Rock

Nação Zumbi – Rádio S.amb.a

Não podendo mais contar com o veloz vocal de Chico Science, que chegava a soar como uma embolada dos repentistas nordestinos, os pernambucanos da Nação Zumbi tiveram a ideia de colocar Jorge Du Peixe, que até então ficava na função de segurar o baque em uma das alfaias da banda, para soltar sua densa voz nos microfones da Nação.
 
Com Du Peixe na linha de frente, os caras lançaram em 2000 o primeiro trabalho pós Chico, o álbum Rádio S.amb.a (Serviço Ambulante de Afrociberdelia). Recheado com músicas como O Carimbó – Côco Assassins, Remédios, Quando a Maré Encher e até mesmo uma releitura da canção Jornal da Morte, do sambista Roberto Silva, o disco já apontava os novos rumos que iriam nortear o som da NZ. O groove do mangue!

Nação Zumbi - 2000 - Radio Samba
 


Brasilidades

Rubinho & Mauro Assumpção – Perfeitamente, Justamente Quando Cheguei

Reforçando há muito tempo que quem não olha no olho não está legal, a dupla carioca Rubinho & Mauro Assumpção apareceu, no distante ano de 1972, acompanhada de sua banda e colocou no mercado a bolacha Perfeitamente, Justamente Quando Cheguei. Único disco da curta carreira dos caras, o trampo, que foi lançado pela infalível gavadora Tapecar, vem com 13 músicas e traz uma mistura sonora feita com muito samba rock, folk, rock e outras brisas. O fino do fino!

rubinho e mauro assumpcao [1972] perfeitamente, justamente quando cheguei
 


Rap

Elo da Corrente – Cruz

Quando fizemos um post por aqui com os singles Cruz e Sobre o Infinito e Outras Coisas, a gente já sabia que o terceiro disco da carreira do Elo da Corrente seria uma prova de como o trio formado por Caio, Pitzan e DJ PG amadureceu em relação aos trabalhos anteriores. E ontem, depois do lançamento do álbum Cruz, nossa expectativa foi confirmada.
 
Mostrando o quanto é necessário entender e pesquisar o passado da música brasileira antes de conceber um trampo com essa qualidade, o Elo mergulhou na sonoridade afro-brasileira das décadas de 40 a 70 e convidou nomes como a cantora Célia, Danilo Caymmi, Márcia Castro e o parceiro de longa data Rodrigo Brandão. Além disso, o grupo paulistano também chamou Arthur Verocai, M. Takara, Lúcio Maia, Thiago França, Gustavo Da Lua, Marcelo Cabral, Thiago Frúgoli, entre outros.
 
Então fortaleça quem faz música independente da melhor qualidade e escute na íntegra o mais recente registro do Elo da Corrente, presente no player abaixo. Se curtir, garanta sua cópia em formato vinil ou digital, como vossa senhoria preferir. Música capaz após algumas estações.


 

Elo da Corrente – Site Oficial

Soul

Horndogz – #WOOOF Your Daily Canine Zine

Quarto e último trampo da carreira do trio francês Horndogz, o disco #WOOOF mostra toda a naturalidade dos músicos Eric “Shrizzadelic” Rohner, Gil “C-Freak” Garin e Rico “Adiko” Kerridge quando misturam na mesma panela gêneros como o funk, soul e rap. Munidos com saxofone, trompete e guitarra, os franceses jogam como gente grande e convidam músicos da categoria de Fred Wesley, Mary Griffin, TY, Breis, Peeda, Jee Williams e Blitz the Ambassador em 10 das 14 faixas do álbum lançado pelo selo Uptone Records.
 
Recheamos a postagem com as faixas Movin On, La Trompeta o Yo, In My DNA, People, além do vídeo da tijolada Paris, onde os MC’s Mike Larry the Classic e Jude Kidsude Pericles gastam o microfone. É só chegar nos sons abaixo e se ligar em qual é a boa pelo lado francês do mapa.







 

#WOOOF – Donwload (iTunes)

Reggae

Reggae Lover Series – Lee ‘Scratch’ Perry

Como o nome da trilha já da a letra, a produção presente no player abaixo vai cair como uma luva se, assim como nós, você também for apaixonado pela sonoridade que ecoa da ilha mais musical do planeta. Episódio dedicado totalmente ao totem jamaicano Lee Scratch Perry, o podcast feito pela equipe do site DAVIBE Jamaica vem recheado com faixas cantadas, produzidas, escritas ou influenciadas pelo mestre. Augustos Pablo, Bob Marley & The Wailers, The Upsetter, Max Romeo e Junior Murvim são algumas lendas que aparecem logo abaixo. Free download ao final do post.

leepe
 

 

Reggae Lover Series – Free Download

Beats

Sono TWS – Mocado

Um ano depois de estrear com a excelente beat tape T.W.S., nosso camarada Sono vestiu novamente a meia de lã e chega por aqui espantando todas as espécies de pé frio com o segundo trabalho da carreira dele. Batizado como Mocado, o registro, que é outro lançamento faixa preta concebido pelo selo paulistano Beatwise Recordings, está disponível nos formatos k7 e digital.
 
A trilha traz 14 faixas com fortes influências do rap e reggae, mas também apresenta elementos do jazz e música brasileira sobre finas batidas em baixos bpm’s. Entre todas as músicas do trampo, nossa preferência ficou com Be Well, Selasi Hi, O Fluxo, Ode to Naz e Chá Preto.
 
Logo abaixo, vossa senhoria pode conferir a ideia que a gente trocou com o mano. Então seja legal, aperte o play nas tracks e dê uma lida na conversa entre Mangroovee e Sono. Música independente de qualidade diretamente do centro de São Paulo. Valorize!

 
Além da Beatwise Recordings, você também faz parte do Jurassic Sound System, que é autoridade em matéria de reggae dos anos 60/70. As faixas Be Well e Selasi Hi- cabulosas, por sinal – trazem samples jamaicanos. Quais outros gêneros você costuma samplear?
 
Como faço parte do Jurassic Sound System, sempre colecionei discos de música jamaicana. Então diversos samples, vozes, efeitos sonoros e até chiados acabam saindo dessa coleção. De uns anos pra cá, comecei a comprar álbuns mais focados na produção. Discos de jazz, soul, libraries, música japonesa, private labels e por aí vai.
 
Acredito que todo disco tenha algo para recortar. Na primeira audição pode passar batido, mas aí escuto novamente e encontro algo. Algumas vezes passo nos sebos e pego bastante coisa sem saber o que é. Vejo o ano, membros da banda e se gostei da capa, acabo levando e descubro os sons em casa.
 
Fazendo uma comparação com seu trampo de estreia, o Mocado mostra bem mais influências do rap. Escutou muita rima e batida entre um trabalho e outro? Quais grupos/MC’s do gênero te influenciaram?
 
Nasci e passei minha adolescência inteira em Jundiaí, cidade do interior de São Paulo, que também é a sede de uma das maiores rádios com programas focados no rap nacional. Cresci ouvindo muito. Lembro que o pessoal se reunia pra escutar o Espaço Rap, onde rolava sons de grupos como Conexão do Morro, Consciência Humana, Rap Sensation, De Menos Crime, Racionais Mcs e RZO . A mulecada colecionava as coletâneas dessa rádio e minha jornada no rap começou aí.
 
Só depois passei a conhecer Wu Tang Clan, Gravediggaz, Onyx, Naughty by Nature, que já pegavam nos bailes bate cabeça. Com a pixação acabei me aprofundando cada vez mais e, a partir de um momento, não sussegava até descobrir qual música era o sample em tal som. A trilha sonora da minha vida sempre foi 70% rap, até hoje em dia. Gosto bastante da época dos anos 90. Minhas principais referências em matéria de produção sempre foram Pete Rock, 9th Wonder, Dj Premier, Large Professor, Diamond D, RZA, Marley Marl, J Dilla. Sempre pesquiso e escuto os sons antigos, mas sou meio fechado em relação as novidades. Estou trabalhando para melhorar isso!
 
Seu primeiro álbum, o TWS, tem 8 faixas. A última beat tape aparece com um repertório formado por 14 sons. Conseguiu dedicar mais tempo à música desta vez?
 
Larguei meu trabalho para me dedicar totalmente aos beats há menos de 1 mês. Comecei algumas produções da tape Mocado em setembro do ano passado, sempre tentando fazer depois que chegava do trampo. Então o processo era mais lento. Às vezes não queria pensar em nada, chegava exausto do trampo e mal conseguia ligar os aparelhos. As coisas rolavam meio que naturalmente. Sentava na frente do computador, ouvia os discos, cortava os samples e , de vez em quando, terminava o som no mesmo dia.
 
Atualmente consigo botar minhas idéias em prática mais rápido. Acredito que rolou uma evolução nesse lado também. Tem muita coisa que ainda não aprendi e os amigos da Beatwise Recordings me ajudam. Rola esse lance de enviar as tracks pros camaradas e perguntar o que acham. Isso ajudou bastante. Já não tenho medo mais de errar, de testar e deixar algumas interrogações na cabeça das pessoas.
 
Teve alguma diferença no método de produzir um disco do outro? Quais máquinas você usou? E na hora de samplear, você utiliza somente vinil ou também usa outras mídias?
 
O método foi o mesmo. Fiz quase tudo no Ableton, usando as máquinas para aquecer alguns timbres. O Cesinha (CESRV) me ajudou na mixagem e na masterização. Além de ser um dos fundadores da Beatwise Recordings, ele foi o cara que me incentivou e botou uma fé nos sons.
 
A maioria dos samples sairam dos vinis mesmo, mas tirei algumas coisas do YouTube, como no caso do som Jogos de Azar, onde peguei uma propaganda no site. Costumo samplear de tudo. Em um som que não entrou na Mocado, sampleei um chefão de um jogo de RPG chamado EarthBound, do Super Nintendo. Na música Shaolin Disciples ’97, recortei um filme de Kung Fu. Tudo vira sample.
 
Parabéns pelo trampo, Sono. Muito louco. Quais são os planos agora?
Agora vou soltar uma beat tape totalmente feita na SP303/404 e espero que esse processo não demore mais que um ano. Hoje em dia as coisas estão fluindo cada vez mais. Como estou toltamente focado na música, acredito que muita coisa boa vai acontecer pra mim e meus amigos. O universo está conspirando a favor.
 
Gostaria de agradecer o espaço e a força que o pessoal do Mangroovee está me dando, espero voltar em breve por aqui com mais coisa boa. Muito obrigado.
 

Sono T.W.S. – SoundCloud / Beatwise Recordings

Reggae

Peter Tosh at The Circle Star Theater (1981)

Que tal um excelente registro sonoro de uma apresentação do mestre Peter Tosh para climatizar o final da tarde de quarta-feira? Realizado no distante ano de 1981, nas dependências do teatro Star Circle, nos EUA, o show em questão traz mistah Bush Doctor cantando clássicos como Mystic Man, Get Up Stand Up, Legalize It, Don’t Look Back, Wanted Dread or Alive, entre outros. É só aumentar o volume das caixas por aí, apertar o play e curtir 1 hora e 27 minutos embalados por um dos maiores artistas da história da Jamaica. The Toughest!

DJ BeatPete – Vinyl Session Vol. 1

O mais novo oficial recrutado pela gravadora Mellow Orange, o DJ BeatPete já teve que mostrar serviço para os chefes e foi recompensado com a medalha de honra ao mérito depois de apresentar a produção Vinyl Session Vol. 1. Natural de Berlin, na Alemanha, o deejay é um dos fundadores, ao lado do produtor Marian Tone, do blog Backyard Joints, que propaga gêneros como soul, beats, funk, jazz e rap. E é exatamente esse o caminho que o cara percorre na trilha presente no player abaixo, feita exclusivamente com vinil e disponível para download gratuito ao final do post. Aproveita, filho(a)!


 
Vinyl Session Vol. 1 –
Free Download(Clique com o botão direito sobre o player e salve o link no PC de vossa senhoria)

Beats

Beat Swap Meet Radio Episode #2

Segundona braba? Então chega com a gente e deixe o final da noite totalmente agradável com o segundo episódio da trilha sonora Beat Swap Meet Radio. Apresentado por Dirty Soap, o programa embala 1 hora e 20 minutos com uma seleção feita exclusivamente com discos e que passam por nomes como Myron & E, Slum Village, Jazzy Jens, Tall Black Guy, entre outros. É só apertar o play e ficar suavão ao som do creme da soul music, rap, beats, r&b e derivados.Free Download ao final do post.

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Beat Swap Meet Radio Episode #2 – Free Download

Dub

Barrington Levy – I Hold The Handle

Blog que entende bastante do reggae produzido na Jamaica durante as décadas de 60/70, o Midnight Raver soltou no SoundCloud uma seleção que climatiza o ambiente riscando somente compactos originais do mestre Barrington Levy. A produção I Hold The Handle, presente no player abaixo, chega naquele estilo murderer e irá fazer a cabeça de vossa senhoria por mais de uma hora. É só apertar o play.

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Midnight Raver – Blog