Mangroovee no Ar #47: The Olympians, Abeokuta, Posse Cutz, Willie Willians e DV Tribo

Aos poucos vamos voltando ao ritmo de sempre com nossas atualizações diárias aqui na matriz e hoje é hora de colocar no ar a sessão de número #47 do mangue nos controles da Rádio Educativa FM. Transmitido pela estação rio-pretense no dia 30 de novembro, o episódio em questão embalou a noite da cidade do interior de São Paulo com Sharon Jones & The Dap Kings, Lee Fields, The Olympians, DV Tribo,  Posse Cutz, Elo da Corrente, Brookzill, Abeokuta, Antibalas, The Wailling Souls, Willie Willians e Bunny Wailer. Reggae, afrobeat, soul, rap, funk e tudo aquilo que vossa senhoria está acostumada a encontrar na área do Mangroovee. Apresente nosso programa para sua família e amigos aí na sua cidade. A firma agradece!

Trocando ideia #13: O MC Pok Sombra lançou o disco Cartão Postal

No finalzinho de 2016, mais precisamente no dia 24 de dezembro, o MC Pok Sombra e o produtor Dario somaram forças e retiraram do forno o disco Cartão Postal. Já acompanhamos o trabalho dos dois há algum tempo e deixamos uma entrevista engatilhada com o rapper da cidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul. Porém, como o início de 2017 tem sido bastante corrido, só conseguimos atualizar o mangue agora. Então, sem mais delongas, aperte o play abaixo e deixe o álbum climatizar o ambiente enquanto vossa senhoria lê a primeira entrevista do ano no Mangroovee.

1 – A faixa 100 Rap, do Zero Grau Kingz, foi seu primeiro som com o Dario? Como surgiu a ideia de fazer o álbum inteiro com ele?

Pok Sombra: Esse foi o primeiro som lançado na rua, mas já tínhamos outras guias gravadas que ainda estavam na gaveta. Eu estava trabalhando em algumas faixas com ele lá em Curitiba na mesma época que rolou a sessão com o ZGK e o Shaw. Então acabou dando certo juntar todo mundo e gravar o som. A ideia de fazer o disco veio a partir de umas músicas que bolamos pensando inicialmente para um EP com o nome de Da Água ao Vinho. Mas aí a parada rolou de forma tão natural que ele falou sobre gravar o álbum.

2 – Você mora em Pelotas, no RS, e o Dario na capital paranense. As gravações foram feitas à distância ou você passou um tempo em CWB

Pok Sombra: Fiquei alguns dias em Curitiba. Foram três sessões em um total de nove horas, onde trabalhamos pesado e gravamos 14 faixas. Uma delas acabou sendo retirada por motivos pessoais, ideias que eu não concordava mais em passar adiante. A faixa Rua 11, gravada em Pelotas, entrou no lugar dela e ainda ajustamos alguns detalhes lá na sweet home, como as vozes da Juliana Costa e a introdução feita pelo Zudizilla. A distância entre as duas cidades – 992 km – foi um fator que dificultou um pouco, mas a internet também ajudou bastante o processo. Recebi cerca de 40 instrumentais assinados pelo Dario e tive total liberdade para desenvolver meu rap.

3 – Na faixa Rua 11 você fala sobre o inicio da sua caminhada e relata influências musicais que rolavam na sua casa. O que mais você escuta fora do universo do rap?

Pok Sombra: Eu retrato o rolê pelo meu bairro na época de guri. Falo sobre grupos e artistas como Senzala, Cor Brasil, Tim Maia, Gal Costa, Gilberto Gil e muito mais. Sou fissurado em Roy Ayers, Dexter Wanzel, FunkadelicMilton NascimentoArthur Verocai, Max de Castro, Kool and The Gang e José Mauro. Todo mundo deveria conhecer a obra da minha conterrânea Giamarê, uma das pessoas mais especiais que já conheci. Se eu ficar citando, vou falar mil coisas e a lista nunca vai ter fim. Mas esses são alguns  que não canso de ouvir.

4 – O disco tem uma estética bem anos 90, com o Dario assinando produções no original estilo boom bap. O que você acha da onda do trap no cenário do rap atualmente? E, na sua opinião, quais artistas fazem bonito na hora de deslizar a levada sobre as bases de trap?

Pok Sombra: O disco saiu com essa sonoridade de maneira natural porque acabei usando os beats que conversavam melhor com minhas ideias. Acho legal o trap, mas penso que a galera ainda tá descobrindo qual a melhor maneira de encaixar o flow, criar os instrumentais e tudo mais. Independente de qual seja o estilo, só espero maturidade da galera envolvida nas músicas. Gosto de MC´s como Makalister, Nome Santo, ambos de Santa Catarina, além do BK e meus manos do Outro Nível. O Rincón Sapiência chegou passando por cima de todo mundo no single Ponta de Lança e o Zudizilla faz trap de um jeito que ainda não vi ninguém fazer.

Na verdade não sou especialista sobre o tema. Eu era meio chato com o lance de fazer barulho demais e não falar porra nenhuma. Tem mano falando merda somente para se manter na cena. Isso é feio demais com quem se preocupa em ser honesto com o público e consigo mesmo. Tenho vergonha de muita coisa que fiz e aos 28 anos não posso mais errar. Agora é hora de aproveitar esse momento hype e disparar uma porrada de ideia certa na cabeça da gurizada.

5 – O que mais a gente pode esperar do Pok Sombra

Pok Sombra: Tem clipe finalizado e um EP quase pronto. Acabamos de encerrar o vídeo da música Reconstruir, feito pelo Julian Eduardo, meu amigão de Porto Alegre, guri sangue bom que trabalha com uma visão bem de rua. Sou skatista e fiquei felizão depois de ver o trabalho pronto. Espero que a rapaziada goste. Quero agradecer ao Mangroovee pelo espaço e pela paciência. Andei viajando e não tinha tempo de responder, mas agora deu certo. Abraços da galera da Sweet Home. Nos aguardem!

Pok Sombra | Dario

Mangroovee no Ar #45: Feminine Hi-Fi, Mano Brown, Jota 3, Verocai e Os Brazões

Terminamos o ano passado ecoando a edição #48 do Programa Mangroovee por meio dos controles sonoros da Rádio Educativa. Então nada melhor que abrirmos os caminhos de 2017 aqui no site com outra sessão inédita da nossa saga, no caso, a de número 45, transmitida no dia 14 de dezembro. A antena da estação rio-pretense disparou nos quatro cantos da cidade lançamentos assinados por Mano Brown, Síntese​, Cachola, Jota 3, High Public Sound, Alpha Steppa, Feminine Hi-Fi, Arthur Verocai, BaianaSystem e IFÁ. Você também confere clássicos na conta de Clara Nunes, Os Brazões e Trio Mocotó.

Muito obrigado a todo mundo que fortalece o trabalho nesses seis anos de caminhada do mangue. Se estiver chegando agora, fique à vontade porque o ano apenas começou e vamos embalar 2017 com boa música.

Trocando ideia #12: DJ Basim é o campeão do DMC Brasil 2016

Somando mais de 15 anos na caminhada como deejay, nosso camarada e conterrâneo Daniel Egide, o DJ Basim, é a essência do Hip Hop. Iniciou seus primeiros passos como dançarino da Super Sonic B. Boys, primeira crew brasileira a competir no mundial de breaking, em Hannover, na Alemanha, no ano 2000. Quase duas décadas depois desse feito histórico, o rio-pretense voltou até o velho continente para representar novamente o Brasil como um dos quatro elementos da cultura. Mas, agora, a história foi diferente e o sangue bom do Basa teve a missão de comandar os toca-discos na etapa mundial do DMC, o campeonato mais importante do mundo em matéria de turntable.

Aproveitamos a deixa e escalamos nosso irmão Plínio Rozani, diretor de toda a parte audiovisual do Mangroovee, para gravar um trampo com o campeão nacional. Então não vamos nos alongar muito porque o conteúdo abaixo explica melhor toda a história do Basim e a rotina dele até a final da competição. Se quiser conhecer mais sobre os vídeos do mangue, o link do canal fica logo no final do post. Vida longa, DJ Basim. De São José do Rio Preto para o mundo.

DJ Basim | Essa Fita Memo

Mangroovee no Ar 43: Sabotage, Sean Kuti, Earth Disciples, Gilberto Gil e Dubatak

Encostamos na nossa modesta matriz para deixar vossa senhoria por dentro do episódio de número 43 do Mangroovee no Ar, que foi transmitido pela Rádio Educativa FM no dia 26/10. Com três faixas retiradas do disco póstumo do Maestro do Canão, o primeiro bloco da sessão foi totalmente dedicado ao mestre Sabotage. Fora isso, você ainda confere faixas de IFÁ, Blitz the Ambassador, Sean Kuti, Azymuth, Jeff Boto, Derajah, Gilberto Gil, Nelson Cavaquinho, Chico Buarque, Mário Castro Neves, João Nogueira, Edson Frederico, Earth Disciples e Hopetown Crowford. Uma hora completa pautada pelo reggae, rap, afrobeat, brazuka e tudo aquilo que costuma trilhar o expediente do mangue. Pegue seu café, aperte o play e se gostar, compartilhe o trabalho na sua área. A firma agradece.

Mangroovee no Ar #42: DV Tribo, Raphael Saadiq, Hiatus Kaiyote e Max Romeo

Boa tarde aí desse lado. Pode ficar totalmente à vontade e sintonizar os ouvidos no player abaixo para escutar Sabotage, DV, Hiatus Kaiyote, Raphael Saadiq, Charles Bradley, Rodrigo Ogi, Seu Pereira e Coletivo 401, Cabruêra, People Under The Stairs, Afu-Ra, Da Bush Babees, Peter Tosh, Burning Spear e Max Romeo. A edição de número 42 do Mangroovee no Ar chega em novo formato. Como vossa senhoria poderá conferir com os próprios tímpanos, agora, separamos a sessão por blocos. Chegamos com reggae, soul music, rap e música brasileira, além de tudo aquilo responsável por embalar nosso expediente em seis anos de caminhada. É só chegar no play, gente boa.

Mangroovee no Ar #41: NxWorries, Brookzill, Phonte, Os Ipanemas e Dynamic Four

Bom dia aí desse lado, gente boa. As últimas semanas têm sido bem corridas e não estamos conseguindo atualizar o site com a frequência de sempre, mas seguimos abastecendo a matriz quando sobra um tempo por aqui. A bola da vez na quinta-feira do mangue é o episódio de número 41 do Mangroovee no Ar, que chega com lançamentos de Kaytranada, Syd the Kid, NxWorries, Aaron Abernathy, Black Milk, Phonte, Brookzill, Red Lion, Ingles, Makalister e Charlie e os Marretas. Além deles, também selecionamos Os Ipanemas, Dynamic Four, Lucas Santtana, Dert, Marcos Valle, Dennis Brown e Resonators. Naquele nosso famoso esquema de sempre: uma hora de música, sem intervalos. Chega no play!

Mangroovee no Ar #40: John Coltrane, EMEDZ6, Flying Lotus, Lay e Akrobatik

Ontem foi um dia muito especial na caminhada deste modesto endereço virtual. O Mixcloud passou a peneira em toda a rede e escolheu o Mangroovee no Ar como um dos melhores do mundo em matéria de boa música. Estamos ao lado de nomes como Le Mellotron, RBMA Radio Panamérika, Pitchfork, Bondi Beach Radio e outros que são referências no nosso expediente. Só podemos agradecer a todo mundo que acessa o site, cola nas promoções, sintoniza na rádio e dá suporte ao trabalho. Nunca fizemos o corre por grana e não tem nada que pague um reconhecimento dessa altura.

E assim como mista Silvio Santos, colamos em ritmo de festa e climatizamos a tarde de vossa senhoria com mais um capítulo inédito da nossa empreitada ao lado da estação rio-pretense. A sessão de número 40 do mangue na Rádio Educativa FM homenageia John Coltrane e ainda traz nomes como Lessa Gustavo, Nego Max, EMEDEZE6, Don L, LAY, Akrobatik, Soul Jazz Orchestra, Alice Coltrane, Flying Lotus e Zimun. Se quiser conferir a página da premiação do Mixcloud, o link está disponível ao final do post. Muito obrigado.

Online Radio Awards

Mangroovee no Ar #39: Aláfia, BaianaSystem, Mos Def, Chico Science e Paulo César Pinheiro

Passamos duas semanas sem atualizar a matriz com nossa sessão na Rádio Educativa porque tinham alguns outros trampos na frente. Porém, o trabalho em parceria encomendado pela estação rio-pretense continua a todo vapor e colamos agora por aqui com o programa de número 39, que foi ao ar no dia 14 de setembro.Tita Lima, Paulo César Pinheiro, Aláfia, BaianaSystem, Chico Science e Nação Zumbi, The Apples, Zudizilla, Dirty Lion, Pok Sombra, Mos Def, Isaiah Rashad, O.C.L.A. e Criolo foram os responsáveis por climatizar a área da nossa cidade. Chega no play e compartilhe o registro para fortalecer o mangue.

O nêgo não para no tempo. Ouça o disco póstumo do mestre Sabotage

Entre todas as resenhas escritas durante os seis anos de Mangroovee, o texto sobre o lendário disco póstumo do Sabotage sempre foi a postagem mais aguardada de todas para colocar no ar por aqui. Além de esperarmos desde 2013, data do fatídico assassinato de Mauro Matheus, também tínhamos muita curiosidade sobre os versos inéditos e queríamos saber qual seria o resultado final da obra completa.

Porém, como o Instituto era responsável por assinar a produção, sabíamos que o Sabota chegaria programado pra rimar e esperamos pacientemente o álbum lançado no último dia 17. Depois de sete dias escutando sem parar, passamos o café no final do domingo e, finalmente, vamos atualizar o mangue com a nova trilha do Maestro do Canão.

biografia-de-sabotage

Assim como o próprio Sabotage rima no som Cabeça de Nêgo, ele comprova que o nêgo não para no tempo e desliza sua inconfundível levada em diferentes tipos de instrumentais nas 11 faixas do trabalho. Falando especificamente do repertório, as músicas Mosquito, O Míssil, O Gatilho, Canão Foi Tão Bom, Sai da Frente e Respeito É Lei não são novidades. A diferença é que agora a primeira vem embalada pelo trap do Tropkillaz, enquanto a segunda chega com uma nova base – cabulosa, por sinal – do DJ Cia e a terceira encosta com Céu, BNegão e Rodrigo Brandão nas participações.

Em relação aos sons que ainda não tinham feito nem sinal de fumaça até então, as inéditas Superar, País da Fome:Homens Animais, Maloca É Maré, Quem Viver Verá e Levada Segura embalam a outra metade do release e mostram que ainda tinha muito trabalho a ser feito por Sabotage. Dividindo o mic com Funk Buia e Rappin Hood, o rapper relembra os tempos de Dama Tereza na quinta faixa. Mas é na impressionante País da Fome:Homens Animais, que traz recortes de notícias sobre a morte do MC, onde ele chega com muita emoção e rouba a cena sozinho em seis minutos de música. Também destacamos as faixas 3, 4, 6, 9 e 11 como as que mais agradaram aqui pela área do mangue.

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O processo de lançamento do disco é outro fato digno de destaque. A produção executiva acertou em cheio ao escolher o Spotify como player exclusivo na hora de reproduzir o release. Como Sabotage teve uma morte precoce, deixando mulher e dois filhos para trás, a ação em parceria com a plataforma de streamming garante bons recursos financeiros para a família. O site também promoveu uma festa de boas vindas com direito à transmissão ao vivo no Facebook e convidou Rica Amabis, Tejo Damasceno, Daniel Ganjaman, Negra Li, DJ Zegon, DJ Nuts, Mr Bomba, Helião, Sandrão, Dexter, DBS, Lakers, Fernandinho Beat Box, Duani e vários outros nomes importantes para a realização do projeto.

Não sabemos aí desse lado, mas podemos garantir que por aqui a audição recompensou toda essa espera. Então fique à vontade e aproveite o lançamento musical mais aguardado dos últimos anos em nosso modesto endereço. Quem sabe não sai em vinil, né não? Sabotage Vive!