Beats

Sono TWS – Mocado

Um ano depois de estrear com a excelente beat tape T.W.S., nosso camarada Sono vestiu novamente a meia de lã e chega por aqui espantando todas as espécies de pé frio com o segundo trabalho da carreira dele. Batizado como Mocado, o registro, que é outro lançamento faixa preta concebido pelo selo paulistano Beatwise Recordings, está disponível nos formatos k7 e digital.
 
A trilha traz 14 faixas com fortes influências do rap e reggae, mas também apresenta elementos do jazz e música brasileira sobre finas batidas em baixos bpm’s. Entre todas as músicas do trampo, nossa preferência ficou com Be Well, Selasi Hi, O Fluxo, Ode to Naz e Chá Preto.
 
Logo abaixo, vossa senhoria pode conferir a ideia que a gente trocou com o mano. Então seja legal, aperte o play nas tracks e dê uma lida na conversa entre Mangroovee e Sono. Música independente de qualidade diretamente do centro de São Paulo. Valorize!

 
Além da Beatwise Recordings, você também faz parte do Jurassic Sound System, que é autoridade em matéria de reggae dos anos 60/70. As faixas Be Well e Selasi Hi- cabulosas, por sinal – trazem samples jamaicanos. Quais outros gêneros você costuma samplear?
 
Como faço parte do Jurassic Sound System, sempre colecionei discos de música jamaicana. Então diversos samples, vozes, efeitos sonoros e até chiados acabam saindo dessa coleção. De uns anos pra cá, comecei a comprar álbuns mais focados na produção. Discos de jazz, soul, libraries, música japonesa, private labels e por aí vai.
 
Acredito que todo disco tenha algo para recortar. Na primeira audição pode passar batido, mas aí escuto novamente e encontro algo. Algumas vezes passo nos sebos e pego bastante coisa sem saber o que é. Vejo o ano, membros da banda e se gostei da capa, acabo levando e descubro os sons em casa.
 
Fazendo uma comparação com seu trampo de estreia, o Mocado mostra bem mais influências do rap. Escutou muita rima e batida entre um trabalho e outro? Quais grupos/MC’s do gênero te influenciaram?
 
Nasci e passei minha adolescência inteira em Jundiaí, cidade do interior de São Paulo, que também é a sede de uma das maiores rádios com programas focados no rap nacional. Cresci ouvindo muito. Lembro que o pessoal se reunia pra escutar o Espaço Rap, onde rolava sons de grupos como Conexão do Morro, Consciência Humana, Rap Sensation, De Menos Crime, Racionais Mcs e RZO . A mulecada colecionava as coletâneas dessa rádio e minha jornada no rap começou aí.
 
Só depois passei a conhecer Wu Tang Clan, Gravediggaz, Onyx, Naughty by Nature, que já pegavam nos bailes bate cabeça. Com a pixação acabei me aprofundando cada vez mais e, a partir de um momento, não sussegava até descobrir qual música era o sample em tal som. A trilha sonora da minha vida sempre foi 70% rap, até hoje em dia. Gosto bastante da época dos anos 90. Minhas principais referências em matéria de produção sempre foram Pete Rock, 9th Wonder, Dj Premier, Large Professor, Diamond D, RZA, Marley Marl, J Dilla. Sempre pesquiso e escuto os sons antigos, mas sou meio fechado em relação as novidades. Estou trabalhando para melhorar isso!
 
Seu primeiro álbum, o TWS, tem 8 faixas. A última beat tape aparece com um repertório formado por 14 sons. Conseguiu dedicar mais tempo à música desta vez?
 
Larguei meu trabalho para me dedicar totalmente aos beats há menos de 1 mês. Comecei algumas produções da tape Mocado em setembro do ano passado, sempre tentando fazer depois que chegava do trampo. Então o processo era mais lento. Às vezes não queria pensar em nada, chegava exausto do trampo e mal conseguia ligar os aparelhos. As coisas rolavam meio que naturalmente. Sentava na frente do computador, ouvia os discos, cortava os samples e , de vez em quando, terminava o som no mesmo dia.
 
Atualmente consigo botar minhas idéias em prática mais rápido. Acredito que rolou uma evolução nesse lado também. Tem muita coisa que ainda não aprendi e os amigos da Beatwise Recordings me ajudam. Rola esse lance de enviar as tracks pros camaradas e perguntar o que acham. Isso ajudou bastante. Já não tenho medo mais de errar, de testar e deixar algumas interrogações na cabeça das pessoas.
 
Teve alguma diferença no método de produzir um disco do outro? Quais máquinas você usou? E na hora de samplear, você utiliza somente vinil ou também usa outras mídias?
 
O método foi o mesmo. Fiz quase tudo no Ableton, usando as máquinas para aquecer alguns timbres. O Cesinha (CESRV) me ajudou na mixagem e na masterização. Além de ser um dos fundadores da Beatwise Recordings, ele foi o cara que me incentivou e botou uma fé nos sons.
 
A maioria dos samples sairam dos vinis mesmo, mas tirei algumas coisas do YouTube, como no caso do som Jogos de Azar, onde peguei uma propaganda no site. Costumo samplear de tudo. Em um som que não entrou na Mocado, sampleei um chefão de um jogo de RPG chamado EarthBound, do Super Nintendo. Na música Shaolin Disciples ’97, recortei um filme de Kung Fu. Tudo vira sample.
 
Parabéns pelo trampo, Sono. Muito louco. Quais são os planos agora?
Agora vou soltar uma beat tape totalmente feita na SP303/404 e espero que esse processo não demore mais que um ano. Hoje em dia as coisas estão fluindo cada vez mais. Como estou toltamente focado na música, acredito que muita coisa boa vai acontecer pra mim e meus amigos. O universo está conspirando a favor.
 
Gostaria de agradecer o espaço e a força que o pessoal do Mangroovee está me dando, espero voltar em breve por aqui com mais coisa boa. Muito obrigado.
 

Sono T.W.S. – SoundCloud / Beatwise Recordings

Reggae

Peter Tosh at The Circle Star Theater (1981)

Que tal um excelente registro sonoro de uma apresentação do mestre Peter Tosh para climatizar o final da tarde de quarta-feira? Realizado no distante ano de 1981, nas dependências do teatro Star Circle, nos EUA, o show em questão traz mistah Bush Doctor cantando clássicos como Mystic Man, Get Up Stand Up, Legalize It, Don’t Look Back, Wanted Dread or Alive, entre outros. É só aumentar o volume das caixas por aí, apertar o play e curtir 1 hora e 27 minutos embalados por um dos maiores artistas da história da Jamaica. The Toughest!

DJ BeatPete – Vinyl Session Vol. 1

O mais novo oficial recrutado pela gravadora Mellow Orange, o DJ BeatPete já teve que mostrar serviço para os chefes e foi recompensado com a medalha de honra ao mérito depois de apresentar a produção Vinyl Session Vol. 1. Natural de Berlin, na Alemanha, o deejay é um dos fundadores, ao lado do produtor Marian Tone, do blog Backyard Joints, que propaga gêneros como soul, beats, funk, jazz e rap. E é exatamente esse o caminho que o cara percorre na trilha presente no player abaixo, feita exclusivamente com vinil e disponível para download gratuito ao final do post. Aproveita, filho(a)!


 
Vinyl Session Vol. 1 –
Free Download(Clique com o botão direito sobre o player e salve o link no PC de vossa senhoria)

Beats

Beat Swap Meet Radio Episode #2

Segundona braba? Então chega com a gente e deixe o final da noite totalmente agradável com o segundo episódio da trilha sonora Beat Swap Meet Radio. Apresentado por Dirty Soap, o programa embala 1 hora e 20 minutos com uma seleção feita exclusivamente com discos e que passam por nomes como Myron & E, Slum Village, Jazzy Jens, Tall Black Guy, entre outros. É só apertar o play e ficar suavão ao som do creme da soul music, rap, beats, r&b e derivados.Free Download ao final do post.

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Beat Swap Meet Radio Episode #2 – Free Download

Dub

Barrington Levy – I Hold The Handle

Blog que entende bastante do reggae produzido na Jamaica durante as décadas de 60/70, o Midnight Raver soltou no SoundCloud uma seleção que climatiza o ambiente riscando somente compactos originais do mestre Barrington Levy. A produção I Hold The Handle, presente no player abaixo, chega naquele estilo murderer e irá fazer a cabeça de vossa senhoria por mais de uma hora. É só apertar o play.

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Midnight Raver – Blog

Reggae

Channel One Sound System – Live at Paper Box

Escalado com o lendário seletor Mikey Dread nos controles e o MC Ras Kayleb no microfone, o Channel One Sound System tem residência fixada em Londres, mas sempre parte da capital inglesa com a missão de propagar a mensagem do reggae pelo mundão. Fazendo a estrutra dos bailes tremerem há mais de 30 anos, o Sistema de Som colou no começo do ano no bairro do Brooklyn, em Nova York, e, ao lado de seletores como Deadly Dragon, Dub Stuy e Down Beat, tacou fogo na pista com uma seleção que teve mais de duas horas de duração. Para a alegria dos amantes da cultura jamaicana, os rastas disponibilizaram a apresentação na íntegra, como vossa senhoria pode – e deve – conferir no player abaixo. <>

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Channel One Sound System – Site Oficial

Brasilidades

Sonzeira x Gilles Peterson Essential Mix

O britânico bom de ouvido Gilles Peterson lançou mês passado a coletânea Sonzeira, onde ele reuniu artistas brasileiros como Seu Jorge, Elza Zoares, Kassin e Marcos Valle. E com a chegada do festival London’s Notting Hill Carnival, que acontece no próximo final de semana, o cara colocou o cerebelo para trabalhar e soltou uma seleção recheada com músicas presentes no álbum e outras que costumam rolar no evento da Terra da Rainha. Célia, Arthur Verocai, Jay-Z, Roots Manuva, Dom Salvador, Pedro Santos, Paul McCartney, DJ Nuts, Mental Abstrato, Caetano Veloso, Pharcyde e Karol Conka são alguns dos nomes que se misturam com aquelas batucadas que deixam os gringos desnorteados. Tudo muito bem temperado. Experimenta aí…

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Gilles Peterson – Site Oficial

V.A. – Disco Reggae Vol. 2

Um dos braços da gravadora Favorite Records, o selo Stix Records chega aqui no mangue com a segunda série da compilação Disco Reggae. Apresentando artistas como Taggy Metcher, John Milk, Grandmagneto, Mato, além de duas novas versões assinadas pelo produtor Samurai 7 para músicas de Lucas Arruda e The Joubert Singers, o registro te coloca no meio de uma defumada discoteca jamaicana. Logo abaixo vossa senhoria tem a chance de conferir todas as tracks do álbum. É só chegar no play, gente fina.


 

Favorite Records – Site Oficial

Brasilidades

O Som do Vinil – Arthur Verocai (1972)

Lançado em 1972, o disco de estreia do maestro Arthur Verocai foi ignorado pela indústria fonográfica nacional daquela época, mas, com o passar do tempo, o registro transformou-se em uma das bolachas mais raras e cobiçadas pelas novas gerações de produtores ligados ao rap. O programa O Som do Vinil, do Canal Brasil, entrevista nomes como Kassin, Paulinho Tapajós, além do próprio Arthur, e explica toda a produção de um dos maiores clássicos da história da música brasileira. O item em questão pode ser encontrado no Ebay pela salgada quantia de R$5.600. Então aperta o play abaixo porque é de graça.

Beats

Statik Selektah – What Goes Around

Depois de um hiato de uma semana devido a problemas com a internet, o mangue volta mandando brasa e traz na mochila um lançamento que acabou de sair do forno. O DJ/produtor Statik Selektah concebeu na última madrugada o excelente álbum Whats Goes Around. Nós conhecemos o trampo dele recentemente nos episódios da banca da Pro Era Crew no YouTube e, logo depois, o cara soltou o stream da cabulosa faixa Carry On, feita em parceria com Joey Bada$$ e Freddie Gibbs.
 
Só uma prévia do que estava por vir, a música em questão foi o primeiro single do disco e soltou, na sequência, as tracks Alarm Clock, God Knows, Long Time e All The Way. Além delas, o petardo, lançado em parceria pelos selos Showoff Records e Duck Down Music, tem outras 15 canções e conta com monstros do rap como Posdnuos(De La Soul), B-Real, Snoop Dog, AB-Soul, Action Bronson, Black Tought, entre outros. É só chegar nos players abaixo para entender melhor a situação.

statik