Mangroovee no Ar #64: Entrevista SonoTWS, Killa Bi, Tetriz, Ogi, Blu & Exile

A edição passada do Mangroovee no Ar apresentou no primeiro bloco uma entrevista com nosso conterrâneo Drop. Quem chega na ideia no episódio de hoje, que foi transmitido pela estação rio-pretense na última semana, é o camarada Sono TWS. O produtor oriundo de Jundiaí, no interior de São Paulo, lançou pelo selo Tired Of People a beat tape We Cant Get Along e conversou com o DJ Mangue sobre máquinas, influencias musicais, fitas cassetes, próximos planos, entre outros assuntos.

Além da prosa, também climatizamos a sessão com nove produções presentes no repertório da fita de batidas despachada pelo nosso mano. Você ainda confere músicas na conta de Rodrigo Ogi, Killa Bi, Emedeze6, Tetriz, Blu & Exile, Da Grassroots, Projetonave, Johnny Osbourne, Pete Campbell e Milton Henry. Gostaríamos de agradecer ao Sono por ter fechado mais essa com a gente e a todo mundo que acompanha o trabalho do Mangroovee. Se gostar do resultado, compartilhe o player aí na sua área.

Mangroovee no Ar #63: Entrevista Drop, Rimas & Melodias, Ba-Boom e André Sampaio

Transmitido no último dia 25 pela Rádio Educativa FM, de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, o episódio de número 63 do Mangroovee no Ar entrevistou nosso camarada Drop, que lançou no mês passado o EP Sete Flechas. Além da ideia trocada com o emcee rio-pretense no primeiro bloco, também embalamos a noite com outras três parte ao som de de Wu-Tang Clan, Zilla Sonoro, Ba-Boom, Laylah Arruda, André Sampaio, Sharon Jones & the Dap-Kings, Ikebe Shakedown, Rimas & Melodias, Skinnyman e Charles Bradley. É só apertar o play abaixo e conferir mais um capítulo da nossa saga nas ondas das frequências moduladas.

Ouça o disco Super Ape Returns To Conquer, novo trabalho do mestre jamaicano Lee Perry

Pode comemorar bastante aí desse lado porque o mestre Lee Scratch Perry acabou de lançar mais um trabalho impecável. O clássico disco Super Ape, de 1976, foi totalmente repaginado pelo comandante do lendário Black Ark Studio e, agora, o álbum chega batizado como Super Ape Returns To Conquer. Enquanto o gorila aparece caminhando no meio de uma comunidade rural na capa do trabalho da década de 70, dessa vez, o primata migra para a zona urbana e rouba a cena abrindo caminho sobre as águas do Rio Harlen, em plena Nova York. Além de uma coroa na cabeça e um cajado onde mista Perry é santificado, o Super Ape ainda vem reforçado com as caixas do sistema de som da equipe local Subatomic Sound System, que assina a produção do registro ao lado do totem jamaicano.

Músicas assinadas por Lee Perry que se transformaram em verdadeiros hinos como Zion Blood, Chase The Devil, War Inna Babylon, Dread Lion e Curly Dub, surgem de cara nova embaladas por uma grave cabuloso e com participações de nomes da qualidade de Screechy Dan, Omar Little, Ari-Up e Jahdan Blakkamoore. Gravado em sessões intercaladas entre os estúdios Subatomic Sound, em NY, e New Ark, em Kingston, o disco é, na nossa opinião, uma das melhores surpresas do ano. Se vossa senhoria chapa na sonoridade introduzida pelo dub na década de 70, mas também se identifica com as novas técnicas de produções possibilitadas pelo avanço da tecnologia, o registro Super Ape Returns To Conquer é um prato cheio para aDUBar sua segunda-feira. É só agradecer e apertar o play abaixo.

Lee Perry | Subatomic Sound System

A cantora Nina Girassóis estreia pelo selo Feminine Hi Fi no single Resound. Ouça

Depois da estreia em formato de selo no lançamento da faixa Loba Leoa, da Laylah Arruda, o coletivo Feminine Hi Fi tira mais um excelente trabalho do papel e embala vossa segunda-feira com música de primeira qualidade. Nome conhecido entre os frequentadores dos bailes em formato sound system de São Paulo, a paulistana Nina Girassóis é a nova aposta da gravadora das manas. A cantora desembarca aqui no mangue e apresenta o tema Resound, onde ela solta a voz na maior elegância sobre o riddim assinado pelo camarada Jeff Botto (Dubatak Records). “Escrevo sobre como morre gente e como nasce gente a cada segundo, todo dia. Sobre como uns tem de mais e outros tem de pouco, e como os que têm mais querem cada vez mais. No entanto, há o outro lado, que mostra como é bonito ver pessoas que se ajudam”, afirma Nina. Você só precisa apertar o play abaixo para entender melhor. Se gostar, fortaleça o corre da Feminine Hi Fi compartilhando o som aí na sua área. Vida longa.

Feminine Hi Fi

Assinada pelo DJ Mangue, Brasil com S é a nova mixtape do Mangroovee. Ouça e baixe

Após colocarmos na rede os dois volumes da série Onda, é com imensa satisfação que encostamos aqui na matriz para avisar vossa senhoria que o novo trampo do Mangroovee tá no ar. Assinada pelo DJ Mangue, também conhecido em um passado recente como Gusta, a mixtape Brasil com S embala seu radinho somente com músicas brasileiras mocadas. Iniciamos a viagem por terras brasilis com o malungo Chico Science passando a visão na introdução, depois você confere faixas assinadas por Projetonave, Red Lion, Síntese, OQuadro, Combo X, Alienação AfroFuturista, Eskrúpulos, YOka, Indigesto, Tatiana Bispo e 3 Pilares, além de uma dubplate especial preparada pelos camaradas Digitaldubs e Jota 3.

Você só precisa garantir o café preto aí desse lado e apertar o play abaixo para escutar mais uma trilha despachada pelo nosso selo. A arte ficou na conta do nosso irmão Matheus Mattos, que também é responsável por desenvolver todas as artes dos bailes e outras ações realizadas pela firma. Muito obrigado a todo mundo que fortalece nosso corre. Original Mangroovee.

DJ Mangue

Mangroovee no Ar #59: Question, El Michels Affair, Luiz Carlos Vinhas e Savave

Depois de colocarmos no ar o episódio especial sobre os 10 anos do disco Superação, do Contra Fluxo, voltamos até a matriz para continuar apresentando nossa saga pelas ondas sonoras das frequências moduladas. A sessão que colocamos aqui para trilhar a quarta-feira de vossa senhoria foi ao ar no último mês de maio, mas acabou ficando parada nas gavetas do mangue por algum tempo. Mas fizemos o resgate ontem à noite e cá estamos nós para deixar você por dentro de tudo aquilo que ecoou na Rádio Educativa FM 106.7 naquela oportunidade. Iniciamos com Luis Carlos Vinhas, André Sampaio & Os Afromandingas, BNegão, El Michels Affair, Hugh Mundell, Dennis Hamilton, Barrington Levy, Thiago Elniño, Dow Raiz, Gali, Funkeiro, Jamés Ventura, Savave, Hidden Orchestra, Question e Quantic. É só apertar o play, gente boa.

Trocando Ideia #18: Red Lion estreia com o excelente EP De Onde Eu Vim

Retirado do forno da Família Macaroni no final do último mês de abril, o EP De Onde Eu Vim marca a estreia do MC Red Lion em um trabalho de estúdio. O registro apresenta o leão vermelho oriundo do Jardim Zaíra, bairro da cidade de Mauá, deslizando a levada em cinco instrumentais assinados por DJ B8 (ProjetoNave), Jeff Botto, Fya Sound e Amanajé Riddims. Se você já teve a chance de ver o mano comandando o baile ao lado de equipes de som como J*Z Sound System e Paz & Dub Seletores, vossa senhoria deve ter percebido que Red Lion é um dos mestres de cerimonias mais originais da cena. Nós já tínhamos feito contato com os manos, mas, devido ao corre diário dos dois lados, conseguimos subir somente agora a entrevista aqui na matriz do Mangroovee. Sem mais delongas, aperte o play abaixo e boa leitura.

1 – Fica bem claro no título do EP De Onde Eu Vim que você tem bastante orgulho aí da sua área, o Jardim Zaíra, em Mauá. Como foi crescer por aí e, falando especificamente do bairro, quais foram suas primeiras influencias e experiencias musicais no JZ?

Red Lion: De Onde Eu vim é a vida no Jardim Zaíra, é a cultura SoundSystem Reggae aqui do Brasil. Essas são as maiores referências para esse trabalho em matéria de geografia e sonoridade. Sou filho de nordestinos e cresci no Zaíra nos anos 90. Tinham poucas favelas nessa época e algumas ruas de barro, que eram onde eu brincava com meus primos. Também nos reuníamos muito na casa da minha avó. Era muita correria para os meus pais, mas a gente não sentia isso. Primeiro veio o Reggae. Meu tio João me levou em um show do Tribo de Jah quanto eu tinha uns 14 anos. Depois veio Bob Marley e toda linhagem roots da Jamaica. O rap estava caminhando lado a lado, com vários grupos nacionais e as coletâneas do Dinamite. E logo após isso vieram os artistas do bairro, caras que admirava e queria colar, como o Fumaça e o Fyahman do J*Z SoundSysytem, Dj Voddo e Beto Malfatti, do Triplex, entre outros. Só tinha monstro. Uma banca muito pesada e talentosa.

2 – Quão importante foi para sua formação como artista fazer parte do J*Z Sounds? E, na sua opinião, qual a importância da cultura sound system em meio ao cenário do reggae?

Red Lion: No J*Z SoundSystem eu aprendi a ser MC. Conduzir o cerimonial dos bailes, rimar em diversos estilos de riddims e gravar dubplates. O J*Z é uma grande escola pra mim. Esses dias eu estava pensando como o sistema de som é parecido com a fundação do Hip-Hop. Na minha opinião, o estilo DJ/MC SoundSystem significa liberdade. As pessoas colam nos eventos de rua exatamente pelo ambiente proporcionar isso, entende? Claro que também tem a música. O reggae ecoado pelas equipes de som é mais extenso, mais denso, tem mais amplitude.

3 – Antes do lançamento do EP, o single Quem é Essa Menina? e o som Novos Tempos, onde você chega em cima do beat do BIG, já estavam nas ruas. A gente ainda não tinha escutado você rimando em cima de boom bap e gostamos bastante do resultado. Em matéria de rap, quais são suas maiores influências e o que você anda escutando ultimamente?

Red Lion: Sempre escutei muito rap. Comecei com os nacionais, ouvindo as trilhas do Espaço Rap com meu primo Dudu. Ele também me apresentou muita coisa como Planet Hemp, Tupac, Nação Zumbi, as coletâneas do Dinamite eram dele. Depois veio a febre do Wu-Tang no Zaíra. Muito rap com o Voddo, o Edel e o Chavão. Me levaram no Indie Hip-Hop, onde conheci muita gente realmente envolvida com a cultura. Os artistas favoritos foram mudando. Hoje em dia os que mais ouço são Bryson Tiller, Russ, Drake e Travis Scott Aqui do Braza eu gosto de Flora Matos, Mano Brown, Rael e Cacife Clandestino.

4 – O EP De Onde Eu Vim é o primeiro lançamento da Família Macaroni. Conta mai como surgiu a ideia da FM e quais são os próximos planos do coletivo?

Red Lion: Família Macaroni nasceu de uma brincadeira num baile do Paz & Dub, em Franca. Acho que foi um tune do Ganja Groove que falava “HolyHoly Macaroni” e essa fita virou meio que o grito de guerra, saca? Mas parece que está se tornando algo maior. Todo mundo precisa de uma Família. Então Julio Polo e eu decidimos criar a nossa, baseada nos princípios de Lealdade, Unidade e Fraternidade. Além de ser uma fraternidade, a Família Macaroni trabalha como produtora e selo. Estamos trabalhando no lançamento do meu próximo EP e vamos anunciar muita coisa nova até o final do ano.

5 – Queríamos te dar parabéns pelo trampo. Achamos o resultado muito bom, bem original. Como foi o processo criativo do trabalho e qual a sensação de colocar o EP nas ruas?

Red Lion:  Sou muito grato pelo carinho de todos que ouvem as músicas e mandam um salve. Foi muito bom todo processo de gravação com meu mano Jeff Botto. Aprendi bastante. O dia do lançamento foi foda. Os amigos colaram aqui no estúdio. Meu primeiro disco, né? Então é muito loco ver a capa, seu nome no bagulho e tudo mais. Quero aproveitar e deixar um salve para o Premier King, que é o responsável por assinar a capa e a identidade visual do EP.

6 – Existe a possibilidade do registro sair em algum formato físico? Agora é com você, Red. Deixa seus contatos para quem quiser levar a apresentação até outras áreas do país, baixar o EP e tudo mais…

Red Lion:  O EP sai na primeira semana de agosto no formato tradicional de CD. Um salve para todo mundo do Jardim Zaíra, Mauá e todos da cultura SoundSystem, Reggae e Rap. Seguimos trabalhando. Fiquem sintonizados que muito em breve tem trabalho novo a caminho. Tamo junto Mangroovee. Muito obrigado pela oportunidade!

Red Lion | Download EP De Onde Eu Vim

Mangroovee no Ar #57: Indica Dubs, Illa J, Alienação Afrofuturista, Bixiga 70 e Onra

O Mangroovee no Ar entrou pelo seu rádio no último dia 19 com o episódio de número 57, mas, se por acaso, você não conseguiu escutar a transmissão da Educativa FM, encostamos aqui na matriz para resolver essa questão de maneira rápida. É só ficar à vontade aí na sua área e apertar o play na sessão trilhada por Illa J, Onra, Dr. Drumah, Bixiga 70, Ikebe Shakedown, The Black Seeds, Mykal Rose, Koning, Indica Dubs, Sista Mary, Alienação AfroFuturista, LIL STYLA, Intruso, D Rima, Fabricio Fbc, Atentado Napalm, Ramiro Mart, Rincon Sapiência, Sant, XAMÃ, Rashid e Coruja BC1. Se gostar, compartilhe nosso trabalho aí na sua área. Só agradece!

Escute a mixtape do Digital Dubs em homenagem aos 40 anos do selo Greensleeves Records

Não é novidade pra ninguém que o Digital Dubs é um dos nossos sistemas de som preferidos. Já colamos algumas vezes no baile dos cariocas, éramos frequentadores de carteirinha do Muzamba.com e sempre ficamos de olho nos lançamentos prensados pelos manos. O último release disparado pelo sound system pioneiro na cidade do Rio de Janeiro foi uma mixtape em tributo aos 40 anos da lendária gravadora inglesa Greensleeves Records. O seletor/produtor Marcus Menezes, o MPC, tirou os discos do case e girou várias faixas produzidas pelo selo da terra da rainha. Nomes como Barrington Levy, Augustos Pablo, Dr. Alimantado, Alborosie, Yellowman, John Holt e Eek A Mouse comprovam que o label vai muito bem do roots ao rub a dub, passando pelo dancehall e fechando a conta no new roots. Se vossa senhoria também gosta da música jamaicana e suas vertentes, não deixe de apertar o play. O mangue recomenda!

Digital Dubs | Greensleeves Records

Escute a nova mixtape de reggae assinada pela equipe de som Paz & Dub Seletores

Selecionada e mixada pelo nosso amigo Don Polo, que faz um corre de responsa ao lado de Cauê Irie e Júlio Randi à frente do Paz & Dub Seletores, a mixtape de número #4 da equipe de som apresenta vários nomes da nova escola do reggae mundial. Caso você queira conferir um pouco do que costuma girar nos bailes comandados pelos manos na cidade de Franca, aperte o play abaixo e embale vossa quinta-feira com 45 minutos de puro fogo. A arte da capa fica na conta das ilustrações de King Zulu Arts. Muito respeito ao corre dos amigos que também fazem acontecer no interior de São Paulo.

Paz & Dub Seletores