Conheça os beats do produtor Chop Juggler no excelente álbum More Is Less

Depois da estreia no EP Diggasmic, lançado em 2015 pela gravadora Cult Classic Records, o produtor grego Chop Juggler uniu forças com o label Cold Busted, de Los Angeles, e dropou o primeiro álbum assinado por ele. Despachado pelo selo da terra do Tio Sam no ano passado, o disco More Is Less chegou ás prateleiras do mundão naquele nosso modelo preferido de acetato, mas também veio disponível em formato de CD e download digital.

Seguindo aquela infalível receita carregada de ingredientes do rap, funk e jazz, o beatmaker da cidade de Atenas, na Grécia, cozinhou tudo em fogo baixo e deu aquele talento nas máquinas para timbrar os instrumentais que embalam a sessão na maciota. Além disso, nosso mano Chop recortou e colocou o discurso do grande pensador Pepe Mujica na introdução da faixa Money Cant Buy Time. Gostaríamos de mandar um salve especial ao canal do Youtube ProvocativeEducative !, que foi onde garimpamos esse e vários outros registros que embalam o expediente do Mangroovee. Se você gostar do som presente no player abaixo, encoste no link ao final do post porque ainda restam quatro discos na BandCamp da Cold Busted, ou então garanta sua versão virtual por sete doletas.

Chop Juggler | Cold Busted

Rap, funk, jazz e brazuca embalam a mix Marytape #1, da DJ Mary G. Ouça

Residente da festa Jazzkate e idealizadora da celebração Unity, ambas da cidade de São Paulo, a deejay Mary G. colou na última edição do nosso baile Chumbo Grosso e não deixou ninguém parado no salão. Se você ainda não teve a chance de ver a paulistana em ação nos toca-discos, a boa é chegar no player abaixo para escutar a produção Marytape #1, onde ela gira nomes como Anderson Paak, Groover Brookzill, Washington Jr, Jamés Ventura, Miles Davis, Oshun, Mano Brown, Jay Dilla, Erikah Badu, Childish Gambino, Jurassic 5, Jay Z e muito mais em 42 minutos de som. “Aos guardinhas da mixagem, ouçam de coração aberto. Fiz o melhor que consegui no tempo que tinha. Aos amantes da boa música, aproveitem. Espero que curtam.”

DJ Mary G.

O DJ BeatPete dichava a obra da dupla Madvillain na mixtape Illest Villains. Ouça

Integrante da gravadora Mellow Orange, selo capitaneado pelo produtor Freddie Joachim, e um dos responsáveis pelo baile Backyard Joints, festa baseada na cidade de Berlin, na Alemanha, o deejay BeatPete é a bola da vez aqui no mangue. Dono de um dos melhores perfis do SoundCloud quando o assunto é mixtape, o alemão tem uma vasta coleção de vinil e sempre assina diferentes produções embaladas exclusivamente pelos discos. Se você garimpar mais sobre o trampo dele, vai encontrar desde um play em tributo ao beatmaker Kan Kick até uma trilha inteira gravada dos toca-discos para o tape deck.

Caso vossa senhoria não queira ir tão longe assim na pesquisa, é só escutar a última homenagem sonora feita pelo DJ, onde ele dichava a obra da dupla Madvillain (Madlib e MF DOOM) na trilha Illest Villains. Além de várias faixas dos dois vilões, BeatPete também resgata sons de Howard Lucraft, Foster Sylvers, Maria Bethânia, Osmar Milito, Matthew Larkin Cassell, Gentle Giant e Bill Evans, que foram alguns dos artistas sampleados nos álbuns MadvillainyMadvillainy 2 – Madlib Remixes. É só apertar o play abaixo e fazer a lição de casa.

BeatPete

Assinada pelo DJ Mangue, Brasil com S é a nova mixtape do Mangroovee. Ouça e baixe

Após colocarmos na rede os dois volumes da série Onda, é com imensa satisfação que encostamos aqui na matriz para avisar vossa senhoria que o novo trampo do Mangroovee tá no ar. Assinada pelo DJ Mangue, também conhecido em um passado recente como Gusta, a mixtape Brasil com S embala seu radinho somente com músicas brasileiras mocadas. Iniciamos a viagem por terras brasilis com o malungo Chico Science passando a visão na introdução, depois você confere faixas assinadas por Projetonave, Red Lion, Síntese, OQuadro, Combo X, Alienação AfroFuturista, Eskrúpulos, YOka, Indigesto, Tatiana Bispo e 3 Pilares, além de uma dubplate especial preparada pelos camaradas Digitaldubs e Jota 3.

Você só precisa garantir o café preto aí desse lado e apertar o play abaixo para escutar mais uma trilha despachada pelo nosso selo. A arte ficou na conta do nosso irmão Matheus Mattos, que também é responsável por desenvolver todas as artes dos bailes e outras ações realizadas pela firma. Muito obrigado a todo mundo que fortalece nosso corre. Original Mangroovee.

DJ Mangue

Mangroovee no Ar #59: Question, El Michels Affair, Luiz Carlos Vinhas e Savave

Depois de colocarmos no ar o episódio especial sobre os 10 anos do disco Superação, do Contra Fluxo, voltamos até a matriz para continuar apresentando nossa saga pelas ondas sonoras das frequências moduladas. A sessão que colocamos aqui para trilhar a quarta-feira de vossa senhoria foi ao ar no último mês de maio, mas acabou ficando parada nas gavetas do mangue por algum tempo. Mas fizemos o resgate ontem à noite e cá estamos nós para deixar você por dentro de tudo aquilo que ecoou na Rádio Educativa FM 106.7 naquela oportunidade. Iniciamos com Luis Carlos Vinhas, André Sampaio & Os Afromandingas, BNegão, El Michels Affair, Hugh Mundell, Dennis Hamilton, Barrington Levy, Thiago Elniño, Dow Raiz, Gali, Funkeiro, Jamés Ventura, Savave, Hidden Orchestra, Question e Quantic. É só apertar o play, gente boa.

Pouca marra e muita ideia na entrevista do Ordem Natural para O Fino da Zica. Confira

Um dos canais brasileiros no Youtube com o qual mais nos identificamos, O Fino da Zica apresenta conteúdo interessante em todas as produções e entrevista vários nomes que passam despercebido pela grande mídia tupiniquim, mas que são muito melhores do que a maioria da rapaziada cheia de views na rede. Síntese, Lay, Sombra, Ogi, Amiri, Lívia Cruz, Edgar, Rico Dalasan, Inglês e Rincon Sapiência são alguns dos artistas em pauta na página deles. Semana passada foi a vez do Ordem Natural, representado por Lum, Gato Congelado e DJ Mako, colar no QG dos manos e trocar várias ideias sobre música, vivência, letras, Quinto Andar, entre outros temas. O título acima é sobre o vídeo onde eles falam sobre o lendário coletivo de rap formado também por Matéria Prima, Marechal, Shaw, De Leve e DJ Castro, mas aproveitamos a postagem e também colocamos aqui os outros três quadros que o Fino da Zica fez com o trio. Pouca marra e muita ideia, que é o que tá em falta na cena. Vale a pena chegar no play




Ordem Natural | O Fino da Zica

Ouça a mixtape em homenagem aos 25 anos do disco Mecca & The Soul Brother, do Pete Rock & CL Smoth

Sempre escalado pela revista Wax Poetics para criar mixtapes comemorativas quando alguns clássicos do rap completam datas simbólicas, o DJ Chris Read ligou os toca-discos novamente e atendeu mais um chamado da publicação estadunidense. Depois de prestar homenagens para obras assinadas por totens da história de De La Soul, Notorius BIG, A Tribe Called Quest e Pharcyde, agora, o deejay presta tributo ao cabuloso disco Mecca & The Soul Brother, da dupla Pete Rock & CL Smoth. Versões alternativas, sampleadas, edits e clássicos são alguns plays mixados com maestria pelo londrino em exatos 57 minutos e 7 segundos de sessão. O mano também liberou a tracklist completa, que ainda detalha o nome do sample original e em qual faixa Pedro Pedra e Mista Suave utilizaram o recorte. Chega mais, gente boa!

Wax Poetics | DJ Chris Read

Mangroovee no Ar #58: 10 Anos do disco Superação, do Contra Fluxo

Durante os 7 anos de caminhada do Mangroovee e os 28 de vida desse que vos escreve por aqui, o disco Superação, do Contra Fluxo, é, com certeza, a trilha número 1 do nosso expediente. Escutamos todo dia pelo menos uma faixa do clássico álbum duplo lançado em 2007 pelo grupo paulistano formado por Mascote, Ogi, Munhoz, Dejavu e DJ´s Big Edy e William. Aproveitamos o aniversário de 10 anos do registro e acionamos nosso camarada Mascote para tirar do forno uma edição especial do Mangroovee no Ar sobre uma década de vida do trabalho em questão. Além do integrante do Contra, também trocamos ideia – via whats app – com Rodrigo Brandão, Dario Beats e Jamés Ventura, que são alguns dos convidados da trilha.

Gostamos bastante do episódio abaixo. É louco demais ter o aval dos caras e ajudar a propagar um trabalho tão importante na história do mangue. Logo mais, a partir das 22h, você vai poder conferir no rolê de carro a sessão na Rádio Educativa FM. Porém, se tiver afim de conferir agora, é só chegar no play. Gostaríamos de agradecer a todo mundo que fortalece nosso trabalho. Um salve especial para Mascote, Rodrigo Brandão, Jamés Ventura e Dario Beats, que toparam fazer essa edição. Vida longa ao Contra Fluxo e a todos aqueles que fazem música com o coração.

Mangroovee no Ar | Contra Fluxo

O coletivo Reticência tá de volta. Ouça o single Instinto

É com grande satisfação que colamos no endereço virtual do mangue para avisar vossa senhoria sobre a volta dos nossos conterrâneos e amigos do Reticência. Formado pelos camaradas Andino, Benfa, Coleti, Drop, Fabião e Haruan e , o coletivo de São José do Rio Preto voltou às atividades na semana passada com a faixa Instinto, que coloca fim no hiato de dois anos sem lançamento da banca. Assinado pelo Projeto Sinestesia, o instrumental chega bem sujo e faz a cama perfeita para Drop, Andino, Coleti e Benfa deslizarem a levada com a categoria de sempre. Você só precisa apertar o player abaixo para se ligar na nova faixa disparada pelo estúdio Três Pontos Records e, de quebra, valorizar a música rio-pretense.

Reticência | Três Pontos Records

Trocando Ideia #18: Red Lion estreia com o excelente EP De Onde Eu Vim

Retirado do forno da Família Macaroni no final do último mês de abril, o EP De Onde Eu Vim marca a estreia do MC Red Lion em um trabalho de estúdio. O registro apresenta o leão vermelho oriundo do Jardim Zaíra, bairro da cidade de Mauá, deslizando a levada em cinco instrumentais assinados por DJ B8 (ProjetoNave), Jeff Botto, Fya Sound e Amanajé Riddims. Se você já teve a chance de ver o mano comandando o baile ao lado de equipes de som como J*Z Sound System e Paz & Dub Seletores, vossa senhoria deve ter percebido que Red Lion é um dos mestres de cerimonias mais originais da cena. Nós já tínhamos feito contato com os manos, mas, devido ao corre diário dos dois lados, conseguimos subir somente agora a entrevista aqui na matriz do Mangroovee. Sem mais delongas, aperte o play abaixo e boa leitura.

1 – Fica bem claro no título do EP De Onde Eu Vim que você tem bastante orgulho aí da sua área, o Jardim Zaíra, em Mauá. Como foi crescer por aí e, falando especificamente do bairro, quais foram suas primeiras influencias e experiencias musicais no JZ?

Red Lion: De Onde Eu vim é a vida no Jardim Zaíra, é a cultura SoundSystem Reggae aqui do Brasil. Essas são as maiores referências para esse trabalho em matéria de geografia e sonoridade. Sou filho de nordestinos e cresci no Zaíra nos anos 90. Tinham poucas favelas nessa época e algumas ruas de barro, que eram onde eu brincava com meus primos. Também nos reuníamos muito na casa da minha avó. Era muita correria para os meus pais, mas a gente não sentia isso. Primeiro veio o Reggae. Meu tio João me levou em um show do Tribo de Jah quanto eu tinha uns 14 anos. Depois veio Bob Marley e toda linhagem roots da Jamaica. O rap estava caminhando lado a lado, com vários grupos nacionais e as coletâneas do Dinamite. E logo após isso vieram os artistas do bairro, caras que admirava e queria colar, como o Fumaça e o Fyahman do J*Z SoundSysytem, Dj Voddo e Beto Malfatti, do Triplex, entre outros. Só tinha monstro. Uma banca muito pesada e talentosa.

2 – Quão importante foi para sua formação como artista fazer parte do J*Z Sounds? E, na sua opinião, qual a importância da cultura sound system em meio ao cenário do reggae?

Red Lion: No J*Z SoundSystem eu aprendi a ser MC. Conduzir o cerimonial dos bailes, rimar em diversos estilos de riddims e gravar dubplates. O J*Z é uma grande escola pra mim. Esses dias eu estava pensando como o sistema de som é parecido com a fundação do Hip-Hop. Na minha opinião, o estilo DJ/MC SoundSystem significa liberdade. As pessoas colam nos eventos de rua exatamente pelo ambiente proporcionar isso, entende? Claro que também tem a música. O reggae ecoado pelas equipes de som é mais extenso, mais denso, tem mais amplitude.

3 – Antes do lançamento do EP, o single Quem é Essa Menina? e o som Novos Tempos, onde você chega em cima do beat do BIG, já estavam nas ruas. A gente ainda não tinha escutado você rimando em cima de boom bap e gostamos bastante do resultado. Em matéria de rap, quais são suas maiores influências e o que você anda escutando ultimamente?

Red Lion: Sempre escutei muito rap. Comecei com os nacionais, ouvindo as trilhas do Espaço Rap com meu primo Dudu. Ele também me apresentou muita coisa como Planet Hemp, Tupac, Nação Zumbi, as coletâneas do Dinamite eram dele. Depois veio a febre do Wu-Tang no Zaíra. Muito rap com o Voddo, o Edel e o Chavão. Me levaram no Indie Hip-Hop, onde conheci muita gente realmente envolvida com a cultura. Os artistas favoritos foram mudando. Hoje em dia os que mais ouço são Bryson Tiller, Russ, Drake e Travis Scott Aqui do Braza eu gosto de Flora Matos, Mano Brown, Rael e Cacife Clandestino.

4 – O EP De Onde Eu Vim é o primeiro lançamento da Família Macaroni. Conta mai como surgiu a ideia da FM e quais são os próximos planos do coletivo?

Red Lion: Família Macaroni nasceu de uma brincadeira num baile do Paz & Dub, em Franca. Acho que foi um tune do Ganja Groove que falava “HolyHoly Macaroni” e essa fita virou meio que o grito de guerra, saca? Mas parece que está se tornando algo maior. Todo mundo precisa de uma Família. Então Julio Polo e eu decidimos criar a nossa, baseada nos princípios de Lealdade, Unidade e Fraternidade. Além de ser uma fraternidade, a Família Macaroni trabalha como produtora e selo. Estamos trabalhando no lançamento do meu próximo EP e vamos anunciar muita coisa nova até o final do ano.

5 – Queríamos te dar parabéns pelo trampo. Achamos o resultado muito bom, bem original. Como foi o processo criativo do trabalho e qual a sensação de colocar o EP nas ruas?

Red Lion:  Sou muito grato pelo carinho de todos que ouvem as músicas e mandam um salve. Foi muito bom todo processo de gravação com meu mano Jeff Botto. Aprendi bastante. O dia do lançamento foi foda. Os amigos colaram aqui no estúdio. Meu primeiro disco, né? Então é muito loco ver a capa, seu nome no bagulho e tudo mais. Quero aproveitar e deixar um salve para o Premier King, que é o responsável por assinar a capa e a identidade visual do EP.

6 – Existe a possibilidade do registro sair em algum formato físico? Agora é com você, Red. Deixa seus contatos para quem quiser levar a apresentação até outras áreas do país, baixar o EP e tudo mais…

Red Lion:  O EP sai na primeira semana de agosto no formato tradicional de CD. Um salve para todo mundo do Jardim Zaíra, Mauá e todos da cultura SoundSystem, Reggae e Rap. Seguimos trabalhando. Fiquem sintonizados que muito em breve tem trabalho novo a caminho. Tamo junto Mangroovee. Muito obrigado pela oportunidade!

Red Lion | Download EP De Onde Eu Vim