro quando não bate pesado. Todo baile tem sua particularidade, aquele momento que fica cravado na mente, principalmente quando canto com pessoas que deram inicio à divulgação dessa cultura no Brasil, os professores. Agradeço todas as oportunidades que foram concedidas até agora.

5 – O disco Style N Fashion apresenta novamente sua dobradinha com o produtor paulistano Jah Knomoh, que também trampou ao seu lado no registro Ioruba Nation, de 2016. Qual a importância dele em todos esses processos?

Likkle Jota: O Knomoh foi o primeiro produtor a acreditar no meu trabalho. Ao longo do tempo criamos uma amizade, morei na casa dele e vimos que gostamos de muitas coisas em comum. Somos pretos e temos a natureza como referência da luta e da força maior. Ele me ajudou muito na evolução como cantor e me ensina constantemente sobre vários aspectos do Sound System. Respect, Knomoh.

6 – Como foi todo o processo do seu mais recente álbum, Style N Fashion, e qual foi a sensação de colocar o registro na rua?

Likkle Jota: Após o lançamento de Ioruba Nation, de 2016, que é um disco mais voltado para a mensagem, bem roots music, tive a necessidade de criar algo que fizesse o povo esquecer um pouco dos problemas. Vivemos em uma babilonia que entristece, precisamos de um momento de diversão para o Eu e Eu. Resolvi homenagear os anos 80 do reggae, trazendo como referencia produções, temas e melodias da época. Após um trabalho de seis meses com riddins nacionais e internacionais, me vi na obrigação de colocar o trabalho na rua e nas plataformas digitais. Todo esse processo é muito difícil para artistas independentes, então criei um material humilde, mas de respeito, que estou entregando nos shows. A sensação final de dever cumprido é maravilhosa. Estou muito feliz com o resultado.

7 – Agora é com você, Likkle. Quem tiver afim de ter uma dubplate e levar o LJ para cantar no baile precisa fazer como? Quais são os seus contatos?

Likkle Jota: Muito obrigado pelo suporte, Mangroovee. Geral pode escutar minhas músicas nas plataformas digitais. É só pesquisar Likkle Jota no YouTube, SoundCloud, Spotify, Google Play, iTunes e por aí vai. Contatos para shows e dubplates: descendentedeleao@gmail.com ou pelo telefone (11) 9 4221-7442. Big Up e saúde a todos.

Likkle Jota