Mangroovee no Ar #54: Marvin Gaye, Marku Ribas, Digitaldubs, Marcelo Fragoso e Cornel Campbell

Ecoada pela antena da Rádio Educativa FM no dia 29 de março, a edição de número 54 do Mangroovee no Ar disparou para os quatro cantos de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, uma seleção pautada por soul, funk, samba rock, dub, reggae e rap. Caso você não conseguiu escutar o episódio pela transmissão da estação, pode ficar tranquilx aí desse lado porque nosso Mixcloud acabou de ser atualizado com a sessão em questão. Então garanta vosso café preto e aperte o play abaixo para embalar a quinta-feira com Gil Scott-Heron, Brian Jackson, Donny Hathaway, Marvin Gaye, Marku Ribas, Marcelo Fragoso, Paulinho Boca de Cantor, Augustus Pablo, Al Campbell, Cornell Campbell, Digitaldubs, Cedric “Congo” Myton, RZO, Rincon Sapiência e Froid. Compartilhe nossa saga radiofónica na sua área e ajude a firma a continuar propagando a boa música.

Ouça e faça o donwload da excelente mixtape Boom Bap Vol. 4, do DJ Dennon

Camarada de longa data do Mangroovee, o amigo DJ Dennon sempre comandou o som nos bailes realizados pela firma em nossa cidade natal, São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Representante de peso da cultura do turntablism, onde o deejay apresenta a verdadeira arte dos toca-discos, nosso parceiro pilota a nave com maestria e ainda é dono de um faro altamente apurado na pesquisa da boa música. Você pode confirmar que não estamos falando besteira chegando no play do quarto volume da série Boom Bap, liberada ontem por ele no canal do Mixcloud. Caso vossa senhoria ache a trilha dahora, sugerimos que faça o download – link ao final do post – e escute os outros três capítulos da saga, além de todos os players assinados pelo Dennon. O nível é alto em qualquer um dos trabalhos do DJ residente da cidade de Mirassol.

DJ Dennon | Download Boom Bap Vol. 4

DJ Spinna ministra uma aula de boom bap na trilha 1996 Beat Tape Vol. 1. Ouça

Embalada somente por instrumentais produzidos pelo DJ Spinna em meados de noventa e seis, a trilha 1996 Beat Tape Vol. 1 é o mais novo lançamento do selo Redefinition Records, ou apenas Redef. Disponível em acetato e também no formato cassete, o registro traz o deejay/produtor oriundo do bairro do Brooklyn, nos EUA, ministrando uma verdadeira aula de como tirar um som com as máquinas EmuSP-1200 e Akai S950. Com caixa e bumbo batendo em perfeita sintonia nas 18 faixas, o repertório da fita de batidas não para de tocar no expediente do mangue e acreditamos que também vai ser uma boa para climatizar a terça-feira nublada de vossa senhoria. Até o momento, a gravadora do mestre Damu The Fudgemunk liberou o lado A da tape para streamming no SoundClound. Você pode escutar exatos 18 minutos e 22 segundos de DJ Spinna on the beat no player abaixo para entender por que ele é requisitado em trabalhos assinados por Spike Lee, Stevie Wonder e Mos Def.

DJ Spinna | Redef Records

Mangroovee no Ar #53: Especial Dia das Mulheres

Transmitido pela Rádio Educativa FM 106,7 em 8 de março, no dia das mulheres, a edição especial do Mangroovee no Ar embalou uma hora de sessão na estação rio-pretense somente com artistas brasileiras. Passamos a bola para Gal Costa, Joyce, Rosinha de Valença, Thalma de Freitas, Céu, Lurdez da Luz, Marietta Massarock, Luana Karoo, Yzalú, Tássia Reis, Laylah Arruda, Maria Elvira, Flora Matos, Karol Conka e Soraia Drummond. Você só precisa apertar o play abaixo para conferir como foi o episódio em questão. Se gostar, compartilhe nosso trabalho aí na sua área. O mangue agradece!

Ronald Rios entrevista o produtor Nave na websérie Rap Cru

Comandada pelo Ronald Rios, a série Rap Cru é, ao lado de produções como Programa Freestyle e Quado em Branco, uma das melhores atrações da rede em matéria de rap nacional. O ex-integrante do CQC já entrevistou Rodrigo Ogi, Emicida, Kamau, Thaíde, entre outros, além de dedicar alguns episódios falando sobre clássicos assinados por Wu-Tang Clan, Kanie West e Notorius BIG. O mais recente episódio da saga apresenta o carioca trocando ideia com o produtor Nave, que faz parte do excelente duo Savave e coleciona trabalhos com Marcelo D2, Karol Conka, Flora Matos, Rael e grande elenco. O Ronald entende sobre o que tá falando e desenrola dahora a ideia com o curitibano. Aperte o play para conhecer melhor a história de um dos melhores produtores do país.

Rap Cru

Conheça a mistura sonora da banda mineira Filhos de Sandra

Apresentando Hot e Oreia, dois dos emcees mais originais do país, no comando dos microfones, a banda Filhos de Sandra faz um som permeado por vários gêneros musicais presentes aqui na matriz do mangue. O grupo da capital mineira tem o rap como ponto de partida, mas acrescenta na mesma panela ingredientes temperados com especiarias do reggae, rock, jazz, afro e brazuca. Além dos integrantes da DV Tribo, o projeto ainda traz os instrumentistas Chuck, Jean Clo, Dedé, Pedrão e Fantini, que também fazem parte de outros combos da cena alternativa de Belo Horizonte como Absinto Muito, Dom Pepo e Ménage.

Já tínhamos visto alguns trabalhos dos mineiros, mas só nos ligamos no tanto que o som é louco na semana passada, quando eles lançaram um vídeo embalado por três faixas. A primeira delas, Xangô, chega no melhor estilo afrobrazuca e abre os caminhos para Hot soltar a voz com muita categoria em cima do instrumental. Depois eles convidam o baiano Baco para fazer o som 999 e ainda finalizam a sessão com didgeridoo na chapada produção LSDMTHC. A sintonia de longa data entre os dois vocalistas, além da excelente cozinha pilotada pela banda, faz o som dos caras sair de maneira verdadeira e ecoa diferente de boa parte do que costuma ser encontrado em solo brasileiro.

Aproveitamos a oportunidade e também abastecemos a postagem com mais dois trabalhos do projeto, as músicas Zandra e Consome. Caso você goste do som, vale a pena fazer o garimpo e ficar por dentro dos trabalhos paralelos dos integrantes.

Filhos de Sandra

Escute na íntegra o álbum Return To The 37th Chamber, novo disco do projeto El Michels Affair

Firma responsável por distribuir trabalhos da qualidade de Lee Fields & The Expression e Bacao Rythm & Steel Band, o selo Big Crown Records lançou recentemente, mais especificamente no dia 14 de abril, o disco Return To The 37th Chamber,do El Michels Affair. Como o próprio nome já da a letra, o álbum é a continuidade do registro Enter The 37th Chamber, de 2009, e marca a volta do multi-instrumentista Leon Michels à frente do projeto. Integrante do grupo Menahan Street Band e acostumado a colaborar com artistas do calibre de Sharon Jones e Aloe Blacc, o músico entrega novamente outro excelente registro pautado por versões inéditas para instrumentais do Wu-Tang Clan. 

Disponível em quatro opções diferentes de artes, o vinil traz participações de Lee Fields e Lady Wray , e ainda embala a viagem com metais, guitarras e, é claro, tradicionais instrumentos chineses, que é marca registrada na sonoridade do WU.  Entre as 13 canções do repertório, destacamos as novas interpretações para Snake, do Ol Dirty Bastard, e Verbal Intercourse, do Raekwon, Pork Chop Express e 4th Chambers, além do vídeo do single Iron Man – disponível no player abaixo.  Você pode – e deve –  conferir o trabalho na íntegra e assistir ao trailer da trilha. Se quiser ter o material na sua coleção, é só escolher vosso formato preferido e correr pro abraço.



El Michels Affair | Big Crow Records

 

 

 

Mangroovee no Ar #52: Jay Dilla, Elza Soares, Brazilian Groove Band e Bob Marley

Seguimos firme e forte na batalha aqui desse lado para deixar vossa senhoria por dentro de tudo o que ecoou na edição de número 52 do Mangroovee no Ar. Transmitido pela Rádio Educativa FM no dia 8 de fevereiro, o capítulo em questão prestou homenagem aos totens Jay Dilla e Bob Marley, que completariam aniversário na semana em que nossa atração foi ao ar. Enquanto o primeiro bloco embala o radinho com produções de Jay Dee para The Pharcyde, Little Brother e Mood, o segundo chega com três clássicos de autoria da lenda jamaicana. Completamos a missão na tranquilidade e ainda selecionamos a rainha Elza Soares, Baiana System, Brazilian Groove Band e Helio Matheus. Você só precisa apertar o play para deixar a quinta-feira muito melhor.

Trocando ideia #16: O singjay Likkle Jota e a cultura Sound System

Oriundo da cidade de Coroados, no interior do Estado de São Paulo, Likkle Jota é um dos singjays – combinação de cantor e deejay – que vem ganhando cada vez mais espaço nos bailes promovidos por diferentes equipes de todo o país. Depois de passar alguns anos residindo em Campinas, o cantor mudou-se de vez para a capital paulista, onde coleciona apresentações ao lado de nomes como Quilombo Hi Fi e SmokeDub Posse, além de lançar os discos Ioruba Nation, de 2016, e Style N Fashion, que foi retirado do forno no último mês de março. Likkle ainda traz no currículo faixas com instrumentais assinados por Jeff Boto (Dubatak) e dubplates cortadas para sistemas de som como DeSkaReggae, Favela SS, Paz & Dub e Muamba Sounds.

Trocamos uma ideia com o protagonista da história sobre o início da caminhada, cultura Sound System, referências musicais e por aí vai. Aperte o play para conhecer o trabalho enquanto você lê mais uma entrevista na matriz do mangue.

1 – Você canta muito bem nas produções de reggae digital e também chega pesado nas sessões ao lado dos sistemas de som. Quando começou sua caminhada na música jamaicana e como surgiu a parceria com os Sound Systems?

Likkle Jota: Primeiramente, quero mandar um grande salve ao Mangroovee. É uma honra poder trocar essa ideia com vocês. Eu canto já faz um tempo e tive a chance de trabalhar com gêneros musicais como rap, samba, mpb, entre outros. Até que em 2013, quando fazia parte de um grupo chamado A RUA’NDA, fui em uma festa em Campinas, onde Flavio Rude, do Muamba Sounds, estava tocando reggae music. Me liguei que ele lançava vários instrumentais e perguntei se podia cantar. Desde então nunca mais parei. Ele me apresentou boa parte do que conheço hoje em matéria de Sound System. Também comecei a vir para São Paulo e o primeiro sistema que vi em ação foi o KASDUB, na pista de skate em Tiquatira.

2 – Ainda falando sobre a cultura Sound system, na sua opinião, qual a importância dela para o cenário do reggae nacional?

Likkle Jota: É crucial em vários aspectos. O sistema de som agrega conhecimento, referências históricas e um grande acervo musical. Acredito que as músicas tocadas nas vitrolas das festas de reggae trazem uma realidade mais próxima daquilo que vivemos no nosso cotidiano. Isso faz com que a gente coloque em prática algumas atividades que os jamaicanos também fizeram na ilha, mudando, de uma certa forma, a mensagem que chega até a sociedade.

3 – Quais são suas principais referências em matéria de emcees e produtores na música jamaicana?

Likkle Jota: Tenho como referência muitos singjays, gosto da gama de cantores vindos da Jamaica. Eccleton Jarret, Garnet Silk, Dennis Brown, Junior Reid, Nitty Gritty e outros. Além dos grandes deejays que me fogem a conta. Tenho muito respeito pelo trabalho do Knomoh (Quilombo Hi Fi), que foi quem me acolheu, produziu meus trabalhos e de vários outros artistas brasileiros. Falando sobre as produções internacionais, gosto muito do Mad Professor, Martin Cambpell e King Tubby. São mágicos.

4 – Você já comandou o microfone em diferentes bailes no Brasil. Entre todas essas combinações de som, qual foi a sessão que mais ficou marcada na memória?

Likkle Jota: Essa é difícil. Se tratando das sessões ao lado dos sounds, é muito raro quando não bate pesado. Todo baile tem sua particularidade, aquele momento que fica cravado na mente, principalmente quando canto com pessoas que deram inicio à divulgação dessa cultura no Brasil, os professores. Agradeço todas as oportunidades que foram concedidas até agora.

5 – O disco Style N Fashion apresenta novamente sua dobradinha com o produtor paulistano Jah Knomoh, que também trampou ao seu lado no registro Ioruba Nation, de 2016. Qual a importância dele em todos esses processos?

Likkle Jota: O Knomoh foi o primeiro produtor a acreditar no meu trabalho. Ao longo do tempo criamos uma amizade, morei na casa dele e vimos que gostamos de muitas coisas em comum. Somos pretos e temos a natureza como referência da luta e da força maior. Ele me ajudou muito na evolução como cantor e me ensina constantemente sobre vários aspectos do Sound System. Respect, Knomoh.

6 – Como foi todo o processo do seu mais recente álbum, Style N Fashion, e qual foi a sensação de colocar o registro na rua?

Likkle Jota: Após o lançamento de Ioruba Nation, de 2016, que é um disco mais voltado para a mensagem, bem roots music, tive a necessidade de criar algo que fizesse o povo esquecer um pouco dos problemas. Vivemos em uma babilonia que entristece, precisamos de um momento de diversão para o Eu e Eu. Resolvi homenagear os anos 80 do reggae, trazendo como referencia produções, temas e melodias da época. Após um trabalho de seis meses com riddins nacionais e internacionais, me vi na obrigação de colocar o trabalho na rua e nas plataformas digitais. Todo esse processo é muito difícil para artistas independentes, então criei um material humilde, mas de respeito, que estou entregando nos shows. A sensação final de dever cumprido é maravilhosa. Estou muito feliz com o resultado.

7 – Agora é com você, Likkle. Quem tiver afim de ter uma dubplate e levar o LJ para cantar no baile precisa fazer como? Quais são os seus contatos?

Likkle Jota: Muito obrigado pelo suporte, Mangroovee. Geral pode escutar minhas músicas nas plataformas digitais. É só pesquisar Likkle Jota no YouTube, SoundCloud, Spotify, Google Play, iTunes e por aí vai. Contatos para shows e dubplates: descendentedeleao@gmail.com ou pelo telefone (11) 9 4221-7442. Big Up e saúde a todos.

Likkle Jota

Vídeos da semana: NxWorries, 8 Barras, Karriem Riggins, Criolo e Evidence

Hoje é feriado, mas nós seguimos trabalhando aqui no perímetro do mangue para deixar vossa senhoria por dentro de alguns bons lançamentos que apareceram pelos lados do YouTube nos últimos sete dias. A gravadora californiana Stones Throw desembarca no site com três dos nossos artistas preferidos presentes no time do selo. Anderson .Paak e Knxwledge chegam representando o projeto NxWorries no vídeo da faixa Scared Money, além de Karriem Riggins com o trabalho audiovisual da música Bahia Dreamin´. Aproveitamos a passagem pelo ensolarado estado da terra do Tio Sam para garimpar a produção Throw It All Away, do Evidence (Dilated Peoples), que saiu há mais de uma semana, mas não conseguimos atualizar o site na sexta passada.

Depois é hora de voltar até terras brasilis, mais precisamente na cidade de Ponta Grossa, no Paraná, e climatizar o ambiente com o boom bap do segundo capítulo da série 8 Barras, que traz Bianca Hoffman(Philliaz), Adriano, Guilherme Guinomon e Tomate (Forma Única). Encerramos na cadência do samba Menino Mimado, onde Criolo encosta ao lado de vários instrumentistas da música brasileira e passa a visão sobre a corja burguesa de nariz empinado que vem comandando nosso país. Se gostar das indicações, compartilhe o trabalho aí na sua área. Valeu!!!





NxWorries | Forma Única | Philliaz | Karriem Riggins | Criolo | Evidence