Mangroovee no Ar #32: Horace Andy, Quantic, U-Roy, Martin Campbell, Jota 3 e Gil Scott-Heron

Continuamos trabalhando pesado aqui desse lado e é hora de apresentar, mais uma vez, outro capítulo da história do mangue operando os controles da Rádio Educativa FM. O episódio de número 31 da nossa saga na emissora rio-pretense, climatiza o ambiente com vários nomes jamaicanos, além de artistas de fora da ilha que bebem diretamente da fonte sonora de lá. Selecionamos nomes como Horace Andy, Quantic, U-Roy, Alice Russell, Laylah,Bob Marley, Martin Campbell, Errol Dunkley, Barrington LEVY, Jota 3, Alton Ellis, OBMJ, Gil Scott-Heron, George Allen e por aí segue. Vossa senhoria só precisa chegar no play, gente boa. Se gostar, compartilhe nosso trabalho na sua área.

Mangroovee no Ar #31: Anderson Paak, Síntese, De La Soul, BK, Erykah Badu e Matéria Prima

Aos poucos vamos recuperando o tempo perdido e voltamos com nossas atualizações aqui no mangue. Se vossa senhoria já viu nossa postagem sobre o trampo do Cachola, agora é hora de ficar por dentro da edição de número 31 do Mangroovee no Ar. A sessão chega apresentando nomes como Anderson Paak, Black Alien, Síntese, De La Soul, BK, Erykah Badu, Posse Cutz, Jurassic 5, Matéria Prima, Marechal, Don Cesão, Yzalú, Axel Alberigi, Ralph, EMED16, entre outros. Conhece o esquema, né? Fique à vonts e chega no play.

As mulheres comandam a quarta edição da Rádio Elo. Sintonize o novo episódio

Pode ser disco, single, participações especiais, mixtapes ou podcasts, o fato é que sempre colocamos no mangue todo tipo de lançamento envolvendo o Elo da Correte. E agora o trio paulistano cola até aqui com a quarta edição da Rádio Elo, liberada há três dias no Mixcloud dos manos, apresenta uma hora e cinco minutos de sessão embalada somente por vozes femininas. Flora Purim, Elza Soares, Zezé Motta e Vanusa são algumas das mulheres escaladas por Caio, Pitzan e PG. Chega mais no play porque vale a pena.

Elo da Corrente

Ouça e baixe a mixtape Contact High, da dupla Poolside. Chillin disco music no play

Depois do duo de produtores Cookin Soul passar ontem aqui no mangue, hoje é a vez da dupla Poolside esquentar o inverno tupiniquim com a mixtape Contact High. Escalado pelos DJ`s Filip Nikolic e Jeffrey Paradise, o projeto selecionou e mixou as próprias versões para nomes como Evinha, Le Pamplemousse e Delegation, além de edits assinados por Turbotito, Bosq e Force Of Nature. No total, vossa senhoria confere uma hora embalada com boas viradas e vários sons que mergulham de cabeça na calmaria das águas da disco music. Acabamos de conhecer o trabalho dos manos e gostamos bastante. Aperte o play abaixo para conferir se também agrada por aí. Se achar louco, faça o download ao final do post.

1. Delegation – Oh Honey (Poolside Edit)
2. Le Pamplemousse – Gimmie What You Got (Poolside Edit)
3. Evinha – Esperar Pra Ver (Poolside & Fatnotronic Edit)
4. Bohannon – Save Their Souls (Poolside Edit)
5. Darondo – Didn’t I (Dave Allison Rework)
6. Giorgio Tuma feat. Laetitia Sadier – Through Your Hands Love Can Shine (Turbotito Remix)
7. Phillipi & Rodrigo – Gueto De Gent
8. Poolside – And The Sea
9. Your Song Is Good – Re-Search (Force Of Nature Remix)
10. Turbotito, Phillipi & Rodrigo – Cansao Para Laia (JKriv Remix)
11. Jeffrey Paradise – Dream With You (Bosq Remix)
12. The Rascals – Groovin on a Sunday Afternoon (Poolside Edit)

Poolside

Master Master Summer Mix é a nova trilha do produtor Blundetto

O selo francês Lucien Records, que cuida há dois anos de todos os trabalhos do Blundetto, encostou na maciota ontem à noite e tirou da manga o play Master Master Summer Mix. Continuidade da trilha Summer Dub Mixtape, lançada pelo produtor no verão passado, o registro apresenta a influência do jazz e da soul music na sonoridade da música jamaicana. Vossa senhoria confere a clássica guitarra de Ernest Ranglin, flauta, contrabaixo acústico e piano Fender Rhodes envenenados na medida com delay e reverb, exatamente como manda o manual do reggae. É só chegar no player e fazer o download ao final do post.

Blundetto

O combo 30/70 mergulha nas ondas do jazz, soul e rap no disco Cold Radish Coma.

Oriundo da cabulosa metrópole de Melbourne, o coletivo 30/70 faz um som que representa muito bem os ares daquele município australiano. Com pessoas de todos os cantos do planeta, a cidade respira cultura e você pode conferir em boa parte das esquinas do centro apresentações de blues, folk, funk, rap, breaking, entre outros gêneros. Talvez seja por isso que a audição do disco Cold Radish Coma, despachado pelo selo Moontown Records no último mês de dezembro, carrega toda essa atmosfera cosmopolita e flutua tranquilamente na brisa da soul music, jazz e rap.

Formado por 15 faixas, o repertório do álbum traz três interlúdios e outras 12 tracks embaladas pelas baquetas do baterista Ziggy Ruckman e pela bela voz da cantora Allysha Joy. Local Knowledge, The Strut, Cold Rashad, For You, Das Dank e Cash Harp foram as produções preferidas até agora aqui no expediente do mangue. Se quiser conhecer melhor a sonoridade de mais uma excelente banda da terra dos cangurus, encoste no player abaixo e dichave o release na íntegra.

a3923077484_10

30/70

Trocando ideia #8: O produtor SonoTWS chega com a beat tape Sentimentos

Nosso camarada SonoTWS, que colou na terceira edição do baile Chumbo Grosso com CESRV e Sants, lançou pelo selo Us Natives Records, dos EUA, a beat tape Sentimentos. Terceira trilha assinada por ele, a produção saiu em formato K7 e ficou disponível hoje para streaming e download gratuito (name your price) na Bandcamp da gravadora.

Aproveitando a deixa do lançamento, conversamos sobre vários temas relevantes com o protagonista da história. Você pode conferir o mano Sono falando a respeito de inspirações, baterias eletrônicas, vivências, samplers, próximos planos e muito mais. Salve, SonoTWS. Vida longa.

sono

1 – Passaram dois anos entre o lançamento da tape Mocado e do novo trabalho. Comparando os dois registros, achamos a nova trilha bem mais experimental, com uma sonoridade suja. O que mudou na sua visão sobre música durante esse período?

SonoTWS: Muita coisa, e não foi somente a visão musical. Fiquei seis meses tentando viver da música, sem um emprego fixo. A rotina era ligar as máquinas e parava só para almoçar e jantar. Tive a possibilidade de experimentar mais e fazer batidas diferentes. Mas como a valorização ainda é pequena por aqui, as coisas apertaram e sai da capital para voltar á casa dos meus pais, em Jundiaí, onde comecei a trabalhar em algo totalmente diferente – caixa de restaurante. O nome da beat tape veio dessa mudança, pois todo esse processo gerou uma turbulência de sentimentos, além da distância dos amigos, lugar novo e a “frustração” de não conseguir viver da música. Mas hoje vejo que foi a melhor coisa que aconteceu. Estou perto da minha família e trabalho na parte da noite, então tenho o dia inteiro para criar sons nas máquinas. A sujeira da tape veio um pouco da SP303, que foi o sampler utilizado na maioria das produções. O graffiti me ensinou muito sobre uma visão geral de tudo, desde procurar ser original e, acima de tudo, fazer para você mesmo. Agradecimentos especiais ao Cybass pela mixagem e master, e ao Sants, que também ajudou bastante na fase final do registro.

2 – Como aconteceu a parceria com a gravadora Us Natives Records – selo dos EUA responsável pelo lançamento da Sentimentos?

SonoTWS: Coleciono fitas cassetes há alguns anos e sempre pegava os releases da Us Natives. Como esse meio não é tão grande, você acaba conhecendo vários colecionadores, beatmakers com a mesma proposta e faz amizade com eles. A gravadora estava fazendo uma coletânea de batidas e me pediram algumas. Mandei para o selo e na conversa fechamos a idéia de lançar a tape inteira. Isso já faz um ano e virou realidade agora, tanto que os beats foram feitos entre 2014 e 2015. Fico muito feliz com isso. Quem é mais próximo sabe o quanto de energia coloco no trabalho e é gratificante ser reconhecido por outras pessoas.

3 – Você sampleia desenhos animados, obscuridades jamaicanas, telejornais, trilhas de vídeo-game e por aí vai. Além dos recortes, quais são suas principais influencias na hora de criar os instrumentais? Quem são os produtores que te inspiram?

SonoTWS: Normalmente começo com o sample. Recorto ele, depois entro com a bateria e o resto do conteúdo. Isso faz com que as batidas fiquem diferentes, porque o sample dita o que você “precisa”. Sampleei Tintin, um vídeo sobre astrologia e até uma introdução do programa de retrospectiva da Rede Globo. Gosto muito de soul, spiritual jazz, library, essas paradas. O lance do colecionismo, ter os discos originais, é o que me atrai. Precisa ver a felicidade quando chega um Strata East original em casa, é inspiração na certa. Algumas faixas tem histórias pessoais, como, por exemplo, a última da tape, “SAMU Didn’t Show Up” (O SAMU não apareceu). Enquanto estava fazendo ela, acabei passando muito mal e desmaiei umas 4 vezes. Liguei pro SAMU e to esperando até hoje. A sessão do beat ficou aberta e resolvi deixar ele daquele jeito , não acrescentei nada. Minhas influências são os produtores das antigas, Large Professor, Pete Rock, Dj Premier, RZA, Marley Marl, Diamond D, DITC, entre outros. Não escuto muita coisa nova, até falam que sou meio xiita e deveria ser mais aberto, mas não consigo. Acho bem chato o que tem rolado ultimamente – trap e afins.

4 – Lembro que quando trocamos ideia sobre o registro Mocado, de 2014, a SP404 era sua principal bateria eletrônica na criação das batidas. Mas você conseguiu algumas máquinas novas de lá pra cá. Conta aí quais são e como tem sido trabalhar com elas.

SonoTWS: Depois que as outras máquinas chegaram, acabei vendendo a SP-404. Tive a chance de pegar a MPC60ii, a AKAIS950 e a SP12, que era um sonho. Cada uma tem suas limitações. A SP12 só tem cinco segundos para samplear. Então você precisa se virar com essas limitações, e é aí onde entra a criatividade. No computador tem como abrir mil pistas, todo o tempo necessário e, às vezes, isso não tem fim. Essas baterias eletrônicas fazem você trabalhar em cima dos limites delas. Entre julho e agosto, vai sair outra beat tape pela Beatwise Recordings, onde usei mais a 950, a MPC60ii e a SP303. A 303 tem um lugar no meu coração por ter sido o meu primeiro sampler. Também vou soltar produções na SP12, mas vai ser uma coletânea com rappers, sendo um convidado por beat. Estou amadurecendo esse processo, tenho sete bases prontas, mas é mais complicado por não depender só de mim. Queria agradecer ao mista Gusta, que sempre fortaleceu o corre aqui no Mangroove, a rapaziada da minha turma, Os Meia de Lã (TWS), sempre chegando pesado nas ruas, a Us Natives Records e todo mundo que apoia o trampo independente. PAZ!

SonoTWS | Us Natives Records

O DJ Marky girou somente compactos de funk no novo episódio do projeto Na Manteiga Rádio. Chega no play

O projeto Na Manteiga Rádio vem representando bastante nos episódios da série. Com convidados escolhidos a dedo, eles não ficam presos a rótulos sonoros e apresentam nomes que transitam do reggae à música eletrônica, sempre na maior elegância. Tahira, DJ Magrão, Sants, KL Jay, Yoka, DJ Paulão, Jurassico, Abud e Lefto foram alguns dos deejays/produtores selecionados pelo time dos caras para comandarem as sessões. E, depois de 44 edições, o último registro liberado pela estação online traz o DJ Marky no rooftop do rolê A Balsa, em São Paulo, girando somente compactos de funk. Você pode escolher se prefere ver o paulistano rodando os sete polegadas ou só escutar a trilha no player do Mixcloud. Qualquer que seja vossa escolha, a satisfação é garantida.


Na Manteiga 045 – Marky por namanteigaradio

Na Manteiga Rádio

A nova beat tape do japonês Bugseed, Street Mentality, embala a sessão com boom bap e samples de jazz

Representante do lado leste da cidade de Toquio, no Japão, o samurai Bugseed lançou no início do mês passado a beat tape Street Mentality. O japonês garimpou cinco discos de jazz – não sabemos quais foram – e recortou todos eles para tirar da cartola as 12 batidas que embalam na maciota a audição do trabalho. Assim como as outras trilhas assinadas pelo cara, SM é mais uma produção despachada com o selo Independent Beatcasting. Já que você chegou até aqui, cola ali no player abaixo e deixe a clássica mistura entre o boom bap e o jazz fazer vossa cabeça.

Bugseed| Independent Beatcasting

O Ed Motta selecionou o creme do groove nipônico na trilha Japanese City Pop Mix Vol. 2

Encomendada pela revista Wax Poetics, a nova mixtape elaborada por Ed Motta apresenta o verdadeiro creme em matéria de funk nipônico. Dono de uma vasta coleção de discos, o cantor aproveita a agenda de shows para garimpar as pedras mundão afora, como você pode comprovar na produção Japanese City Pop Mix Vol. 2 . Ryusei Toshi, Garasu-Mado, Yasuhiro Abe, Junko Ohashi e Tetsuji Hayashi são alguns dos samurais selecionados pelo brasileiro na trilha. Vossa senhoria só precisa apertar o play e conferir toda a destreza dos japoneses na arte do groove.

Wax Poetics